| S C A L A |
Dar a vida pela Copiosa Redenção
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| Serviço Redentorista de Comunicação | Número 19 |
Boletim da Congregação do Santíssimo Redentor
Roma, Itália
16 de julho de 2006
| ÍNDICE |
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Editorial |
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Momentos Marcantes |
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Notícias das (V) Províncias |
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Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral |
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Galeria Mensal de Fotos (somente “online”) |
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Sites Redentoristas em Destaque |
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Perfis |
Editorial
SCALA vai entrar em férias de verão após este número. Nesta edição, além das seções normais, estamos anunciando uma importante comunicação do Governo Geral e apresentando um novo serviço:
1) Foi publicada a Communicanda #2, que trata da Redenção. (Clicar em “Atividades do Padre Geral e do Geral” Conselho no índice acima). Nesse documento, Pe. Geral fala das “metáforas da Redenção.” Quando penso em “metáforas da Redenção,” me vêm à mente as mais de 70 metáforas que são nossas Unidades redentoristas e os mais de 5.400 Redentoristas que são “metáforas vivas” da Copiosa Redenção. É uma Communicanda que Você também vai querer ler e refletir em profundidade.
2) Estamos anunciando que agora dispomos de nosso próprio provedor redentorista para a internet. http://www.cssrim.com/phpmail2/ Por exemplo, meu endereço neste serviço será GaryZ@cssrim.com. Este serviço de e-mail é totalmente gratuito e acessível aos Redentoristas como possibilidade de um e-mail adicional ou auxiliar.lidade de um e-mail adicional ou auxiliar.possibilidade de um e-mail adicional ou auxiliar. Nós o recomendamos especialmente para os assinantes de SCALA que atualmente possuem accounts AOL, yahoo ou hotmail. Poderemos com muito maior facilidade controlar nosso envio de SCALA através de nosso próprio sistema de e-mail. Quando Você o assinar, começaremos a enviar SCALA para o seu endereço cssrim, não tendo que enfrentar as dificuldades de outros serviços de controle de SPAMs.
Vocês, Superiores, observem que isto não substitui seu endereço cssr.com; lembrem-se de abrir com freqüência este endereço, pelo qual recebem as comunicações oficiais do Governo Geral.
Sendo esta a última edição de SCALA antes do verão (edições especiais serão enviadas se as notícias o exigirem), gostaria de aproveitar essa oportunidade para agradecer mais uma vez a todos os que cooperam na elaboração de SCALA: os tradutores: José Vidigal, Porfirio Tejera, Jan Cygnar, Gabriel Boudreault, Hervé Gendron, Yves Morvan, Anthony Mulvey, Hermann Schmid, Heribert Koger, Filipo Strippoli, Calogero Sciortino, Fadi Rahi, e o Sr. Ron Ziuraitis que cuida do layout técnico e do envio por e-mail. Desejo também agradecer a todos Vocês que me mandaram material por e-mail ou pelo correio. É uma honra e um privilégio manter todos Vocês informados sobre as obras de cada Redentorista em prol da Copiosa Redenção. É também edificante testemunhar todo o bom trabalho que a Congregação faz pelo povo de Deus. Até o SCALA#20 em outubro,
Graça e Redenção para todos,
Gary Ziuraitis, C.Ss.R.
Recentes eventos significativos da Família redentorista Para uma lista completa desses momentos marcantes, veja o site de Officialia.
Fizeram a Profissão Temporária:
Hernán Barrios Albarez, Província da Bolívia, 2 de fevereiro de 2006
José Luis Benitez Martínez, Província da Bolívia, 2 de fevereiro de 2006
Grover Mamani Choquevilea, Província da Bolívia, 2 de fevereiro de 2006
Abraham Pinto Flores, Província da Bolívia, 2 de fevereiro de 2006
Emilio Raúl Tarupayo Tejerina, Província da Bolívia, 2 de fevereiro de 2006
Joseph Patrick Elias, Província de Camberra, 6 de maio de 2006
Christeen Chakkanikunnel, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Joseph Manakkattu, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Mathew Noorokariyil, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Augustine Ottaplackal, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Glen José Soni Fernandez, Província de Bangalore, 8 de junho de 2006
José Albino Acevedo Parada, Vice-Província de Caracas, 27 de junho de 2006
Ignace Le Tuan Hung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Pierre Lu Van Tan, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Pierre Nguyen Anh Xuyen Pierre, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Antoine Nguyen Van Tang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Francois Xavier Tran Van Bac, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Vincent Bui Thanh Quang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Jean Baptise Le Thanh Hai, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Pierre Nguyen Ba Quoc Linh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Michel Nguyen Cong Duc, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Paul Nguyen Hong Trong Nghia, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Thomas Nguyen Khac Hau, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Jean Baptiste Nguyen Thai Thuong, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Joseph Nguyen Tuan Minh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Joseph Nguyen Viet Hung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Vincent Pham Van Duan, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Joseph Pham Duc Hung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Joseph Tran Huu Hoan, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Francois Xavier Tran Van Quang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Fizeram a Profissão Perpétua:
Reverdy Jacques Aholou, Vice-Província de Burquina-Níger, 17 de abril de 2006
Augustin Fiacre Hounkpe, Vice-Província de Burquina-Níger, 17 de abril de 2006
Noel Koutre Sottima, Vice-Província de Burquina-Níger, 17 de abril de 2006
Désiré Zante, Vice-Província de Burquina-Níger, 17 de abril de 2006
John Varghese Kooran, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Geo Tom Manpudakathu, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Jacob Parambanattu, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Jobin Joseph Vanniamparambil, Vice-Província de Alwaye, 29 de maio de 2006
Antoine Marie Vu Quoc, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Joseph LeDang Khoa, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Paul Le Zuan Loc, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Jean Luu Hgoc Quynh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Jerome Nguyen Dinh Thuat, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Paul Nguyen Huu Thuan, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Francois Xavier Nguyen Kim Phung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Antoine Nguyen Van Dung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Antoine Tran Quoc Toan, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Joseph Tran Van Hung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Antoine Marie Vu Quoc Thinh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2006
Foram ordenados Sacerdotes:
Omar Rubén García, Província de Buenos Aires, 22 de abril de 2006
Joseph (Ciya) Pulluthuruthiyil, Vice-Província de Alwaye, 29 de abril de 2006
James Vincent Szobonya Jr., Província de Baltimore, 6 de maio de 2006
Ján Andrejov, Vice-Província de Bratislava, 17 de junho de 2006
Martin Macko, Vice-Província de Bratislava, 17 de junho de 2006
Tomás Reges, Vice-Província de Bratislava, 17 de junho de 2006
Robert Rezny, Vice-Província de Bratislava, 17 de junho de 2006
Miroslav Szuda, Vice-Província de Bratislava, 17 de junho de 2006
Matthieu Nguyen Huu Quang, Província do Vietnã, 28 de junho de 2006
Jean Nguyen Ngoc Hai, Província do Vietnã, 28 de junho de 2006
Joseph Pham Hong Tai, Província do Vietnã, 28 de junho de 2006
Jean Vu Minh Sinh, Província do Vietnã, 28 de junho de 2006
Faleceram:
Pe. Francis Hennessy, 75, Província de Baltimore, 6 de maio de 2006
Pe. Félix Le Van Lang, 83, Província do Vietnã, 1 de junho de 2006
Pe. Heinrich Jankowski, 68, Província São Clemente/Região de Colônia, 7 de junho de 2006
Pe. Leo Francis Lanigan, 87, Província de Baltimore, 11 de junho de 2006
Pe. Aloysius John Rekowski, 84, Província de Edmonton-Toronto, 16 de junho de 2006
Pe. George Dorn, 82, Vice-Província de Richmond, 21 de junho de 2006
Pe. Clément Prouix, 90, Província de Santana de Beaupré, 22 de junho de 2006
Renúncia/Confirmação:
A renúncia do Padre Waldo Ruben Barrinuevo ao cargo de Vigário Provincial da Província da Bolívia foi aceita no dia 6 de junho de 2006. Padre Tadeo (Tadeusz) Gieniec foi designado Vigário Provincial da Província da Bolívia no dia 6 de junho de 2006.
Ereção de uma Região:
Região de Rosja-Kazaachstan, Rússia, 20 de junho de 2006.
Supressão de Casas:
São Bonifácio na cidade de Filadélfia, Pennsylvania, EUA, 6 de junho de 2006.
São Pedro na cidade de St. John, New Brunswick, Canadá, 6 de junho de 2006.
A casa de Vétraz-Monthoux na cidade de Annemasse, França, 20 de junho de 2006.
Notícias das (V) Províncias
Suriname
Suriname em Missão
Dionísio Foltran, C.Ss.R.
1. Há anos a URB (União dos Redentoristas do Brasil) assumiu o projeto missionário no Suriname, estando junto com a presença redentorista da Holanda. Que avaliação faz dessa caminhada até agora?
Nossa caminhada missionária com o povo surinamês quer ser uma nova abertura em termos de Congregação CSSR, talvez um sopro do Espírito para nossa sociedade global: a partir do convite do Governo Geral, membros de diversas províncias e países, se dispõem a viver a vida apostólica com poucas fronteiras. Como a mãe traz consigo o segredo da vida, a protege, a doa sem medidas...assim confiamos e entregamos ao coração da Mãe Maria, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, esta nossa missão aqui no Suriname, pois ela é mãe da nova humanidade. Com ela e como ela possamos dar Vida redentora!
Podemos dizer que a criança está apenas nascendo, com estes 5 anos iniciais. E quem nos deu o leite materno, o colo, ensinou os primeiros passos, foram nossos confrades daqui, os mais de 140 anos de história redentorista surinamesa, a Região da Holanda, ligada à nova Província de São Clemente; a Igreja e o povo local que nos acolhem com carinho, com leigos e hierarquia.
A URB esteve e está presente desde o início, sobretudo na pessoa do coordenador Pe. Victor Edézio, e agora com o Pe. Vicente de Paula Ferreira. “O que é vida permanece, cresce...”, assim a presença nossa aqui, mesmo dentro de estruturas (Igreja, paróquia, congregação, etc.) tem valor pelos momentos de vida partilhada, doada, sacrificada para o bem das pessoas, das organizações, da missão. Até mesmo os aparentes fracassos, insucessos, incompreensões, podem ser fontes de nova energia, impulso, doação. Por detrás dos dados, números, realizações, podemos ver e sentir mais fundo, o tanto de amor que se viveu, que se procurou passar às pessoas, o tanto de trabalhos realizados. E às vezes não fomos educados para fazer esta avaliação, esta comunhão; daí, ficarmos a ver coisas, pessoas, história, com parcialidade proveniente do nosso convívio consumista, produtivo, egoísta.
2.O que justifica para que a CSSR insista em continuar nesse país como Comunidade Missionária?
Sem dúvida temos a herança histórica redentorista de mais de 140 anos aqui. Mas também nossas Constituições e a Igreja nos pedem o diálogo com as grandes religiões, com outras Igrejas cristãs, para construirmos uma só família de irmãs e irmãos. E na convivência diária temos essa possibilidade e desafio. A vida do beato Pedro Donders é querida pelo povo e pelo clero. É admirado, respeitado e venerado. E como confrades dele temos procurado divulgar sua pessoa e seu exemplo de doação aos mais abandonados, excluídos e com deficiência. Nossa Senhora do Perpétuo Socorro está presente na maioria das paróquias e capelas. É venerada à maneira deles, é querida pelo povo. A nossa Missão aqui talvez seja um tanto única e extraordinária, devido à riqueza multivariegada de culturas, religiões e raças. Sem dúvida, é um grande presente que nos é dado a nós redentoristas e à Igreja. E temos que partilhá-lo na solidariedade.
3. Pode-se afirmar que o carisma redentorista se faz necessário? Por que?
Temos que afirmar que o carisma redentorista com toda sua apostolicidade continua a ser necessário para o povo surinamês: é uma possibilidade de como comunidade amarmos o Redentor, presente nas dores, sofrimentos, divisões, incompreensões, angústias, injustiças das pessoas e organismos. Reconhecê-Lo já presente nas sementes do Verbo, perdendo nossa identidade, como o Redentor na cruz, para construir uma nova humanidade, a Igreja.
4. Quais os maiores desafios para a missão Redentorista no Suriname? Quais os meios mais adequados para se evangelizar nessa terra?
Em nosso dia-a-dia temos a chance de aprender com as pessoas, até mesmo vendo o que não se deve fazer ou repetir. Isso já é uma grande coisa. Temos também o peso das estruturas eclesiais e outras que sobrevivem, a caminhada histórica da Igreja e de um país novo, independente da Holanda a partir de 1975. A vida familiar cristã, a vida consagrada com a riqueza dos seus carismas e a vida presbiteral têm despertado pouco interesse e vocações. A interdependência econômica e política é cada vez mais desejada, através de organizações dos países do Caribe, América Latina, Europa e Oriente. Nota-se um anseio de participação dos leigos e de unidade entre as pessoas. Temos que trabalhar cada vez mais juntos, como Igrejas cristãs e com as grandes religiões, como o hinduísmo, o islamismo, as religiões afros; e também com as pessoas de boa vontade, sem uma crença declarada. Os católicos somos cerca de 100 mil, 20% do povo. O futuro se faz com corações novos; por isso, entre outros trabalhos, atuamos com as crianças das escolas assim chamadas ‘católicas’, da nossa área pastoral e das comunidades, através de celebrações e catequese. São mais de 3 mil crianças com seus professores. O leigo missionário ou os organismos laicais buscam ter mais espaço e consciência para uma nova evangelização. Neste sentido, os movimentos eclesiais trazem sua participação e colaboração (leigos franciscanos, carismáticos, focolare...). Este povo e a Igreja merecem saborear do fruto maduro da Redenção junto Dele, vivido e proclamado pelas comunidades apostólicas redentoristas.
5. Você já conheceu outras regiões missionárias, residindo em Angola - África - por 12 anos, durante a guerra civil. O que o encoraja para continuar numa região missionária que parece ser tão exigente?
Nas celebrações de envio para as missões ou para um trabalho apostólico extraordinário, entre outros gestos/símbolos, é entregue ao missionário (ou missionária) um crucifixo. Parece uma arma mágica que nos torna possuidores de um super-poder, de super-coragem. Por vezes até usamos aquela cruz missionária em nossas jornadas; outros o penduram num lugar de destaque para chamar atenção. Com 37 missionários/as que partiam para os diversos continentes, em 1984 recebemos das mãos de Dom Luciano Mendes de Almeida uma cruz missionária. Quando parti para Angola tinha no coração uma única certeza: lá vamos encontrar o crucifixo vivo, o Redentor! E este com novos nomes: guerra civil entre angolanos e comércio de armas; sistema socialista-comunista; multinacionais e países lucrando com a política, com a situação; refugiados: estando 1 angolano entre 4 longe de sua terra e família; insegurança por poder ser morto qualquer dia; racismo entre as tribos; fome, saúde e vida banalizadas; religião controlada, abafada; direitos tolhidos, esmagados; desconfiança até mesmo dentro da própria família, pois “em tempos de guerra, a mentira é terra” (está por todo lado)...; angústia, desespero, sofrer por ver gente sofrer, e na prática nada poder fazer; e outras situações inimagináveis...Isso tudo nos pediu um acreditar no amor de Deus, por detrás e acima destas circunstâncias; exigiu uma nova doação, amor novo e criativo, diante das pessoas e acontecimentos. Foi tentar dar a vida, onde reinava a morte. Aprender a fazer comunhão e partilha. Dizia-se ao missionário vindo de fora para trazer consigo 50 caixas de paciência. E também: ser mais ágil que um multimídia, um e-mail. Talvez pouco pudesse dizer das realizações disto tudo, mas pelo menos houve algum esforço para viver de acordo com estas luzes e certeza. Os erros e acertos, o passado, podemos deixar nas mãos dos historiadores, ou se quisermos, também nas mãos do Senhor da história, na compreensão misericordiosa das pessoas. Sem dúvida alguma, este crucifixo angolano, fez-nos experimentar incalculáveis maravilhas, alegrias imensas, riquezas humanas e culturais. Deu para sentir bem de pertinho o carinho divino, através e junto dos confrades, com os irmãos e irmãs daquele país. Convivemos com heróis, com verdadeiros santos e santas. Experimentamos a interdependência, a comunhão como família de Deus. Portanto, há mil e um motivos para agradecer!
O partir para o Suriname foi um deixar o paraíso de Fortaleza-CE e dos confrades nordestinos. Deus me pegava pelos cabelos, um pouco ralos e cinquentenários, e juntos caminhamos para esta região amazônica, acima do Equador, o Suriname. Novas exigências, novos desafios, a possibilidade de continuar a dar a vida... um novo crucifixo a ser reconhecido e amado. Um missionário holandês, amigo do peito, há muitos anos no Brasil me ‘encorajou’ assim, brincando: “olha, aprender a língua holandesa, não dá futuro nenhum...” É isso mesmo; ainda bem que a missão vai além do futuro! Se nós não vivermos da fé, do amor de Deus e da misericórdia dos irmãos e irmãs, nossa vida pode ser como um e-mail: depois de lido, acabou! O que encoraja e desafia junto do nosso povo é o anseio de ser uma família, uma nação, o sentido maior do ser Igreja: um paraíso onde se está em casa como irmãos e irmãs. Nota-se que aqui já é um paraíso tropical: oxigênio puro, matas por toda a parte, rica bio-diversidade, convivência entre povos, culturas, raças, crenças. Os tempos surinameses estão a pedir comunidade de pessoas capazes de fazer comunhão, de diálogo, de escuta profunda; pessoas sensíveis à presença Dele na cultura maravilhosa e variegada deste povo. Ser uma Igreja nova, mais universal, ‘perdendo’ nossos esquemas, nossa pastoral, nossa cabeça, correndo o risco de ‘perder a vida... para que outra surja’. Mesmo neste paraíso, precisamos de um novo ar no convívio e relações sociais; de uma nova Luz, a da presença Redentora entre nós, para nossas ações e inter-relações globalizadas. O missionário redentorista, leigo, irmão ou padre, encontra aqui possibilidade única e maravilhosa de descobrir “a Copiosa Redenção”. Será isso pedir demais, ou ser tão exigente? Acredite! Participe! Experimente!
6. Você acha que no futuro essa frente missionária vai despertar outros para levar em frente os trabalhos?
Como nas loterias da vida, vai haver ‘loucos’ e/ou ‘santos’ que arriscam tudo, perdem tudo. Os/as jovens buscam e trazem o sabor novo para o nosso mundo, e por vezes o Espírito fala mais alto por eles. Doação, generosidade, liberdade, espírito fraterno, participação e comunhão, são expressões deles. Aqui temos a chance de viver e fazer acontecer algo novo como CSSR, como uma comunidade internacional. O missionário redentorista, leigo, irmão ou padre, encontra aqui possibilidade única e maravilhosa de descobrir “a Copiosa Redenção”;uma Igreja nova, no sentido amplo de toda a humanidade ecológica. Veja só: você seria capaz de rezar, de pedir a Deus em público, mais hadji (o padre na comunidade muçulmana), novos pandit (sacerdote hindiano), dominee (pastor/a das igrejas evangélicas), irmãs e irmãos consagrados e padres catolicos? Foi o que fizemos nestes dias, dentro do clima de orações pelas vocações, em celebrações com crianças das escolas, onde havia representantes de todas essas religiões. Então o futuro acontece agora, se você quer! E a missão vai além do futuro! Desperta! Acorda para essa aventura legal e divina! Seu coração pode descobrir, “o Código Surinamês”! Entre nesse trem! Comande esta nave virtual! Faça conosco essa Missão-Suriname!
Pattaya, Tailândia
Crianças cegas e órfãs são beneficiadas pelo CARAT
Navy News | Melinda Larson | 26 de junho de 2006
Marinheiros e homens da Guarda Costeira deram abraços e um pouco do seu afeto durante uma série de projetos de serviço comunitário aqui no dia 22 de junho.
“Ele se sente à vontade,” disse a Técnica em Eletrônica Sarah Baker, mãe de três filhos, enquanto segurava nos braços um menino na Escola Redentorista para Cegos de Pattaya. “Jamais vou esquecer aquele menino que não queria me largar.”
Baker, que presta serviço no cruzador USCGC Sherman da Guarda Costeira norte-americana, com mais de 1200 marinheiros norte-americanos e homens da Guarda Costeira estão passando o verão em navios no sudeste asiático, participando do CARAT (Cooperação de Presteza e Treinamento Naval), uma série anual de exercícios marítimos bilaterais entre os Estados Unidos e seis nações do sudeste asiático, que visa estabelecer relações e promover a presteza operacional das forças participantes).
Baker e outros 13 dos navios do CARAT passaram uma manhã na escola brincando com os meninos e segurando suas mãozinhas enquanto passeavam pelo pátio com uns 12 alunos do jardim da infância da escola residencial. Esta abriga 126 estudantes, da idade de 3 a 22 anos, conforme disse a Diretora da escola, ao dar as boas-vindas aos voluntários.
“É bom para as crianças ouvir vozes diferentes. Elas gostam de movimento, e assim isto é uma boa motivação. A Marinha e a Guarda Costeira prestam uma grande ajuda, e é uma novidade para as crianças, cuja vida pode ficar monótona aqui,” disse Aurora Lee Sibuapun, uma senhora cega que trabalha na escola desde 1986.
Por toda a manhã os voluntários distraíram as crianças com Play-Doh e bolas de futebol. As canções “A-B-C” e “Itsy Bitsy Spider” ajudaram a transpor as barreiras da difícil comunicação.
“É duro não poder enxergar,” disse Jamie DeCoster, official do USS Hopper. “O jogo é universal, então tentamos propor coisas novas. Se você consegue faze-los sorrir é uma grande vitória.”
Do outro lado da cidade, um segundo grupo de marinheiros e homens da Guarda Costeira do CARAT reuniram 50 cadeiras de roda do Projeto “Aperto de Mão” para serem usadas pelos alunos da Escola Redentorista para Crianças com Deficiência e para os membros de uma casa de repouso para anciãos.
Os dois grupos de voluntários fizeram juntos uma visita ao Orfanato Redentorista de Pattaya, onde entregaram equipamentos de esporte para as 200 crianças internas. Alguns dos voluntários jogaram bola com os meninos maiores, enquanto outros ficaram brincando com os pequenos.
Mais de 800 crianças estão sob os cuidados do Pe. Larry Patin, que supervisiona vários dos projetos sociais redentoristas em Pattaya, inclusive orfanatos e escolas para surdos, cegos, e menores inválidos ou maltratados. Ele ficou contente com o auxílio dos volutários e disse que os benefícios são duplos: “Os marinheiros estão mostrando amor e atenção a essas crianças e isto é bom para elas e também para eles,” disse Patin. “Vejo o bom resultado disto.”
No fim do dia, Patin e sua equipe convidou os voluntários para um churrasco, do qual puderam participar tambem as crianças.
“Este é um dia especial para as crianças: cachorros-quentes, hambúrgueres e refrigerantes não fazem parte da sua dieta normal. Isto faz as crianças quebrar a rotina,” disse Patin, percorrendo com os olhos o pátio e vendo a festa que a meninada fazia.
O orfanato tem voluntários do mundo inteiro. Patin, que nasceu em Michigan e mora na Tailândia desde 1965, elogiou a dedicação dos marinheiros e do pessoal da Guarda Costeira: “Este é um maravilhoso grupo de homens e mulheres. É fantástico vê-los atirar-se ao trabalho e fazer algo de bom para os menos favorecidos”.
Voltar ao ÍndiceAtividades do Padre Geral e do Conselho Geral
Roma, Itália
Secretariado Geral
Communicanda 2: A Redenção
O texto original inglês da segunda Communicanda do sexênio 2003-2009, A REDENÇÃO, foi terminado no dia 4 de junho de 2006, solenidade de Pentecostes. Logo após, ele foi traduzido para o espanhol, português, francês, polonês, alemão e italiano, e enviado para a Valsele Tipografica, a casa editora da Província de Nápoles situada em Materdomini. Quando Você estiver lendo este boletim SCALA do mês de julho, os livrinhos impressos terão sido enviados aos Superiores Maiores (Províncias e Vice-Províncias), Superiores Regionais e Superiores das Missões, os quais farão chegar um exemplar a cada confrade, em cada comunidade de sua Unidade.
Cópias digitais e mais exemplares impressos em sete línguas estarão disponíveis no Secretariado Geral. Se Você deseja uma cópia digital ou mais exemplares impressos, entre em contato com o Secretariado Geral: seg.gen@cssr.com.
O texto está também disponível no site oficial do Governo Geral Redentorista, http://www.cssr.com/, (Entre no menu do site http://www.cssr.com/. Clique no Menu: Governo Geral, e depois em: Communicanda).
Você pode também ir diretamente à Communicanda, clicando um do seguinte link URL*:
http://www.cssr.com/portugues/whoarewe/Communicanda/2003-2009_Communicanda2-PT.shtml
Se o texto for traduzido em outras línguas locais (por exemplo: vietnamita, japonês, tailandês, indonésio, eslovaco, ucraniano, flamengo, coreano, etc.), gostaríamos muito de possuir uma cópia digital e um exemplar impresso. Queira enviá-los para o Secretariado Geral. Essas traduções eventualmente serão guardadas no Arquivo Geral da Congregação.
Missão de Cuba
Visita do Pe. Joseph W. Tobin, Superior Geral
Nueva Gerona
Pe. Sergio Campara, CSSR
Nota do Editor: No último número falamos de alguns dos trabalhos apostólicos que estão sendo feitos em Cuba. Neste mês temos um apanhado da visita do Padre Geral a Cuba em maio passado.
O avião com o Superior Geral, Pe. Joseph W. Tobin, após fazer o trajeto Roma-Havana, capital de Cuba, chegou na noite de sexta-feira, 5 de maio de 2006. É a sua primeira visita à nova Missão redentorista em Cuba. Pensa ficar até a tarde de terça-feira. Pela meia-noite do mesmo dia, aterrizam em Cuba também o Pe. Pedro Sanabria e o Pe. Sergio Campara, saídos de Assunção, Paraguai, via São Paulo e Panamá. A viagem e o encontro foram bem desejados e úteis!
Na manhã seguinte Pe. Tobin e Pe. Campara são levados pelo Pe. Felipe Martínez, CSSR, num pequeno carro emprestado, para visitar a nova paróquia de Cristo Redentor, que o Cardeal Jaime Ortega y Alaminos, Arcebispo de Havana, criou faz pouco, desmembrando-a da paróquia maior com o Santuário histórico de Regla, mesmo defronte do Porto da antiga Havana. Ela foi entregue diretamente aos Missionários Redentoristas em setembro de 2005. Na verdade precisávamos dela para facilitar as relações e a formação dos jovens candidatos que já temos. O Cardeal cumpria assim uma promessa feita já desde o início.
Nossa primeira visita foi ao Santuário da Virgem de Regla, para cumprimentar também o Pe. Mariano Arroyo, pároco espanhol. Ele nos explicou resumidamente a situação e os sérios desafios pastorais que vivem a cada dia. Está morando com ele provisoriamente o nosso Pe. Felipe. Há também um sacerdote recém-ordenado, Pe. Núñez. Vê-se que os três se tratam como amigos e irmãos. Logo nos dirigimos para a nossa igreja que não fica longe, na Calzada de Regla. Não é grande a capela, mas por ora parece suficiente e está em boas condições. Ela existe desde antes da Revolução de 1959, ao passo que a pequena casa, descuidada nos últimos anos, está passando por uma boa reforma. Pretendemos abri-la de novo dentro de poucas semanas, e nela poderão morar ao menos um padre e dois seminaristas. Depois vamos ampliá-la, se necessário. Dali podemos atender também a outras duas capelas, uma das quais tem uma comunidade e uma obra de Irmãs.
Na tarde do mesmo dia, o Pe. Tobin voltou ao aeroporto para visitar a Ilha da Juventude, a meia hora de avião, rumo ao sul de Havana. Lá o esperava o Pe. César Báez. Os Redentoristas assumiram os encargos pastorais daquela ilha no dia 23 de maio de 2001, cinco anos atrás. A ilha, antigo refúgio de piratas e corsários nos tempos coloniais, foi mais tarde sede do Grande Presídio Modelo, com centenas de presos entre os anos 1931 e 1967. Este no momento está vazio e constitui uma espécie de Município especial com cerca de 2.500 Km2 e com uns 90.000 habitantes, em sua maioria vindos do leste cubano. Além da Paróquia central em Nueva Gerona (40.000 habitantes), há umas 20 comunidades cristãs, atendidas semanalmente ou mensalmente. É difícil reunir os catequistas e leigos comprometidos para a formação e algumas atividades missionárias.
Na manhã do dia seguinte, um domingo, o Pe. Tobin participa da missa da comunidade cristã como simples fiel e turista entre o povo que reza e canta. No final o Pe. César apresentou-o aos fiéis, que o saudaram efusivamente. Também vieram cumprimentá-lo, a parte, as autoridades municipais. De tarde o Pe. Tobin pegou o avião de volta para Havana. Teve de esperar muito até partir.
Na 2ª feira de manhã foi feita a visita oficial ao Cardeal na Cúria Arquiepiscopal na antiga Havana. Conversamos com ele cordialmente sobre vários temas pertinentes, sobretodo a respeito do pedido para a entrada de outro missionário, as necessidades da nova paróquia, etc. Nesse encontro, que durou mais de duas horas, participamos todos os 5 Redentoristas.
De tarde, Pe. Tobin e Pe. Sanabria realizaram outro encontro previsto, semelhante ao da manhã, com a Ministra dos Assuntos Religiosos no Palácio do Governo, não longe da Casa Sacerdotal onde estamos hospedados.
Na manhã de 3ª feira, reunidos familiarmente entre nós na mesma casa, fizemos um bom relatório, longo e detalhado, sobre o resultado dos encontros e os projetos imediatos. Foram fixadas as prioridades e ressaltados os pontos concretos e viáveis que serão transmitidos depois às unidades interessadas do Paraguai e aos Superiores da Sub-Região Norte da América Latina. Para o mês de agosto esperamos que se realizem outros encontros também em Aparecida.
Deveras a visita especial do Pe. Geral valeu a pena! Essa é a nossa impressão e ficamos agradecidos ao ilustre Visitante e a seu Governo. De tarde o Pe. Tobin viajou para Caracas. Na 6ª feira, dia 12, o Pe. Sanabria volta para o Paraguai com o Pe. Felipe para seu mês de férias. Sua paróquia nova será atendida pelo Pe. Mariano e seu ajudante. O Pe. Campara viajará a Nueva Gerona logo depois da reunião do clero dia 16, 3ª feira. Pe. César o estará recebendo com carinho.
Aqui vim a saber com alegre surpresa que a igreja de Nueva Gerona está sendo visitada de manhã e de tarde por uma numerosa procissão de devotos de todo tipo. De fato, parece um pequeno Santuário da Virgem da Caridade do Cobre. Com humildade e esperança, vamos adiante, semeando a Palavra e confiando no Dono da Vinha. Caminhando entre luzes e sombras, o futuro é sempre de Deus. Sentimo-nos felizes por enviar daqui a nossos amigos e leitores as nossas saudações e votos mais cordiais e sinceros. Ficamos à espera de vossas visitas.
Galeria Mensal de Fotos (somente “online”)
1. Irmão Pedro Tomás Fernández da Província de Bogotá, Hormiga, Colômbia.
2. Dom Jarosláw Pryríz, C.SS.R., bispo auxiliar da eparquia de Sambir-Drohobych, Ucrânia.
3. Cardeal Lubomyr Husar, juntamente com Dom Julian Voronovsky e Dom Mykhajlo Sabryha, C.Ss.R., ordenou Mons. Jarosláw Pryríz, C.SS.R., bispo auxiliar da eparquia de Sambir-Drohobych, Ucrânia no dia 29 de abril de 2006. Dom Pryríz é atualmente o 12o bispo mais novo do mundo.
4. Padre Juventius Andrade, Conselheiro Geral, representou o Governo Geral Redentorista e a Congregação na cerimônia.
5. Neste grupo de bispos reunidos para a Ordenação Episcopal de Mons. Pryríz, estão três bispos redentoristas: à esquerda, no fundo, Dom Michael Hyrnchyshyn, de Vincennes, França; o quarto a partir da direita é Dom Mykhajlo Sabryha, de Ternopil, Ucrânia; à direita do grupo, Dom Bohdan Dziurach, bispo auxiliar de Kyiv-Vyshhorod, Ucrânia, que é atualmente o segundo bispo mais novo do mundo.
6. Pe. Geral é saudado com flores à sua chegada a Nueva Girona, Cuba.
7. Pe. Geral com membros da paróquia Cristo Redentor na Ilha da Juventude, Cuba.
8. Estes jovens terminaram o noviciado no Noviciado internacional de Glenview, Illinois, EUA, e estão se preparando para a profissão. Da esquerda para a direita: Derek Ryan, da Província de Dublin, que vai professar em Dundalk, Irlanda, dia 27 de agosto; Nashin Joseph, de Santa Lucia, que vai professar na igreja da Assunção em Vieux Fort, Santa Lucia, dia 15 de agosto; e Fawaz Kako, de Bagdad, Iraque, que vai professar como membro da Província de São Clemente no Noviciado, em Glenview, EUA, dia 27 de agosto.
9. Os participantes do Curso de Espiritualidade em língua inglesa, realizado em Roma em junho passado, pousam para uma foto com Pe. Geral e Pe. Ivel Mendanha, Vice-Diretor do Instituto de Espiritualidade (acima, à direita). Não aparece na foto o Pe. Felix Catalá, também presente ao curso e Diretor do Instituto de Espiritualidade.
Sites Redentoristas em Destaque
O Site em Destaque este mês é o de nosso confrade mártir, o Beato Basílio Velychkovsky, C.Ss.R. Tome nota da página da “Loja de Presentes” e da página seguinte de áudio/video, que está anunciando um novo CD/DVD sobre a vida do Beato Basílio.
http://www.bvmartyrshrine.com/
Perfis
Bogotá, Colômbia
Minha Experiência Missionária na Selva e os conflitos de Ordem Pública
Irmão Pedro Tomás Fernández
Sou o Irmão redentorista Pedro Tomás Fernández, da Província de Bogotá, e desejo contar-lhes alguma coisa de minha vida e de meu trabalho missionário em La Hormiga, no Departamento chamado “El Putumayo”, situado no sul da Colômbia, na fronteira com o Equador. É uma região de matas.
Quando me enviaram para este lugar, me recomendaram que não falasse dos problemas de ordem pública (narcotráfico, guerrilha, paramilitares) e que fizesse de conta que não estava vendo nada disso, pelo perigo permanente de choque entre as forças armadas da Colômbia e os grupos à margem da lei.
Com essa advertência e por um pouco de medo ou prudência, permaneci fechado em casa durante uma semana, mas afinal o clima quente e úmido obrigou-me a ir saindo do meu isolamento e comecei a conversar com as pessoas que vinham à Missa, com os da paróquia, e fui ganhando amigos. Depois dos três anos que estou morando nesta casa e na paróquia confiada pela diocese de Mocoa-Sibundoy à nossa comunidade, eu me sinto bem e contente com os dois com os quais vivo, prestando-lhes serviço não só nas coisas da igreja mas também dando conferências aos animadores das pequenas comunidades que temos, e até trabalhando nos meios de comunicação, pois temos uma Emissora, chamada “Proyección Stereo”- pela qual oferecemos ao povo programas de espiritualidade, ética e cultura.
Como muda a situação! Três anos atrás eu não queria sair do meu quarto e da minha solidão por medo. Hoje não desejo que me tirem daqui, por causa do trabalho que tenho, e o que mais me satisfaz é que a maioria dos ouvintes gosta de minhas reflexões. Acontece-me até andar por certas estradas, que alguns missionários sacerdotes não podiam enfrentar em tempos passados. Não pensem, porém, que tudo seja cor de rosa. Há pessoas que gostam que o missionário lhes diga a verdade, se vivem no meio das injustiças, corrupção e desonestidade. A própria dificuldade dos caminhos é tremenda, pois no inverno é tão perigoso percorrê-los a cavalo – pelo risco de ele se atolar – que é preferível ir a pé. Outras vezes são longas horas em canoa pelo rio, debaixo de um sol ardente ou de uma chuva pertinaz e sem ter onde se proteger. Mas por amor a Jesus Cristo e com o desejo de fazer o bem a esta pobre gente, acostumei-me a viver com os mosquitos, os pernilongos e outros animais que irritam ou podem fazer-nos mal e dos quais temos que nos proteger para conservar a saúde suficiente e gastá-la na missão.
É bom esclarecer que aos nativos dessas terras nada lhes faz mal e eles nem sequer pegam gripe, que foi minha companheira no princípio. Felizmente não me sinto só, porque estou com os dois Padres redentoristas, confrades com os quais formamos uma verdadeira família. Estamos longe da chamada “civilização”, mas me sinto bem, porque vivo trabalhando por amor a Deus e no lugar em que os superiores querem que preste meu serviço missionário como filho de Santo Afonso.
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