S C A L A

 

Dar a vida pela Copiosa Redenção

 

 Serviço Redentorista de Comunicação                                      Número 9

Boletim da Congregação do Santíssimo Redentor
Roma, Itália
16 de julho de 2005

Editorial

As notícias não saem de férias, mas as pessoas sim! O próximo SCALA vai sair em outubro, para permitir à nossa equipe e aos tradutores em todo o mundo, de tempo integral ou não, tirar suas férias. Publicaremos um número especial de SCALA se for necessário.

SCALA é de fato uma obra internacional, do mundo inteiro. A pausa do verão é uma boa oportunidade para agradecer a todos e a cada dos cooperadores nominalmente. Em especial aos tradutores, que, além de dedicarem generosamente seu tempo para traduzir SCALA, fazem ainda muitos trabalhos para os outros setores do Governo Geral: Português: José Vidigal (Rio de Janeiro); Espanhol: Porfirio Tejera (Madri); Francês: Gabriel Boudreault (Tóquio), Jean Beco (Bélgica-sul), Hervé Gendron (Santana de Beaupre), Yves Morvan (Lyon-Paris); Italiano: Sergio Campara (Pilar), Serafino Fiore (Generalato); Inglês: Anthony Mulvey (Dublin); Alemão: Hermann Schmid (Suíça), Heribert Koger (Viena); Polonês: Jan Cygnar (Varsóvia), Andrzej Wodka (Varsóvia).

Agradeço também ao Pe.Geral e ao Conselho Geral pela confiança que põem em mim para realizar seus projetos de Comunicação redentorista. Agradeço ao Secretário Geral, Joe Dorcey, pela sua cooperação, como também aos Pes. Wilfried Lienesch (Colônia) e John Vargas (Denver) pela assistência técnica ao site. Faço um agradecimento também a meu irmão Ron Ziuraitis, que lá dos Estados Unidos nos ajuda com a diagramação e com a realização mensal de SCALA, e com o desenho de nosso novo serviço CSSR-IM Messenger. Nós aqui na Casa Generalícia o utilizamos regularmente. Você pode saber mais sobre ele e fazer sua assinatura em CSSR-IM.

E, naturalmente, precisamos agradecer a Você, leitor de SCALA, por suas contribuições, sugestões e comentários ao longo desse primeiro ano. É Você que faz de SCALA um boletim interessante e uma memória de nossos esforços para levar nesse tempo a Copiosa Redenção a um mundo em busca. Aproveito a ocasião para informar que estamos planejando lançar este ano um Anuário impresso, que se chamará ORBIS, dando continuidade a um nome que tem uma rica tradição em Comunicações Redentoristas. Ele vai apresentar artigos de uma certa extensão em sete línguas juntamente com fotos coloridas e chegará a Você no final deste ano ou no começo do próximo.

Se Você começar a sentir falta de nós durante o verão, pode sempre ver os números passados de SCALA em cssr.com e conferir o que talvez Você não viu. Felizes férias! A gente se vê em outubro, se não antes, em SCALA#10. Não se esqueça de nos mandar suas notícias!

Graça e Redenção para Todos!
Gary Ziuraitis, C.SS.R.


ÍNDICE

 Momentos Marcantes

 IR

 Notícias das (V) Províncias

 IR

 In Spiritu Redemptionis

 IR

 Redentoristas que são notícia

 IR

 Os Redentoristas e as notícias do Vaticano.

 IR

 Galeria de fotos (somente "online")

 IR

 Atividades do Padre Geral e do  Conselho Geral

 IR

 Justiça e Paz

 IR

 Dos sites dos Redentoristas

 IR

 Avisos

 IR

 


Momentos Marcantes

Recentes eventos significativos da Família redentorista
Para uma lista completa desses momentos marcantes, veja o site de Officialia.

Fizeram Profissão Temporária:
Jonel César, Região de Port-au-Prince, 7 de fevereiro de 2004
Enel Constant, Região de Port-au-Prince, 15 de agosto de 2004
Viller Constanvil, Região de Port-au-Prince, 15 de agosto de 2004
Kristoffenson Alea y Soriano, Vice-Província de Manila, 15 de maio de 2005
Hernando Perez, Província de Cebu, 21 de maio de 2005
Leomel Jong Puerto, Província de Cebu, 21 de maio de 2005
Shaun Silagan, Província de Cebu, 21 de maio de 2005
Dominique Dang Tran Thien Thanh Tra, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Thomas Ho Duc Cuong, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Luong Van Long, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Nguyen Cong Minh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Pierre Nguyen Luong Bang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Nguyen Manh Thuong, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Antoine Ngyuen Tan Hung, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Dominique Nguyen Van Huyen, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Dominique Nguyen Van Phuong, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Michel Pham Gia Lam, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Paul Touneh Han Tu, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Tran Dinh Phuong, Provincía do Vietnã, 27 de junho de 2005
Vincent Vu Ly Bang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Vu Van Tien, Provincía do Vietnã, 27 de junho de 2005

Fizeram Profissão Perpétua:
Nickson Prédélus, Região de Port-au-Prince, 7 de agosto de 2004
Jean Eddy Louis, Região de Port-au-Prince, 7 de agosto de 2004
Arsenio Cuervo Vega, Provincia de Madri, 24 de maio de 2005
John Thanapoom Manamuti, Vice-Província de Bancoc, 28 de maio de 2005
Francis Somkiet Munsub, Vice-Província de Bancoc, 28 de maio de 2005
Peter Montri Onthale, Vice-Província de Bancoc, 28 de maio de 2005
John Mathee Srivorakul, Vice-Província de Bancoc, 28 de maio de 2005
Joseph Dinh Van Cao, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Do Tuan Anh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Duong Cong Dinh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Jean Baptiste Le Trung An, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joachim Le Van Chinh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Jean Baptiste Mai Minh Manh, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Paul Ngo Van Phi, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joachim Nguyen Chi Cong, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Jean Nguyen Ngoc Hai, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Joseph Pham Quoc Giang, Província do Vietnã, 27 de3 junho de 2005
Pierre Pham Xuan Loc, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Dominique Tran That, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Jacques Vo Minh Quang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005
Thomas d´Aquin Vu Quan Bang, Província do Vietnã, 27 de junho de 2005


Foram Ordenados Sacerdotes:
Fritz Abellard Thomas, Região de Port-au-Prince, 8 de fevereiro de 2004
Gilbert Peltrop, Região de Port-au-Prince, 8 de fevereiro de 2004
Jean Max Walter Souverain, Região de Port-au-Prince, 8 de fevereiro de 2004
Nickson Prédélus, Região de Port-au-Prince, 30 de janiero de 2005
Jean Eddy Louis, Região de Port-au-Prince, 30 de janiero de 2005
Arockia Sagaya Seelan Carvalho, Província de Bangalore, 16 de abril de 2005
Siluvai Muthu, Província de Bangalore, 30 de abril de 2005
Robert Russell Harrison, Jr., Região do Caribe, 7 de maio de 2005
James Kumar, Província de Bangalore, 7 de maio de 2005
Patras Mundu, Província de Bangalore, 8 de maio de 2005
Carlos Félix Tchimbowe, Vice-Província de Luanda, 8 de maio de 2005
Mateo Tancio Jr. Butlig, Província de Cebu, 10 de maio de 2005
Jesus Sanito Umbac, Província de Cebu, 10 de maio de 2005
Copernicus Jr. Perez, Província de Cebu, 10 de maio de 2005
Joseph Royan, Província de Bangalore, 14 de maio de 2005
Sarath Chandra Sagar Maddineni, Província de Bangalore, 18 de maio de 2005
Maximiliano José Goytia, Provínica de Buenos Aires, 19 de maio de 2005
Joseph Nguyen Van Phuong, Província do Vietnã, 11 de junho de 2005
Pierre Do Minh Hien, Província do Vietnã, 24 de junho de 2005
Benedikt Kisters, Província de Colónia, 26 de junho de 2005

Eleições (V)Provinciais:
Pe. Luís Rodrigues Batista eleito Superior Provincial de São Paulo.
Confirmado no dia 8 de junho de 2005.

Pe. Glenn Michael Cecil de Cruz eleito Vice-Superior Provincial de Ipoh.
Confirmado no dia 13 de junho de 2005.

Pe. Vicente de Paula Ferriera eleito Superior Provincial de Rio de Janeiro.
Confirmado no dia 15 de junho de 2005.

Pe. José Augusto da Silva eleito Vigário Provincial de Rio de Janeiro.
Confirmado no dia 18 de junho de 2005.

Pe. João Pedro Fernandes eleito Vice-Superior Provincial de Luanda.
Confirmado no dia 18 de junho de 2005.

Pe. Michal Zamkovský eleito Vice-Superior Provincial de Bratislava.
Confirmado no dia 23 de junho de 2005.

Pe. Peter Slobodník eleito Vigário Vice-Provincial de Bratislava.
Confirmado no dia 23 de junho de 2005.

Pe. Joy Poonoly re-eleito Vigário Vice-Provincial de Alwaye.
Confirmado no dia 27 de junho de 2005.

Nomeações:
Pe. Thomas Mulanjananikal nomeado Superior Regional do Colombo.
14 de junho de 2005.

Pe. Christopher Rohan Perera nomeado Vigário Regional do Colombo.
14 de junho de 2005.

Pe. Sanath Kumara Fernando nomeado Segundo Consultor de Região de Colombo.
14 de junho de 2005.

Pe. Dominic Dinh Minh Hai nomeado Vice-Superior Provincial de Extra Patriam.
15 de junho de 2005.

Pe. Dominic Tran Quoc Bao nomeado Vigário Vice-Provincial de Extra Patriam.
15 de junho de 2005.

Pe. John Baptist Pham Quoc Hung nomeado Primiero Consultor de Vice-Província de Extra Patriam.
15 de junho de 2005.

Pe. Peter Ngo Dinh Thoa nomeado Segundo Consultor de Vice-Província de Extra Patriam.
15 de junho de 2005.

Ereção de Casas:
Casa Beato Metodius Dominik Trcka em Stará L´umbovna, Slovakia.
27 de junho de 2005.

Casa Seelos em A. Hangdong, Chiang Mai, Tailândia.
30 de junho de 2005.

Supressão de Casas:
Santiago Apóstolo em Fajardo, Puerto Rico.
27 de junho de 2005.

Las Matas de Farfán, República Dominican.
27 de junho de 2005.

O noviciado foi transferido:
O noviciado de Vietnã na cidade de Thanh Pho Ho Chi Minh (Hochiminhville) foi transferido de casa de Mai Thon para a casa di Can Gio.

Falecimentos:
Pe. Thomas Francis O’Toole, 81, Província de Baltimore, 19 de junho de 2005
Pe. William Gerard Ratcliffe, 84, Província de Londres, 21 de junho de 2005.

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Notícias das (V) Províncias

Dublin, Irlanda
Encontro dos Redentoristas
Pe. Tony Flannery, C.SS.R.

(Nota do Editor: Vão aqui alguns trechos de uma coluna que saiu na revista redentorista Reality, publicação da Província de Dublin, em junho de 2005.)

Nós, Redentoristas, vamos nos reunir em Dublin para aquele tipo de encontro que chamamos Assembléia Capitular. É um evento que acontece a cada três anos. Todos os Redentoristas que vivem e trabalham na Irlanda – com exceção dos muito doentes e idosos – junto com representantes de nossas missões estrangeiras, encontram-se durante uma semana. Elegemos os confrades que vão nos governar nos próximos três anos, debatemos e tentamos tomar decisões sobre as questões urgentes do momento.

Serão provavelmente uns 100 confrades que tomarão parte. Nem é preciso dizer que a nossa média de idade é elevada. Eu com 58 anos estarei ainda entre a metade mais nova da reunião. Isto vai comandar em certo sentido a nossa agenda. A maioria dos nossos confrades estão aposentados, na medida em que isto se pode dizer de um sacerdote e religioso. Não podem mais exercer nosso trabalho principal, que é pregar missões, novenas e retiros nas paróquias e em outros lugares pelo país a fora. É um trabalho difícil, que com o passar dos anos se torna mais pesado, e exige uma boa dose de energia física e mental. Nos anos passados as gratificações por este trabalho nos sustentavam economicamente, mas com menos operários e inevitavelmente mais pessoas para sustentar, as questões financeiras vão nos ocupar durante a semana. No momento, as pensões dos idosos são a renda mais substancial em nossos conventos.

Uma outra questão a ser debatida é o que fazer com nossos edifícios. Temos sete grandes propriedades, três em Belfast e uma em Dundalk, em Dublin, em Limerick e em Esker, além de Athenry, nossa única casa de campo. Agora são todas grandes demais para nossos objetivos. Sendo quase todos idosos, a manutenção é difícil. Recentemente, o pessoal da Saúde e da Segurança examinou uma delas e concluiu que são necessários uns dois milhões de euros para colocá-la no nível requerido hoje. Algumas decisões importantes e difíceis devem ser tomadas.

Além desses assuntos práticos, nossos Capítulos geralmente dedicam um certo tempo à discussão daquilo que chamamos nosso apostolado. Fomos fundados há mais de 250 anos, para sermos pregadores extraordinários da Palavra de Deus, especialmente aos pobres. Sem dúvida vamos ouvir discursos a respeito disto, exortando-nos a retornar mais uma vez ao que chamamos de nosso carisma original. Esses discursos se ouvem em muitas conferências, recordando aos confrades a chama particular de que são portadores. São ouvidos com todo respeito, mas não são levados demais a sério. Nesta fase de nossa vida a maior parte de nós sente que tentar manter uma parcela qualquer do impulso que temos é um desafio suficiente e não é preciso pensar em qualquer outra iniciativa nova ou ousada.

Algo semelhante se aplica à nossa vida comum ou vida de comunidade como dizemos. Temos um conjunto de afirmações muitos idealistas nas assim chamadas Constituições, que descrevem uma vida em comum construída sobre a caridade e o respeito mútuos, partilha profunda de vida e de fé e oração constante. Os textos serão lidos na Eucaristia e no início das reuniões, recordando-nos qual é o nosso ideal.

A maioria dos nossos tem vivido a vida religiosa durante 40 ou 50 anos, e fomos iniciados nela num tempo em que as relações pessoais e a proximidade humana eram vistas com reservas. Aprendemos nossas normas de viver. Não temos muito jeito para uma partilha profunda em qualquer nível com os outros membros da comunidade. Geralmente a vida em nossos conventos é agradável. Combinamos bem uns com os outros e há um clima descontraído. Ficaram para trás os dias das estruturas rigorosas e da autoridade opressiva, e a maioria das pessoas está de bem com a vida.

Vinte e cinco anos atrás, as sessões do Capítulo eram reuniões intensas e apaixonadas, em que se exprimiam as opiniões, profundas e vigorosamente defendidas, a respeito de nossa vida e de nosso trabalho. A eleição de nossos coordenadores podia ser também uma questão candente e geradora de tensões. Não é provável que seja assim a nossa Assembléia Capitular deste ano. As pessoas estarão mais desligadas e a atmosfera será mais relaxada. Mas ainda pode surgir alguma faísca sobre certas questões como por exemplo se devemos vender nossa propriedade a quem oferecer mais, ou se devemos dispor dela de algum modo que possa ser mais em solidariedade com os pobres. Um grupo de religiosos idosos deve guardar algum dinheiro para o cuidado deles próprios, ou precisa, conforme as palavras de Jesus, “vender o que têm e dar o dinheiro aos pobres”?


Bagdad, Iraque
Reconstruir em meio ao terror e à guerra
Pe. Ed Vella, C.SS.R
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O Major John Stone, que trabalha nas Operações Militares Civis do Exército dos EUA, coordena a reconstrução de uma nova escola numa paróquia de Bagdad confiada aos Redentoristas (ver a galeria de fotos). O Major Stone é primo em primeiro grau do Pe. Edward Vella, Redentorista da Província de Denver. Recentemente o Major Stone conseguiu que FOX NEWS entrevistasse o Pe. Bashar durante um almoço com o Capelão Militar local.

O Pe. Bashar Matti Warda, C.Ss.R. nasceu em Bagdad em 1969, foi ordenado como sacerdote caldeu em 1993, e entrou para a Congregação em 1995. Fez o noviciado na Irlanda e estudou Teologia Moral em Lovaina. De volta a Bagdad em 1999, lecionou Teologia Moral no Colégio Filosófico e Teológico Babel. Em 2001, A Igreja dos Caldeus pediu aos Redentoristas que cuidassem da Paróquia Santo Elias, que é a segunda maior paróquia do Iraque, com 2.500 famílias. Desde então ele tem sido Pároco.

Diz o Pe. Bashar: Desde a libertação do Iraque os Redentoristas têm tentado trabalhar com o Exército dos EUA para ajudar toda a população da área, muçulmanos e cristãos igualmente. Vivemos num subúrbio de Bagdad onde há muitas famílias pobres. No dia 1o de agosto de 2004, ironicamente dia da festa de Santo Afonso, um carro explodiu no portão da igreja de Santo Elias após a missa dominical. Foi a primeira igreja a ser atacada. Em setembro de 2004 decidimos abrir uma escola para as crianças da redondeza. Isto se tornou um meio de ajudar a construir um futuro de paz para o Iraque, e um meio de pregar a boa-nova ao povo iraquiano, aos muçulmanos e aos cristãos igualmente


Abu Ghraib
Pe. Peter Sousa, C.SS.R
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Pe. Peter Sousa, C.SS.R. é membro da Vice-Província de Richmond, EUA, e colega de ordenação do Pe. Geral. Atualmente ele trabalha ativamente como capelão do Exército dos EUA.. Escreve ele: Saudações do Oriente Médio. Estou no momento no Kuwait e estou indo a Abu Ghraib. Vou mandar-lhes algumas notícias sobre o que estamos fazendo lá. Sei que eticamente e moralmente, agora estamos sendo obrigados a nos manter nos níveis mais elevados e uma parte do meu ofício será visitar o hospital – durante as primeiras horas da manhã – justamente para sermos uma presença que impeça quaisquer maus tratos aos prisioneiros. É o nosso hospital que presta os primeiros socorros a todos os prisioneiros. Peço-lhes que se lembrem de mim em suas orações.


Brasil
Rio di Janeiro
Congresso Geraldino

Nota do Editor: Neste Ano Geraldino, apresentamos uma notícia do Brasil sobre o Congresso que os nossos realizaram. Também em Materdomini houve um Congresso em junho, e oportunamente vamos falar dele para Você.

O Congresso Geraldino entra para nossa história redentorista no Brasil. Congregamo-nos de 9 a 13 de maio de 2005 num total de 198 congressistas: padres, irmãos, estudantes professos e outros seminaristas e missionários leigos redentoristas. Todas as 9 Unidades redentoristas do Brasil estavam representadas. O local foi a Casa de Retiros São José, em Belo Horizonte, reinaugurada após a recente reforma, que lhe acrescentou um 3o pavimento, e transformou todos os quartos em apartamentos com energia solar. Ficou bonita!

O tema do Congresso Geraldino foi Santidade e cotidiano. Mística e missão. A santidade de portas abertas. Os palestrantes deram um tom positivo e denso. Empolgaram o Pe. Carlos Palacio, SJ e a teóloga Dra. Maria Clara Binguemer.

O primeiro falou sobre as Exigências da Vida Religiosa. Como todo caminho é exigente, Geraldo construiu com muito esforço sua santidade. Pudemos perceber que naquele tempo e hoje, o modelo de fé era e é Jesus, sua pessoa, seu carisma, sua missão. A raiz de qualquer construção que pretenda ser religiosa precisa estar pautada na vida e na pessoa de Cristo.

A saga de Geraldo é atraente, encanta e assusta. Tamanha intimidade com o mistério deixa o coração desejoso, sedento. Esta foi a sensação, após a partilha da teóloga Dra. Maria Clara Binguemer. Como pensar que em tão grande fragilidade haveria tanta presença divina? Nas tábuas da carne de Geraldo, o Divino Mestre escreveu a lei do amor: ao próximo, ao pobre, à criança, à viúva; o afeto encontrou sua mais forte expressão. A loucura do santo era fruto de uma intimidade escrita com o corpo, com os atos, com a vida, pois era, além de tudo, amigo de Deus.

Guiados pelo Pe. Márcio Fabri dos Anjos, C.Ss.R., em sua fala sobre os Conceitos de Santidade na Evolução da Vida Religiosa, percebemos que a santidade geraldina estava de acordo com sua época. No entanto, a essência dessa caminhada reside na busca feita por ele, pois todos são chamados a conquistas e a se aventurar por essa trilha.

Pe. Noel Londoño, C.Ss.R., da Província de Bogotá, Colômbia, esquadrinhou a vida de São Geraldo; despertou curiosidade e polêmica. Falou-nos sobre o contexto sócio-histórico onde Geraldo viveu. A formação da lenda, do nome, dos acontecimentos maravilhosos em torno da pessoa de Geraldo está intimamente ligada ao pensamento da época, quando o santo era propriedade do povo, pois Geraldo era da sua gente. A fé precisava de corpo, era o rosto do pobre, estava na entrega total da vida, no despojamento e na penitência. Geraldo era de Deus porque era do povo ou era do povo porque era de Deus? Novamente interveio o Pe. Noel Londoño, explicando a dimensão da santidade de Geraldo por meio da relação do povo com o Santo. O corpo de Geraldo era fonte de graças, mesmo depois de morto. A santidade penitencial de Geraldo fez com que seu corpo adquirisse um valor, foi sacrário do divino, foi bênção para o povo de sua época.

Os mini-cursos do Congresso constituíram boa surpresa também e acontentaram os congressistas pela competência e alegria. Enfatizaram as dimensões do caminho pastoral, santidade e cotidiano, a questão do feminino e do sagrado, a missão da Igreja na contemporaneidade. Foram pontos fortes para refletirmos sobre a nossa participação na construção do Reino de Deus aqui, em nossa história, em nossas casas, em nosso tempo

A noite do dia 10 foi uma noitada artística: os músicos da Escola Barroca de Belo Horizonte executaram a obra de Santo Afonso Cantata da Paixão e o Dueto entre a Alma e Jesus, com instrumentos próprios da época, como manda a partitura: cravo, violino, viola de gamba e trompete, e as vozes de tenor e soprano, sendo esta a da competente cantora de óperas Sílvia Klein. Dom Lélis Lara, C.Ss.R incumbiu-se da orientação geral e a regência coube ao ex-redentorista Luciano Mendes. Uma surpresa para a maioria dos confrades. Foi a primeira audição ao vivo para os Redentoristas do Brasil. Realmente, a maioria deles nem havia escutado antes esta obra do nosso Fundador.

Dia 12, à noite, os Congressistas dirigiram-se para a nossa igreja São José, no centro de Belo Horizonte, que estava totalmente lotada, para a concelebração da Eucaristia presidida pelo sr. Arcebispo Dom Walmor Oliveira de Azevedo. Ele não perdeu a ocasião de tecer os mais generosos elogios aos Redentoristas de Belo Horizonte desde a fundação da cidade. Com efeito, essa paróquia de 105 anos foi criada quando a cidade estava nascendo e desde o início esteve a cargo dos Redentoristas.

O último dia do Congresso foi dedicado a uma peregrinação a Curvelo, a 155 km de Belo Horizonte, onde os nossos dirigem a única basílica São Geraldo em todo o mundo. Uma caminhada pela solidariedade e a paz com alunos das cinco escolas municipais e o sr. Prefeito da cidade reuniu cerca de mil pessoas. O sr. Arcebispo de Diamantina, Dom Paulo Lopes de Faria, presidiu a Eucaristia, durante a qual destacou a importância da presença dos Redentoristas em sua Arquidiocese. Logo após, todos foram convidados a se reunirem no jardim interno do convento redentorista, no qual representantes de cada (V)Província foram motivados pelo Pe. Dalton Barros de Almeida a plantar um ipê, como marco da peregrinação.

Pe. Dalton, então Superior Provincial e alma do Congresso, diz no seu comentário que o ambiente foi de alto astral, fervor e adesão. Muitos confrades já ouviram tanto falar de Geraldo, mas pouco conheciam, de fato, sobre ele. Foi lançada a história de Marcel Van em quadrinhos, edição primorosa, e também a obra de S. Afonso Visitas ao Santíssimo Sacramento, re-escrita pelo Pe. Noel Londoño, em tradução do Pe. Dalton.

O Pe. Vicente de Paula Ferreira, recém-eleito Provincial do Rio de Janeiro, comunica assim suas impressões: O roteiro da semana foi precioso: celebrações, palestras, mini-cursos, atividades culturais e tudo regado pela boa convivência redentorista. Em cada momento estava o gosto bom de ser Redentorista. Iluminados por tanta coisa boa, fomos inspirados a viver também a nossa santidade cotidiana e a semear novos tempos para nossa Igreja e Congregação. Louvores à União dos Redentoristas do Brasil pela adesão, à Província do Rio de Janeiro por ter sediado e coordenado tão grande acontecimento e ao Pe. Dalton pela brilhante condução de todo o processo.

Na apreciação de Anna Paula, missionária leiga redentorista de Juiz de Fora, o Congresso Geraldino foi um tempo único de graça, rico em acontecimentos, orações, partilhas. Revivemos em uma semana a história de um povo e de seu santo, lembranças e detalhes dos passos percorridos por Geraldo em sua simples e encantadora passagem pelo mundo. Reviver a vida de um santo é uma dádiva. Reviver os passos de Geraldo, poder entender seu mundo, seu contexto, foi uma experiência única de amor. Faz-nos compreender que a vida é fé, e a fé está intimamente ligada à vida. Por isso mesmo, neste Congresso, pudemos também brincar, cantar, jogar e conviver fraternalmente.

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In Spiritu Redemptionis

Uma nova Criação
Sean Wales, C.SS.R.

O italiano tem a expressão, "traduttore traditore": o tradutor é um traidor ! Mesmo usando nossa própria língua muitas vezes observamos que nossas palavras nos traem. Não precisamos ser pregadores para perceber como são inadequadas até mesmo as nossas palavras mais refinadas, embora ajudem. No campo das relações humanas muitas vezes descobrimos para nossa tristeza como até palavras inocentes podem machucar; igualmente aprendemos como são irreversíveis nossas palavras.

Quando se trata dos mistérios da fé, estamos preparados para aceitar as limitações da linguagem. É certo que alguns dos maiores teólogos aperfeiçoaram o discurso religioso fazendo dele uma ferramenta muita precisa, mas sabemos que nenhuma linguagem atinge o mysterium tremendum et fascinosum. Pelo fato de não podermos pensar fora das categorias de espaço e de tempo, não somos capazes de exprimir o que está além da nossa percepção. É sabido que Wittgenstein reconheceu isto ao concluir suas Investigações Filosóficas: sobre aquilo de que não podemos falar, devemos manter o silêncio.

No entanto devemos proclamar o mistério da fé. Precisamos encontrar algumas palavras para expressar o que podemos captar das maravilhosas obras de Deus. A teologia está sempre tentando modelar uma linguagem para a Páscoa, uma linguagem para a Nova Criação. Embora estejamos dispostos a pensar e a falar numa seqüência linear e temporal, por ex., nascimento, vida, morte etc., quando tentamos falar de Jesus essa abordagem não faz justiça à experiência de fé. Durrwell fala de um eterno nascimento na morte” para exprimir a intuição de que na sua ressurreição Jesus não deixou para trás a sua morte.. Foi glorificado no seu morrer e permanece naquele estado pascal, sendo redenção para nós. O fato de Jesus ser gerado requeria que ele permanecesse no mistério de sua morte, no seu morrer com vistas ao Pai, e no Pai que o recebe (p.32).

Uma conseqüência desta intuição de que a morte e a ressurreição de Cristo são um só todo é que qualquer encontro com Cristo hoje é sempre um encontro com Cristo na sua morte quando ele está sendo ressuscitado. Relacionamo-nos não propriamente com Jesus nosso Redentor, mas com Jesus no seu ato de nos remir.

Na Eucaristia recebemos Jesus quando ele se sacrifica por nós e por nossa salvação. Na sua Palavra ouvimos aquele que está nos remindo. Esta é uma nova linguagem para uma nova criação. Pode bem ser que a arte cristã (especialmente na tradição bizantina) tenha encontrado modos de exprimir este mistério de modo mais convincente. Talvez também a música cristã possa associar morte e vida num modo mais evocativo.

Seja qual for o meio, o que importa é que entremos neste mistério: “Se alguém está em Cristo, é uma nova criatura; as coisas antigas passaram, e surgiram novas. E tudo isto vem de Deus (2 Cor 5,17s). Nossa música, nossa arte, nossa linguagem, nossos símbolos, nossas relações, tudo está transfigurado pelo espírito da nova criação. Como Paulo acrescenta: nele nos tornamos justiça de Deus (v.21).

Uma conseqüência realmente dramática do Mistério Pascal é que no Cristo Redentor somos chamados não apenas a restaurar o que foi perdido ou prejudicado no passado, mas a transformar todas as coisas na criação. Não estamos olhando para trás, para um status quo antea esperando recuperar tudo o que era bom; somos chamados a olhar para a frente para uma nova criação, um mundo transformado em sua própria essência.

Nosso estilo de vida (Constituições e Estatutos) nos chamam a participar mais intimamente do mistério pascal (C. 50). Isto exige (C.41.1) que demos toda atenção para nos revestirmos do homem novo feito à imagem do Cristo crucificado e ressuscitado dos mortos, de modo que se purifique todo o nosso modo de julgar e de agir. Devemos, pois, tornar-nos perante todos os homens sinais e testemunhas da força de sua ressurreição, ao mesmo tempo que anunciamos a vida nova e eterna (C.51).

É de se esperar que continuemos a aprender a linguagem da nova criação em nossas comunidades, que levemos os valores da vida nova e eterna aos nossos encontros provinciais, Capítulos, Assembléias, como também ao nosso ministério. Precisamos ser sinais e testemunhas da ressurreição uns perante os outros.

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Redentoristas que são notícia

Bolívia
Cardeal Julio Terrazas, C.SS.R.
Do London Tablet

A Igreja intervém para pacificar a Bolívia. Os Bispos da Bolívia estão tentando desesperadamente nesta semana chamar à mesa das negociações os partidos em guerra, num conflito que ameaça dilacerar o país. Suas chances de êxito parecem escassas, embora o Papa Bento XVI tenha feito um apelo para que todos os lados demonstrem senso de responsabilidade e estabeleçam um diálogo aberto e sincero. O Cardeal Julio Terrazas, Arcebispo de Santa Cruz de la Sierra, e a Conferência dos Bispos concordaram em fazer o papel de mediadores entre o Governo do Presidente Carlos Mesa, que está em pé de guerra, e os grupos étnicos, políticos e regionais rebeldes. O Cardeal fez os primeiros encontros com o Governo e os líderes do Congresso no fim de semana, 4 e 5 de junho, mas parece que foi conseguido pouco progresso. No dia 6 de junho, o Presidente Mesa apresentou sua renúncia pela segunda vez em três meses e deixou ao Congresso a decisão de aceitá-la ou não. Aguardava-se para quinta-feira a reunião do Congresso que haveria de tomar a decisão.


Dublin, Irlanda
Revista católica tradicionalista ataca um Redentorista legal de Limerick
Brendan Halligan, jovem atuante de Limerick, 21 de maio de 2005

Será que os Redentoristas – talvez mais sinônimos de Limerick do que de qualquer outra cidade do mundo, mesmo Nápoles, terra do seu Fundador, S. Afonso de Ligório – estão enfrentando a condenação eterna na imprensa? Faço a pergunta por causa de um ataque publicado no último número da revista católica tradicionalista “The Bradsma Review,” que tem muitos leitores em Glenstal. E o alvo é o Pe. Gerry Moloney de Limerick, filho de Breda e Michael Doon e irmão de Margaret, Mary, Rodger e Tom.

Ele é o coordenador da Editora redentorista e edita a revista redentorista Reality, publicada mensalmente na Irlanda. Mas é como editor da revista “Face Up”, adorada pela juventude, que ele atraiu as iras adversárias.

Um colunista anônimo de Bradsma – citando num artigo mal-educado um bilhete onde Pe. Gerry reconhece que é um cabeça quente, cita uma frase que seria dele: Vivo numa terrível preocupação. Fico estressado até com as mínimas coisas – tais como editar a revista no tempo certo, ou se minha roupa está na moda, ou se o Liverpool vai se qualificar para a Liga dos Campeões este ano.

E Bradsma declara: “Não é mais possível parodiar esses Redentoristas. São mais cômicos do que jamais Dermot Morgan conseguiria ser.

Parece que em tudo o que fazem, os Padres não acertam nunca. Nem sempre foram sem pecado, pelo menos em Limerick, mas tudo por tudo fizeram e estão fazendo um bem enorme na cidade, no condado, no país. Nos anos passados eram tachados de conservadores, e não menos em Limerick. Agora o pecado deles seria o liberalismo. Estão sempre errados.

O farisaísmo de Bradsma não tem outra explicação senão a inveja profissional. Mas se o Pe. Gerry, sacerdote exemplar e brilhante jornalista popular, deve ser condenado por comunicar-se com os jovens de hoje na língua deles, onde vamos parar? Vão querer atacar a estratégia de comunicação de Nosso Senhor, que também falou na linguagem do seu tempo, as parábolas?

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Os Redentoristas e as notícias do Vaticano.

O Papa Bento XVI faz a primeira nomeação de um Redentorista Vaticano
Pe. Sabatino Majorano

No dia 21 de maio, S.S. o Papa Bento XVI nomeou por cinco anos o Pe. Sabatino Majorano, membro da Província de Nápoles e Presidente da Academia Alfonsiana, Consultor da Congregação para a Causa dos Santos.

Os Pes. Giuseppe Orlandi, da Província de Roma, e Adam Owczarski, da Província de Varsóvia, ambos da Comunidade Santo Afonso, são também Consultores deste Dicastério. Pe. Antonio Marazzo, da Província de Nápoles, na qualidade de Postulador Geral dos Redentoristas, também trabalha em estreita colaboração com esse Dicastério.

Outros Redentoristas que trabalham como Oficiais nas Congregações do Vaticano são: Pe. Fernando José Monteiro Guimarães, da Província do Rio de Janeiro, que é chefe de gabinete da Congregação para o Clero; Pe. Réal Tremblay, da Província de Santana de Beaupré, Consultor da Congregação para a Doutrina da Fé; e o Pe. Superior Geral que é membro do Conselho dos 16, que se reúne três vezes ao ano com a Congregação para os Institutos de Vida Consagrada e as Sociedades de Vida Apostólica.

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Galeria de fotos (somente "online")

1.As Irmãs Redentoristas de Merrivale, África do Sul com o Cardeal Wilfrid Napier, Arcebispo de Durban: Na última fila: Ir. Eleanor, Superiora; Cardeal Napier; Ir. Alice. Na fila da frente: Ir. Anne Marie; Postulante (agora noviça) Mary Ann; Ir. Alphonsina Mary, Postulante (agora noviça) Veronica; Ir. Joan Culver visitante de Liguori, EUA.

2.Capitulares das quatro Províncias que vão se unir – Colônia, Flândrica, Amsterdã e Helvética – reúnem-se na primavera para prepararem a nova Província de São Clemente, que será fundada dia 1 de agosto próximo. Esperamos enviar a Você uma reportagem completa no outono.

3.O Cardeal Julio Terrazas C.SS.R., Arcebispo de Santa Cruz de la Sierra, Bolívia. Recentemente, a mediação que o Cardeal Terrazas efetuou em nome da Conferência dos Bispos não conseguiu resolver a crise política e o Presidente da Bolívia renunciou.

4.Dia 26 de junho, ao término da novena, houve a Festa de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Roma. Aqui apresentamos algumas fotos tiradas durante a celebração e a procissão pelas ruas vizinhas. As comunidades italiana, polonesa e filipina de Santo Afonso reuniram-se para homenagear o ícone original de Nossa Mãe do Perpétuo Socorro venerada na igreja Santo Afonso. 1, 2, 3, 4, 5, 6

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Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral

Gostaria de saber onde estão os membros do Governo Geral e o que estão fazendo? Os seguintes endereços fornecem a você o Calendário do Governo Geral.

Português: http://www.cssr.com/calendars/CalPR.htm

Esses endereços estão no nosso site cssr.com na Área dos Membros e requerem passwords (senhas). Se você não os tem, veja lá a orientação sobre como obtê-los do Secretário Geral.

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 Justiça e Paz

Síntese da Obra
Acabar com a Fome – Até onde podemos chegar?
Os Objetivos das Nações Unidas para o Desenvolvimento neste Milênio

O autor, Dr Bruce Duncan, é um sacerdote redentorista que estudou ciências econômicas e políticas na Universidade de Sydney. Leciona justiça social e ciência do desenvolvimento na União Teológica Yarra de Melbourne desde 1986.

Este livrinho sustenta que, dando forte apoio aos Objetivos das Nações Unidas para o Desenvolvimento neste Milênio, a Austrália pode ajudar a
·salvar as vidas de 30 milhões de crianças
.livrar da fome 250 milhões de pessoas
·e elevar o nível de vida de 500 milhões de pessoas que vivem na mais cruel miséria (com renda inferior a 1 dólar por dia).

As duas idéias-mestras do livro são:
1.o mundo pode realmente erradicar a fome, se não faltar vontade política; e
2.podemos fazer isto com relativa rapidez com nossos abundantes recursos, até mesmo transferindo para a assistência ao desenvolvimento uma pequena parcela do que se gasta com armamentos. Hoje em dia o mundo gasta com armas 20 vezes mais do que com ajuda ao desenvolvimento.

Durante anos, economistas de primeira linha e estudiosos de desenvolvimento têm afirmado que a fome e a miséria não deveriam existir no mundo de hoje. Jeffrey Sachs, da Universidade Columbia, escreveu que, pela primeira vez na história, o mundo está a curta distância do fim da pobreza global. O que está faltando – diz ele – é a vontade política de realizá-lo.

Junto com outros líderes mundiais e figuras religiosas, o Papa João Paulo II repetidas vezes exortou as pessoas conscienciosas a responder vigorosamente ao desafio de bilhões de empobrecidos e assumir a causa deles. Convocou a uma mobilização da consciência social para despertar a vontade política de eliminar a fome e a miséria.

Os Objetivos para o Desenvolvimento neste Milênio colocam como meta reduzir pela metade até 2015 o número de pessoas atormentadas pela fome e a miséria. O plano das Nações Unidas solicita estreita colaboração entre as nações ricas e pobres, confiando a maior parte do trabalho às nações em desenvolvimento. Os Objetivos visam
.garantir a educação primária completa para meninos e meninas, defender a igualdade dos sexos e promover as mulheres;
·reduzir de 2/3 a mortalidade infantil abaixo dos cinco anos, e de 3/4 a mortalidade das mães; .reverter o avanço das doenças infecciosas, especialmente a aids, a malária e a tuberculose;
.conservar e melhorar o meio-ambiente, e reduzir pela metade o número de pessoas sem água potável.

O Objetivo 8 solicita uma nova parceria global para duplicar a ajuda financeira internacional e abrir os mercados, a fim de permitir que os países mais pobres tomem parte num justo sistema comercial. O Objetivo 8 também requer melhorias no governo dos países em desenvolvimento, redução da dívida, e acesso à produção de medicamentos.

A ajuda da Austrália ao exterior nos últimos cinco orçamentos foi equivalente a 0,26% do Produto Interno Bruto, o mais baixo em 35 anos. Comparando com a meta de 0,7% proposta pelas Nações Unidas, vê-se que a Austrália precisa pelo menos duplicar sua ajuda.

A resposta generosa do Governo e do povo na época do tsunami da Ásia indica que a Austrália poderia fazer muito mais para debelar a fome. Pesquisa feita em 2001 mostrou que 85% dos autralianos apoiam a ajuda ao exterior, e quase 60% se declaram firmemente a favor.

Junto com a Inglaterra, a Austrália poderia cooperar para fazer da pobreza uma página virada da história.


Austrália
Como podem os Redentoristas apoiar a Campanha contra a Fome e a Pobreza no Mundo?
Bruce Duncan CSsR

Bruce Duncan leciona história e ética social na União Teológica Yarra em Melbourne, Austrália. Escreveu recentemente um livrinho de 38 páginas sobre os Objetivos das Nações Unidas para o Desenvolvimento neste Milênio, Ending Hunger – how far can we go? (Acabar com a Fome: até onde podemos chegar?) Sydney: Conselho Australiano Católico de Justiça Social, 2005).

Os Redentoristas de todo o mundo têm demonstrado grande sensibilidade diante da tragédia de centenas de milhões de pessoas que sofrem fome e pobreza oprimentes, e têm dado um decidido apoio para elevar o nível de vida daqueles que vivem às vezes em situações muito difíceis e perigosas.

É difícil não relacionar este drama da fome no mundo de hoje com a cena do Juízo Final descrita por Mateus, quando Deus pede contas do modo como as pessoas agiram e responderam aos famintos, doentes e sem-teto ao seu redor. Nesse texto, a simples piedade sem um interesse concreto pelos aflitos e sofredores nada vale aos olhos de Deus.

A solidariedade para com os pobres e marginalizados tem sido uma mensagem constantemente repetida pelo Papa João Paulo II e pelos Pastores da Igreja durante anos a fio, e vem a ser um tema central mesmo nas nossas Constituições atualizadas. Isto requer um reapreciação de nossa vida e de nosso trabalho, já que muitos entre nós viram a nossa vocação como se fosse evangélica no mais alto grau, especialmente pela pregação de missões e pela devoção popular.

A questão é: como podemos dar apoio à atual campanha para aliviar a fome no mundo e a pobreza extrema, conforme está sendo articulada especialmente pelas Nações Unidas nos seus Objetivos para o Desenvolvimento neste Milênio? O que pode ser mais caro do que isto ao coração de quem crê, e sobretudo para nós na vida religiosa?

Além do mais, economistas de vanguarda têm afirmado durante anos que, com os nossos abundantes recursos, ninguém hoje em dia deveria estar sofrendo fome ou pobreza extrema. A fome e a pobreza persistem, não por necessidade econômica, mas por razões políticas, por causa de guerras e desordens.

Objetivo do Desenvolvimento para este Milênio
No ano 2000, 189 países assinaram a Declaração do Milênio, comprometendo-se a reduzir pela metade o número de pessoas que vivem com fome e na miséria (com renda inferior a 1 dólar por dia) até 2015. Isto se baseava num extenso planejamento e pesquisa de muitos anos, realizados por centenas de peritos em desenvolvimento, sob a coordenação das Nações Unidas. Os oito Objetivos para este Milênio apontam claras metas a alcançar. Cada país deveria detalhar seu próprio plano para a obtenção desses resultados.

Os Objetivos das Nações Unidas para este Milênio estão agrupados em oito pontos:
1.Reduzir pela metade o número de pessoas famintas– atualmente cerca de 800 milhões - e extremamente pobres até 2015.
2.Garantir a educação primária completa para meninos e meninas em todo o mundo.
3.Defender a igualdade dos sexos e promover as mulheres sobretudo nas escolas secundárias.
4.Reduzir de 2/3 a mortalidade infantil abaixo dos cinco anos.
5.Promover a saúde das mães, e reduzir de 3/4 a mortalidade das mães.
6.Deter ou reverter o avanço das doenças infecciosas, inclusive a aids, a malária e a tuberculose.
7.Conservar e melhorar o meio-ambiente, e reduzir pela metade o número de pessoas sem água potável.
8.Com vistas ao desenvolvimento, desenvolver uma parceria global com
·abertura de sistemas comerciais e financeiros
·bom governo
·redução ou cancelamento da dívida dos países pobres, auxílio mais generoso e oportunidades comerciais
·acesso à produção de medicamentos
·e os benefícios das novas tecnologias.

Imagine a diferença que poderia fazer nas relações internacionais e no diálogo entre as grandes religiões se o mundo inteiro, com o vigoroso apoio dos países ricos, concentrasse suas energias e recursos na redução da pobreza em toda parte! Seria um testemunho muito mais humano e convincente do que qualquer greve por razões comerciais ou guerras para levar democracia.

Como os Redentoristas podem ajudar
Nós, Redentoristas, estamos perfeitamente cônscios de que, embora sejamos uma organização internacional, somos relativamente poucos em número e nossos recursos são muito modestos. Não obstante, poderíamos ajudar a Igreja inteira e a opinião pública a dar uma resposta decidida aos Objetivos para o Milênio. Sem dúvida, certos aspectos dos Objetivos são passíveis de crítica e podem ser melhorados, mas a intenção geral por detrás deles é profundamente moral e um extraordinário sinal dos tempos, de solidariedade prática em escala mundial. Jamais vimos coisa semelhante na história precedente.

No entanto, esse esforço para reduzir rapidamente a fome e a pobreza provavelmente fracassará se a opinião pública não assumir com maior decisão os Objetivos do Milênio e não forçar os governos das nações mais ricas a colocar à disposição os fundos e recursos necessários. Grande parte do trabalho evidentemente deve ser feito nos próprios países em desenvolvimento.

É aqui que a nossa pregação e o nosso entrosamento pode cooperar. A mensagem que temos de anunciar é uma surpreendente boa nova. Muitos economistas de vanguarda e organizações internacionais nos dizem que temos os recursos e os métodos para reduzir a extensão da fome e da pobreza desumana em todo o mundo com relativa rapidez Antes o mundo nunca esteve numa situação tão próspera para dizer ou fazer isto.

Se assim é, há uma obrigação moral para nós. Então temos de fazer o melhor possível a fim de informar as pessoas a respeito dessas excelentes oportunidades para despertar a consciência do povo e garantir amplo apoio politico e econômico para que os governos façam o que é necessário.

Como disse o Papa João Paulo II no Dia Mundial da Alimentação, 16 de outubro de2003: Como podemos silenciar quando confrontados com o persistente drama da fome e da miséria, num tempo em que a humanidade, mais do que nunca, tem a capacidade de fazer uma justa partilha dos recursos?

Em sua mensagem para o Dia Mundial da Paz em 2000, o Papa João Paulo II afirmou que a pobreza de bilhões de homens e mulheres é o problema que mais desafia nossas consciências humanas e cristãs. Repetidas vezes ele pregou uma ampla mobilização das consciências sociais, para que o mundo apóie a ação requerida pelos Objetivos do Milênio.

Não é fácil ver como nós Redentoristas deveríamos responder. Por um lado, podemos reconhecer que a questão da fome e da miséria no mundo é de tamanha importância histórica que rivaliza com a abolição da escravatura ou talvez a supera. Por outro lado, nós, Redentoristas, estamos espalhados por todo o mundo e nossa resposta deve variar de acordo com as circunstâncias.

Contudo, seria possível para nós como Congregação difundir os Objetivos do Milênio como uma resposta prática que podemos dar em nossa pregação e em nosso trabalho? Podemos despertar a consciência social das pessoas com quem estamos em contato?

De fato, não poderiam os Objetivos do Milênio oferecer-nos um caminho novo para empreendermos uma ação comum em nosso trabalho como Redentoristas, não fazendo todos o mesmo tipo de obra, mas respondendo como um corpo organizado para promover os mesmos Objetivos, usando nossos variados talentos e oportunidades? Voltar ao Índice

Dos sites dos Redentoristas

Este mês estamos divulgando o site da Província de Lyon-Paris:

http://perso.Wanadoo.fr/redemptos

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Avisos

Pedido Especial
150oAniversário da Casa Generalícia de Roma

No final deste ano vamos celebrar o 150o aniversário da Casa Generalícia de Roma. Gostaríamos de elaborar uma lista o mais completa possível dos confrades que moraram na Casa nos anos passados, mas há lacunas nas informações. Para completar a lista dos que moraram nesta Casa, estamos fazendo um apelo aos leitores de SCALA. Se você morou na Casa Generalícia, nos faria um grande favor enviando ao Pe. Jean Beco (jbeco@tiscalinet.it) a data de sua chegada a Roma e de sua partida, informando que cargo exerceu e/ou que estudos fez. Se você sabe de alguém que morou e acha que ele não viu este aviso, faça o favor de passar-lhe o recado! Antecipamos agradecimentos.

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Os números passados de SCALA estão arquivados em:
http://www.cssr.com/scala/index.shtm