S C A L A

 

Dar a vida pela Copiosa Redenção

 

 Serviço Redentorista de Comunicação                                Número 10

Boletim da Congregação do Santíssimo Redentor
Roma, Itália
16 de outubro de 2005

Editorial

Neste mês temos uma ampla galeria de fotos. Não perca!

Gostaríamos de chamar sua atenção para algumas cartas recentes do Governo Geral à Congregação, que foram enviadas a todas as Províncias, mas também estão disponíveis no nosso site cssr.com:  São elas:

Carta aos Membros da Congregação do Ssmo. Redentor: Encerramento do Ano Geraldino, 16 de outubro de 2005, do Superior Geral, Joseph W. Tobin, C.Ss.R.
Carta aos Membros da Congregação do Ssmo. Redentor: Comissão Geral para a Reestruturação, 15 de setembro de
2005.
Carta aos Membros da Congregação do Ssmo. Redentor: Uso das línguas na Congregação, 10 de setembro de 2005, do Superior Geral, Joseph W. Tobin, C.Ss.R..

Você pode encontrá-las em:   http://www.cssr.com/portugues/whoarewe/DocsAndComms/DocsAndComms-Menu-PT.shtml

Pedimos também que Você preste atenção à versão de Inscriptiones, que está na internet, onde é possível encontrar a lista atualizada de endereços de todas as comunidades redentoristas, dos Superiores das Unidades, dos Bispos redentoristas, das Irmãs redentoristas e de outros Institutos afins. Está em:

http://www.cssr.com/portuguesmembers/resources/AddressesMenuPage-PR.shtml

Para mantermos essas listas atualizadas, pedimos que envie, por favor, quaisquer mudanças ou correções, etc. ao Secretário Geral da Congregação: seg.gen@cssr.com.

Outros destaques:

Neste mês o Padre Geral está tomando parte no Sínodo dos Bispos sobre a Eucaristia no Vaticano e vai fazer uma intervenção no decurso do Sínodo.

Pe. Bruno Visuri, da Província romana, tomou posse como Prefeito da igreja de Santo Afonso em Roma no domingo 2 de outubro. Sucede ao Pe. Pawel Pakula, da Província de Varsóvia. 

A cerimônia de encerramento do Ano Geraldino será dia 16 de outubro com uma solene Eucaristia, no Santuário de São Geraldo em Materdomini, Itália. Só nos foi possível relatar alguns dos muitos eventos realizados na Congregação no mundo inteiro para comemorar os aniversários da morte e da canonização de São Geraldo. Obrigado a Vocês que enviaram a SCALA notícias dessas comemorações nos meses passados.

Graça e Redenção para todos!
Gary Ziuraitis, C.SS.R.


ÍNDICE

 Momentos Marcantes

 IR

 Notícias das (V) Províncias

 IR

 In Spiritu Redemptionis

 IR

 Os Redentoristas e as notícias do Vaticano.

 IR

 Galeria de fotos (somente "online")

 IR

 Atividades do Padre Geral e do  Conselho Geral

 IR

 Dos sites dos Redentoristas

 IR

 Notícias da Cúria, dos Secretariados, e Comissões

 IR

 


Momentos Marcantes

Recentes eventos significativos da Família redentorista
Para uma lista completa desses momentos marcantes, veja o site de Officialia.

Fizeram Votos Temporários:
Thomas Augustine Ha Quoc Dung, Vice-Província Extra Patriam, 30 de julho de 2005
Dominic Nguyen Ngoc Khanh, Vice-Província Extra Patriam, 30 de julho de 2005
Alphonsus Nguyen Phuoc Hanh, Vice-Província Extra Patriam, 30 de julho de 2005
Alphonsus Maria Tran Dat Nhan, Vice-Província Extra Patriam, 30 de julho de 2005
Miroslav Bujdos, Vice-Província de Michalovce, 15 de agosto de 2005
Maros Kriska, Vice-Província de Michalovce, 15 de agosto de 2005
Darwin Rene Patiño Uyaguari, Província de Quito, 15 de agosto de 2005
Elmer Francisco Pinza Robles, Província de Quito, 15 de agosto de 2005
Walter Ivan Villacres Benavides, Província de Quito, 15 de agosto de 2005
Daniel Nguyen, Província de Denver, 20 de agosto de 2005
Thomas T. Pham, Província de Denver, 20 de agosto de 2005
Peter Quang Vu, Província de Denver, 20 de agosto de 2005
Thomas Gerard Berndt, Província de Baltimore, 3 de setembro de 2005
Miguel Castro Castro, Província de Madri, 3 de setembro de 2005
Carlos Sánchez De La Cruz, Província de Madri, 3 de setembro de 2005

Fizeram Votos Perpétuos:
Ferdinandus Apolonius Djaga Kota, Província da Indonésia, 7 de julho de 2005
Yosep Gabriel Hoeng Baoninang, Província da Indonésia, 7 de julho de 2005
Denis John Ryan, Província de Denver, 9 de agosto de 2005
Manuel Sãnchez García, Província de Madri, 3 de setembro de 2005
Gaetano Desiderio, Província de Nápoles, 9 de setembro de 2005
Gerardo Giordano, Província de Nápoles, 9 de setembro de 2005
Thomas William McCluskey, Província de Baltimore, 9 de setembro de 2005
James Vincent Szobonya, Jr., Província de Baltimore, 9 de setembro de 2005

Foram ordenados Sacerdotes:
Augusto António García Oajaca, Vice-Província de San Salvador, 20 de agosto de 2005
Badeea N’Butrus, Província de Santana de Beaupré, 10 de setembro de 2005

Faleceram:Ir. Eduardo (António) Carreño Moya, 78, Província de Santiago, 11 de novembro de 2004
Pe. Vincenzo Parziale, 88, Província de Nápoles, 15 de agosto de 2005
Pe. Camille Heinis, 91, Província de Estrasburgo, 3 de setembro de 2005
Pe. Bernard Paul Mulligan, 89, Província de Denver, 3 de setembro de 2005
Ir. Jakob (Alfons-Maria) Hodel, 89, Província São Clemente/Região Helvética, 11 de setembro de 2005
Pe. Jean-Marie Labonté, 91, Província de Santana de Beaupré, 21 de setembro de 2005
Pe. Jean Marie Nguyen Duc Thong, 84, Vice-Província Extra Patriam, 26 de setembro de 2005
Pe. Ernesto Gravagnuolo, 89, Província de Nápoles, 29 de setembro de 2005

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Notícias das (V) Províncias

Vice-Província de Michalovce
Stará L´ubovňa, Eslováquia
Fundada uma nova comunidade em Stará L’ubovňa

A rica herança da Congregação brilhou ao sol de verão quando Redentoristas da Europa central e da Europa do leste se reuniram para a bênção do novo convento de Stará, pequena cidade do leste da Eslováquia. No fim de semana de 19 a 21 de agosto, o Pe. Jaroslav Stelbaský, Superior vice-provincial, e os confrades da Vice-Provincia de Michalovce acolheram os representantes das Províncias de Praga, Viena, São Clemente e Varsóvia, como também seus vizinhos da Vice-Província de Bratislava, os Redentoristas eslovacos de rito latino. O Governo Geral estava presente nas pessoas do Pe. Geral e do Pe. Jacek Dembek, Conselheiro geral.

Foi construída e consagrada uma nova igreja em Stará L’ubovňa depois de terminado o regime comunista. A igreja foi lindamente decorada pelo Pe. Kamil Dráb, artista talentoso e iconógrafo. As cores reluzentes do novo convento também refletem os talentos deste confrade, que conseguiu fazer com que a comunidade goze da luz e do colorido. A propriedade para a igreja e a casa foi doada pela cidade e o bispo entregou recentemente a paróquia à Congregação.

No dia 19 de agosto, houve uma celebração para os Redentoristas, muitos dos quais haveriam de faltar às festividades do dia seguinte por causa dos compromissos pastorais. Pe. Geral presidiu a Divina Liturgia de S. João Crisóstomo e fez a homilia. Seguiu-se um delicioso jantar, no qual tomaram parte mais de setenta confrades. No dia 20, o Bispo local, Dom Ján Babyak, presidiu a bênção da casa, a Divina Liturgia e a inauguração de uma bela estátua do Beato Metódio Domingos Trčka, que embeleza a entrada do edifício. O bispo, que não é redentorista mas jesuíta, demonstrou ser um pastor conforme o coração de Santo Afonso. Depois de uma celebração litúrgica de quase quatro horas, ele ainda teve energia bastante para dirigir os Redentoristas e o povo da cidade num vibrante coral que cantou canções eslovacas populares.

Atualmente a Vice-Província de Michalovce tem 39 membros, com a média de idade de 41 anos. Esses confrades atuam na Igreja Greco-católica pregando missões e retiros, e dirigem paróquias na Eslováquia, Ucrânia, Croácia e Canadá. Particularmente difícil é a pastoral entre os greco-católicos na Subcarpátia, região empobrecida da Ucrânia, onde a grande escassez de clero levou os confrades a aceitar a direção de muitas paróquias, espalhadas pelas montanhas. Os confrades ajudam de vez em quando os Redentoristas de rito latino nas missões deles. Os Redentoristas também mantêm um centro editorial em Michalovce, cidade onde são veneradas as relíquias do Beato Trčka.


Província de Denver
Igreja de Nossa Senhora da Assunção. Santuário do Beato Seelos, C.SS.R.
Nova Orleans, Louisiana

Pe. Byron Miller, C.Ss.R., Reitor do Santuário do Beato Francisco Xavier Seelos, C.Ss.R., escreve:

“Nas duas semanas após a passagem do furacão Katrina, pude voltar duas vezes a Nova Orleans com a devida autorização e proteção, para visitar a igreja de Nossa Senhora da Assunção, Santuário Nacional do Beato Francisco X. Seelos. Todos os objetos sagrados do Santuário que puderam ser transportados foram levados quando tomamos as devidas providências antes da tempestade, e os outros objetos foram removidos em ulteriores viagens. Na minha última visita a Nova Orleans ontem, topei com uma forte presença militar nas vizinhanças. Eles revistaram os cinco edifícios conhecidos como apartamentos redentoristas enquanto eu estava lá, para certificarem-se de que não havia ninguém morando nos apartamentos. Ninguém foi encontrado!

A eletricidade voltou à grande sub-estação da nossa área, mas até ontem não estava ligada nas casas. Isto dificulta ainda mais a limpeza de algumas das geladeiras da casa paroquial.

A cruz e a parte de cima do parapeito de uma das duas torres do Centro Artístico e Cultural Santo Afonso do outro lado da Rua Constança foram lançadas diretamente por cima dos apartamentos redentoristas e caíram no meio do pátio da casa paroquial, a alguns metros de distância da estátua de Seelos.” Clicar aqui para entrar no site do Beato Francisco Xavier Seelos.

Pe. Richard Luberti, C.Ss.R., de Baton Rouge, conta que o Diácono Denis Ryan, C.Ss.R., residente em Nova Orleans e atualmente morando na Casa São Geraldo de Baton Rouge, depois de chegar com os Pes. Joseph Armshaw, Albert Babin, e Earl Toups, C.Ss.R., ao Centro de Saúde São Clemente em Liguori, Missouri, no dia 7 de setembro, encheu o carro com roupas e artigos de primeira necessidade como sabão e xampu para regressar a Baton Rouge, acompanhado dos empregados do Centro de Saúde São Clemente, da Editora Liguori e da Casa dos Missionários. O carro estava cheio até em cima com os mencionados artigos.

Além dessas coisas básicas, a comunidade redentorista do Centro de Saúde São Clemente deu ao Diácono Denis um cheque de $5.000 para a compra de outras coisas necessárias ou para dar aos sobreviventes como auxílio nesta crise, socorrendo-os com a necessária quantia para comprar alimento, roupa e agasalho.

Hoje grupos de operários estão indo para a igreja de Nossa Senhora da Assunção em Nova Orleans para tapar os buracos feitos nos vitrais quebrados. Esperamos que os consertos feitos evitem ulteriores prejuízos com as chuvas.

A Guarda Nacional desocupou agora o abrigo provisório que os Redentoristas providenciaram na Casa São Geraldo.

Por último, Pe. Luberti mandou fotos da Residência São João Neumann de Biloxi, na qual os Pes. Armshaw, Babin, Cosgrove e Toups enfrentaram o furacão Katrina. A casa está situada a dois quarteirões do Golfo. Ela resistiu ao furacão Camile e agora ao Katrina, enquanto que muitos dos edifícios vizinhos foram totalmente destruídos ou desapareceram por completo!

Os Redentoristas de Nova Orleans e de Biloxi conhecem as pessoas que estão passando necessidade e estão abandonadas. Muitas delas estão agora desempregadas por causa dos prejuízos econômicos causados em Nova Orleans e outros lugares. Outras histórias mais recentes vão logo suplantar as conseqüências do Katrina, mas essas pessoas vão precisar de auxílio ainda por muitos meses enquanto reconstroem suas vidas e suas casas.

Mandem, por favor, quaisquer contribuições financeiras para essa campanha de ajuda ao Pe. Peter Schavitz, C.Ss.R., Presidente do Desenvolvimento Redentorista, 1230 S. Parker Road, Denver, CO 80231. Os cheques sejam nominais a Redemptorists/Denver Province e no espaço em branco escrevam: Katrina Relief.


Província de Denver
Entrevista com Pe. Edward Cosgrove, C.SS.R.
Sobreviver a um furacão
Biloxi, Mississippi/Liguori, Missouri EUA

Nota do Editor: Numa entrevista exclusiva a Scala, o Pe. Norman J. Muckerman, de 87 anos, e ex-editor da revista Liguorian, conversou com o Pe. Edward Cosgrove, de 84 anos, membro da casa de repouso redentorista de Biloxi, que enfrentou o furacão Katrina e a ele sobreviveu.

NJM: Ed, você foi um veterano da marinha norte-americana durante a segunda guerra mundial. Sua experiência na marinha o ajudou a preparar-se para enfrentar o furacão Katrina?

Cosgrove: Eu estava na ponta de um tufão em outubro de 1945 no mar perto das Filipinas. Foi violento, mas bem menos que o furacão Katrina.

NJM: Como e por que a comunidade redentorista de Biloxi decidiu ficar em casa e enfrentar a tempestade?

Cosgrove: Não tomamos uma decisão oficial a respeito. De fato, um dos confrades saiu domingo de manhã para o norte da Louisiana, e nós que ficamos achamos que àquela altura as estradas estariam atravancadas. Não quisemos ficar presos dentro de um carro, principalmente porque dois da comunidade são diabéticos e precisam de remédio a toda hora. Por isso, ficar pareceu-nos a coisa certa a ser feita.

NJM: Então, quando a tempestade atingiu Biloxi, o que vocês fizeram?

Cosgrove: Na manhã de segunda-feira as ondas da maré estavam subindo no litoral chegando quase até nossa casa. Não demorou muito e a água invadiu o primeiro andar de nossa casa inundando a capela até à altura da cintura. Levamos para cima o Ssmo Sacramento e começamos a transportar outras coisas também. Fizemos isto tarde demais. Perdemos boa parte dos livros litúrgicos e outras publicações guardadas na capela. Levamos também do andar de baixo comida e bebida.

NJM: Depois da devastação, o que vocês fizeram durante aqueles quatro dias e noites, enquanto esperavam os efeitos da tempestade e estavam sem nenhuma comunicação com o mundo exterior?

Cosgrove: Depois que a tempestade passou, as coisas se acalmaram bastante, de modo que pudemos sentar em frente de nossa casa e gozar um pouco da brisa da baía (cf. a galeria de fotos). Durante esses dias celebramos diariamente a Missa, um grande consolo para nós. Rezamos juntos, conversamos bastante sobre assuntos de teologia e de pastoral, etc. O clero da catedral (próxima de nós) insistiu conosco para que deixássemos Biloxi o mais rápido possível. Na sexta-feira, finalmente, chegou de Baton Rouge o recado de que estava vindo socorro e ele chegou logo.

NJM: Qual foi a coisa pior, o mais difícil nesta sua experiência?

Cosgrove: Foi ficar sem água e sem saber se a teríamos à disposição. Mas nosso admirável cozinheiro providenciou para que houvesse uma boa quantidade de água potável em nossa casa, de modo que o perigo não durou muito.

NJM: Vocês receberam alguma ajuda de fora?

Cosgrove: Sim, as várias entidades do governo – federal, estadual, municipal – agiram muito bem desde que chegaram. Sem dúvida não podemos nos queixar delas.

NJM: "O sul vai ressurgir" é uma expressão antiga, de depois da guerra civil. Você acha que ela pode se aplicar agora às áreas danificadas pelo furacão em geral e à comunidade redentorista em Biloxi?

Cosgrove: Sim e não. Acho que a cidade de Biloxi vai ressurgir e bem. Mas não penso que a nossa comunidade redentorista de repouso voltará. Somos agora pela maior parte idosos, alguns estão doentes, por isso acho que nossa permanência em Biloxi terminou. Mas foi boa enquanto durou.

(Nota do Editor : Um outro grupo de quatro Redentoristas estão se preparando para ir para Biloxi, para começar uma nova iniciativa na diocese de Biloxi, mas ainda não tinham chegado quando aconteceu o furacão. Estão sendo esperados pelo bispo que precisa deles, para assumir o cuidado pastoral de três paróquias, todas elas atingidas pelo furacão.)


Londres/Taizé
Padre Larry Kauffmann
O Dia dos atentados em Londres /Encontro com Frère Roger antes de sua morte

(Nota do Editor: Os Padres Cyril Axelrod, que é surdo-cego, e Larry Kauffmann, que os leitores de Scala já conhecem, tiveram encontros acidentais com duas das mais importantes histórias desse verão. Padre Kauffmann partilha suas notáveis aventuras!)

Fui a Londres para aprender como comunicar com surdos-cegos e como guiá-los, de modo que pudesse acompanhar Cyril (Padre Cyril Axelrod, C.SS.R.) até Taizé para um retiro. Terminado o curso, eu estava pronto para fazer a peregrinação. Saímos de casa dia 7 de julho, às 9:15 da manhã. Chegamos à estação Camden do metrô às 9:30 e ficamos sabendo que o metrô não estava funcionando. Então, segurando numa mão o surdo-cego e na outra a mala, fui em busca de um ônibus que nos levasse à estação Liverpool Street via Kings Cross.

Pouco depois, passamos por pessoas que vinham na direção oposta e gritavam ao motorista: “Você não deve ir para lá.” Depois de ficarmos sentados duas horas dentro do ônibus que continuava parado, ouvimos pelo sistema de comunicação do ônibus a orientação para sairmos do coletivo, que devia ser recolhido ao depósito. Falei com o motorista que eu estava acompanhando um surdo-cego, e ele concordou que ficássemos e nos levou de volta a Camden, fora do seu itinerário, antes de ir para o depósito.

Cirilo e eu tínhamos de pegar a linha Norte e fazer a transferência em Moorgate para a estação Liverpool Street, para pegarmos o trem para o aeroporto Standsted, de onde seguiríamos para a França e Taizé. Foi exatamente entre essas duas estações que uma das bombas explodira apenas 30 minutos antes!

Cirilo e eu tivemos que esperar um dia para recomeçar a viagem. Mas quando chegamos a Stansted, houve um alarme de bomba no avião da Easyjet que pegamos e tivemos de sair! Para encurtar a conversa, partimos para Taizé no dia seguinte - 48 horas após nossa saída! Bem, o que podemos dizer é que toda aquela nossa experiência foi bem agitada, e que eu fiz a comunicação na mão dele tão rápido quanto pude nas várias emergências. Mas Taizé foi uma bênção incomparável para Cirilo, muita bondade de Deus. Mais tarde, de volta a casa, ficamos chocados ao saber que Frère Roger tinha sido morto dia 16 de agosto.

Em nossa visita de julho eu não esperava ver Frère Roger, fundador da comunidade de Taizé. Acho que simplesmente julguei que ele estava velho e frágil demais para participar de orações que duravam horas. Mas pouco antes das orações das 8:30 da noite do nosso primeiro dia em Taizé, eu transmiti a Cirilo a visão maravilhosa de um homem pequeno e curvado que caminhava desajeitado pelo corredor central segurando tenazmente as duas mangas compridas e largas de dois irmãos de Taizé. Tomou seu lugar atrás da comunidade, e pelo final das orações dirigiu o grupo de cinco mil orantes numa das orações belas, curtas e inspiradas que o tornaram famoso.

Haveríamos de encontrar Frère Roger duas vezes depois disto. No domingo Cirilo e eu fomos convidados a concelebrar a Eucaristia com outros doze sacerdotes. Tomamos nosso lugar à esquerda do presbitério. A simplicidade da liturgia de Taizé, e o fato de que antes eu havia interpretado as leituras do dia para Cirilo, permitiram-nos participar plenamente e sem minha pressa que me faz engolir palavras compridas. A coisa extraordinária na liturgia de Taizé é que lá nunca se faz homilia! Ideal para um comunicador-guia como eu! No fim da Eucaristia, Frère Roger foi trazido para se encontrar com os sacerdotes concelebrantes, tomando os rostos de cada um de nós em suas mãos e beijando-nos em ambas as faces.

Na terça-feira, Cirilo e eu fomos convidados a almoçar com a comunidade após as orações do meio-dia. Da igreja principal ao mosteiro há uma boa distância a percorrer, de modo que, quando Frère Emile nos levou lá, os 60 irmãos já estavam sentados no jardim numa mesa muito comprida, debaixo da sombra de uma fileira de álamos. O lugar de Frère Roger era um pouco abaixo da mesa, diante do verde vale embaixo com suas pastagens e o gado de cor branca da raça charolais. As refeições são sempre tomadas em silêncio, explicou Frère Emile. Meu lado egoísta deu um silencioso suspiro de alívio. Significava que eu poderia gozar de uma refeição menos interrompida que o normal pela obrigação de interpretar entre um bocado e outro. Só precisava indicar a Cirilo a direção de seu prato, dos talheres e do copo de vinho. Sim, apreciamos muito o vin rouge francês, com uma refeição composta de azeitonas, atum e alface como primeiro prato, e arroz, salada de legumes e salsicha como prato principal, seguido de alguns deliciosos queijos leves.

Terminada a refeição, Emile nos levou a Frère Roger, apresentou os dois Redentoristas da África do Sul e explicou a conversão de Cirilo do Judaísmo e sua condição de surdo-cego. Frère Roger aproximou-se de Cirilo, tomou sua cabeça em suas mãos, beijou sua fronte, depois apertou as mãos de Cirilo e as beijou. Por sua vez, Cirilo fez uma cruz com o polegar na fronte de Frère Roger. Com uma lágrima em meus olhos, não pude deixar de sentir que este era um encontro singular entre dois homens santos que não disseram uma palavra, mas tocaram um no outro com uma profundidade de espírito que só pode ser descrita como pura comunhão.

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In Spiritu Redemptionis

Sean Wales
Hospitalidade

“Hospitalidade” é para todo mundo uma palavra favorita. Evoca bondade e gentileza e aponta para uma qualidade que muita gente gosta de pensar que possui. Inclui sensibilidade e cuidado, e quando reconhecida produz um caloroso sentimento de satisfação.

A hospitalidade é naturalmente uma qualidade muito mais difícil do que pode parecer à primeira vista. É uma virtude moral que pode fazer significativas exigências à nossa paciência, cortesia e boa vontade. Por sua etimologia clássica, hospitalidade refere-se à situação de ser hospedeiro ou hóspede e sempre está subjacente o cuidado e a sensibilidade.

Na maioria das religiões mundiais é apreciada como uma responsabilidade sagrada. Em nossa tradição cristã existe toda uma espiritualidade construída em torno da idéia da acolhida ao estrangeiro, da hospitalidade mútua a ser demonstrada entre cristãos e da hospitalidade cristã a ser exercida para com todos.

Gostaria de mostrar que a hospitalidade é não apenas uma virtude central cristã, mas que também pode ser vista como uma parte atraente da linguagem da redenção.

Somos todos hóspedes nesse mundo de Deus. A nossa própria existência é cortesia da iniciativa de Deus. Somos mantidos na existência em cada momento que vivemos porque nosso hospedeiro cuida de nós e nos sustenta. Não apenas partilhamos nossa existência com toda a criação, mas fomos chamados a uma extraordinária relação – nós a chamamos de aliança – com nosso hospedeiro.

Nosso comportamento nesse mundo de Deus não tem sido o de um hóspede perfeito. Não apenas desfiguramos o mundo do nosso hospedeiro, mas pouco cuidamos das muitas ofertas que ele nos faz. Viramo-nos contra nossos colegas hóspedes, endurecemos nossos corações e fechamos nossas mentes à verdade e à beleza ao nosso redor.

Nosso hospedeiro fez uma dramática inversão de funções e achou um modo de vir ao nosso meio como nosso hóspede. Ele nos mostrou como viver e como morrer. Em Jesus vemos a hospitalidade divina até diante da provocação extrema: “Pai, perdoai-lhes”.

Sabemos que os esforços de nosso hospedeiro para nos salvar de nossa estranheza e alienação dão fruto quando nos sentimos à vontade na casa dele, quando nós mesmos refletimos o cuidado dele na nossa própria hospitalidade para com os outros e quando somos hóspedes respeitosos nas vidas das outras pessoas.

O extraordinário na hospitalidade divina é que ela vai além da civilidade, do bom relacionamento ou da harmonia da natureza. A hospitalidade de Deus significa participação na própria vida do nosso hospedeiro. Está afirmado sem meias palavras em 2Pd 1,4: “sereis participantes da natureza divina”.

A Redenção, neste sentido, vai além do perdão dos pecados e entra na vida íntima de Deus. Recebemos o poder de “nos tornarmos filhos de Deus” (Jo 1,12). Paulo faz eco a tudo isso quando escreve aos coríntios: “nenhum dom do Espírito vos falta, enquanto esperais a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo. É ele que vos confirmará até o fim, de modo que estejais livres de culpa no dia de nosso Senhor Jesus Cristo, porque ao vos chamar Deus vos uniu a seu Filho” (1Cor 1,7-9).

Vivendo a Copiosa Redenção, os Redentoristas imitam o Santíssimo Redentor, e por isso celebram a hospitalidade de um Deus que nos surpreende como nosso hóspede (Mt 25,31-46) e nos surpreende como nosso hospedeiro. Antecipamos na nossa vida de Redentoristas o modo de vida que vamos viver no vínculo de amor entre o Pai, o Filho e o Espírito. Sendo sustentados no existir por um tal hospedeiro divino, não podemos deixar de ser hospitaleiros para com os outros ao nosso redor. Saberemos o que isto significa na prática quando notarmos os limites que começamos a colocar na nossa hospitalidade.

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Os Redentoristas e as notícias do Vaticano.

Lviv, Ucrânia
É um Redentorista o novo Administrador da Arquiparquia Greco-Católica de Lviv

Com a transferência da chefia da Igreja Greco-Católica da cidade de Lviv para Kiev, por decreto do Patriarca Lubomyr (Husar), chefe da Igreja Greco-Católica Ucraniana, o Bispo Dom Ihor Vozniak, protosyncellus (chanceler) da Arquiparquia de Lviv da Igreja Greco-Católica Ucraniana, foi nomeado no dia 29 de agosto de 2005 Administrador da Arquiparquia de acordo com o Cânon 220, Artigo 3 do Código de Direito Canônico das Igrejas Orientais. Dom Vozniak prestou juramento na presença do Pe. Dr. Sviatoslaw Shevchuk, presidente do Secretariado do Arcebispo-mor e do Patriarca Lubomyr no dia 31 de agosto de 2005.

O bispo Dom Vozniak foi o primeiro Superior provincial de nossa Província ucraniana depois que ela saiu da clandestinidade em 1990.

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Galeria de fotos (somente "online")

1) Comunidade de Biloxi em frente à residência danificada pelo furacão Katrina: Da esquerda para a direita, em pé: Pe. Richard Luberti vindo para transportar os confrades para Baton Rouge. Sentados: Pes. Albert Babin, Earl Toups, Joseph Armshaw, Edward Cosgrove e Warren Drinkwater.

2) A residência da comunidade antes do furacão.

3) A residência da comunidade depois do furacão.

4) A casa de um vizinho antes do furacão.

5) A casa de um vizinho depois do furacão.

6) Pe. Gregory Schmitt, C.SS.R., pároco da paróquia de Nossa Senhora da Assunção, Santuário do Beato Francisco Xavier Seelos, Nova Orleans, orienta os soldados da Guarda Nacional numa inspecção das dependências da paróquia.

7) Danos em torno da igreja de Nossa Senhora.

8) A torre da igreja de Nossa Senhora, danificada pelo furacão, mas orgulhosamente de pé depois do furacão.

9) Confrades japoneses participam de um retiro dirigido pelo Pe. Ivel Mendanha e promovido no Japão, em agosto, pelo Centro de Espiritualidade.

10) Nova residência da Comunidade em Stara L’ubovna, na Vice-Província de Michalovce.

11) Outro aspecto da nova residência da Comunidade em Stara L’ubovna.

12) O Pe. Superior Geral e o Pe. Jacek Dembek, Conselheiro Geral, preparam-se para a liturgia.

13) O bispo Dom Babyak de Stara L’ubovna dá início à cerimônia da consagração.

14) O bispo Dom Babyak e o Pe. Superior Geral consagram o altar da capela da comunidade.

15) Os Redentoristas celebram com um almoço festivo.

16) O bispo Dom Babyak dirige o canto enquanto o Pe. Superior Geral toca o címbalo!

17) O Pe. Superior Geral celebra a Divina Liturgia na matriz da paróquia.

18) Pe.Kamil Dráb, C.SS.R., autor de boa parte da arquitetura e da arte religiosa da igreja e da residência da comunidade de Stara L’ubovna.

19) Inauguração da estátua do Beato Domingos Trcka.

20) Estátua do Beato Domingos Trcka.

21) O Pe. Superior Geral faz a homilia da Missa para os participantes do Curso de Espiritualidade em Roma e na Itália.

22) Participantes do Curso de Espiritualidade em Roma e na Itália no verão passado.

23) Ordenandos em Hanoi, Vietnã.

24) Ordenandos em Hanoi, Vietnã.

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Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral

Gostaria de saber onde estão os membros do Governo Geral e o que estão fazendo? Os seguintes endereços fornecem a você o Calendário do Governo Geral.

Português: http://www.cssr.com/calendars/CalPR.htm

Esses endereços estão no nosso site cssr.com na Área dos Membros e requerem passwords (senhas). Se você não os tem, veja lá a orientação sobre como obtê-los do Secretário Geral.

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Dos sites dos Redentoristas

Neste mês destacamos o site do Santuário do Beato Francisco Xavier Seelos, C.SS.R. Veja aí mais informações sobre os efeitos do furacão Katrina.

http://www.seelos.org/seelos_seelos_center_news.htm

Destacamos também os sites das Vice-Províncias de Recife e de Fortaleza (Brasil):
http://www.bravil.com.br/redentoristas/crn.htm
http://www.bravil.com.br/redentoristas/recifor.htm

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Notícias da Cúria, dos Secretariados, Institutos e Comissões

Curso sobre Espiritualidade Redentorista
Reflexões sobre uma romaria
Roma, Itália, 6-26 de junho de 2005
Shamus Devitt, C.Ss.R.

Esta romaria de 16 Redentoristas foi uma romaria da mente e das montanhas. As montanhas foram a parte poética. (‘Fiquei encantado com a composição do grupo: realmente, refletia o caráter internacional da Congregação). Olhamos para o presente, retornamos a nossas raízes, de modo que pudemos dar um novo salto nas direções que sentimos que o Senhor está nos apontando.

“Em minha reflexão sobre esses dias, a imagem que me vem sempre de novo é esta: ‘O Rosto dos Redentoristas,- naquele tempo e agora.”

Primeiro as Montanhas: passamos uma das três semanas hospedados em Materdomini, nas montanhas de Avelino, ao sul de Nápoles. Partindo de lá, encontramos o espírito de Afonso e de seus companheiros em Scala e pudemos até ouvir seus gritos e discussões, descritos por Celeste Crostarosa quando estava no seu mosteiro lá perto. Fizemos silêncio na gruta de Scala, encontrando nossa vocação e nossas lutas como Afonso encontrou as dele. Sentimos a sua decepção e seu fracasso quando seu projeto pareceu desintegrar-se no momento em que os amigos o abandonaram.

Em Muro Lucano encontramos Geraldo, garoto e jovem, ardendo de amor pelo Senhor, e conhecendo os Missionários redentoristas, especialmente Pe. Paulo Cafaro, que parecia uma abóbora em cima do púlpito. Geraldo estava vivo para nós em Materdomini, e também as histórias do jovem confrade, muito querido na sua comunidade por sua perspicácia, por seus contos, seu charme, seu gosto pela música e pelas brincadeiras. De alguma forma, ele não estava olhando para o céu enquanto falava conosco. No entanto, sentimos sua paixão pelo Senhor e éramos movidos por ela.

Afonso cresceu diante de nossos olhos, durante essas semanas de romaria (na segunda e terceira semanas voltamos para perto de Roma, mas ele veio conosco). Seu pai, que vivia no mau cheiro das galeras, estava repleto de outras esperanças para seu primogênito: Afonso, o filho, descobrindo mais tarde o suborno e as injustiças dos tribunais, começando seus estudos para o sacerdócio, descrevendo-se a si mesmo como o mais rigorista dos rigoristas. Depois, contudo, o povo o despertou para o amor e a misericórdia de Deus, e ele começou a recordar toda a teologia que tinha aprendido, retornando a São Paulo, a Agostinho, Bento, Anselmo, às autoras místicas, a Lutero e à Graça, ao Renascimento e a Miguel Ângelo. Bem, de fato, nós mesmos fizemos esta romaria, guiados pelos Pes. Felix Catalá e Ivel Mendanha. Fomos conduzidos através dos séculos na nossa procura dos muitos significados de Redenção desde Paulo até hoje, encontrando pelo caminho William Shakespeare, um apaixonado ‘redentor’-ista do seu tempo, através de seus escritos, elevando os pequenos e os excluídos a postos de grande honra, e rebaixando os poderosos.

Afonso foi um homem que cresceu, modificou-se, leu muito e refletiu profundamente, para depois escrever para os outros numa grande cruzada contra o jansenismo, e fazendo já no seu tempo as perguntas que agora são feitas pelos assim chamados ‘Pós-Modernistas’, a respeito do ‘iluminismo’. No nosso encontro com ele, mostrou-nos o coração de Deus, apaixonado pelo povo, e nos disse que, como Redentoristas, somos pessoas que, como Cristo, são ‘ENVIADAS’ à nossa própria geração com a plenitude da redenção que cura, liberta e ama. No caminho ele nos mostrou como ele próprio clareou a compreensão que tinha de seu novo ‘Instituto’, e como ele nos descreve como pessoas que não são propriamente chamadas para serem imitadoras de Cristo em nossas casas (não ‘mosteiros’!), mas pessoas ‘chamadas a seguir o Cristo Redentor na e pela pregação da Boa Nova’ aos que não têm ninguém que lhes pregue.

Ele nos levou numa de suas visitas aos Incurabili,- ‘Nossa visita ao Hospital dos Incuráveis de Nápoles me fez lembrar de meu trabalho no Hospital para os doentes de AIDS nas favelas de Bancoc’,- o mesmo Cristo aqui e lá.

Na romaria, encontramos Januário Sarnelli (agora Beato), provavelmente o amigo mais íntimo de Afonso, que estava cheio da mesma compaixão pelos abandonados do mal cheiroso cais do porto de Nápoles, como Afonso a tinha pelos abandonados das aldeias nas montanhas do sul da Itália e arredores. O que Januário fez em Nápoles provavelmente ia além da capacidade do nobre Ligório, mas era também verdadeira obra de um ‘Redentorista’. Os abandonados estavam onde eles os encontraram.

Clemente Maria Hofbauer também nos fez uma visita, e em nossas mentes percorremos a vasta catedral do seu minúsculo quarto em Viena, de onde ele na sua criatividade achou maneiras de proclamar o evangelho de um modo novo aos universtários, artistas, escritores e políticos. Púlpitos para pregar surgem nas mais variadas formas e lugares – foi o que ele nos mostrou.

E assim, tendo recordado que somos filhos de Afonso, mas acima de tudo, como ele, discípulos do SENHOR hoje, - e tendo encontrado tantos grandes talentos, artistas e poetas de vários séculos e vendo como eles lutaram com esta ‘redenção’,- percebemos que nós também somos pessoas que, como Cristo, somos ‘ENVIADAS’ nos nossos tempos para proclamar ao povo, - na Tailândia, Coréia, Nigéria, Irlanda, Zimbábue, Sri Lanka, Índia, Estados Unidos, Nova Zelândia - o que Deus fez e está fazendo em Cristo. Nós também somos chamados para pegar a tocha e passá-la adiante, para viver o sonho, para receber o Espírito, e para sermos os ‘santos’ de Cristo no nosso tempo. Refletimos sobre os desafios que a Formação nos apresenta hoje e sobre as exigências da Animação na Congregação. Animação e Formação são claramente aspectos do nosso ser ENVIADOS para dar a vida pela Copiosa Redenção.

‘Foi uma experiência maravilhosa partilhar os dias desse encontro com meus confrades do mundo inteiro. ‘O Rosto dos Redentoristas’ mostrou-se fortemente para mim nas vidas desses meus confrades Redentoristas. Que bonito trabalho continuamos a fazer a serviço do povo de Deus! Que maravilhoso e belo retrato a ser pintado quando nos esforçamos por espelhar o rosto de Deus através do ‘rosto do Redentorista’.”

Foi uma grande romaria,- montanhas e tudo mais. Agradeço à Congregação por nos ter dado esse presente.

Queremos partilhá-lo com os outros quando chegarmos em casa.


Encontro do Secretariado Geral para a Participação na Missão
Casa de Retiros São Clemente, Belfast, Irlanda do Norte
27 a 30 de junho de 2005

O segundo Encontro do Secretariado Geral para a Participação na Missão (i.é., os Redentoristas que trabalham com os leigos cristãos na missão) teve lugar no final de junho na Casa Redentorista de Retiros em Belfast, Irlanda do Norte. É verdade: a Irlanda possui 40 tonalidades de verde e igual número de matizes de hospitalidade. O Pe. Michael Kelleher foi o gentil hospedeiro e ofereceu ao Secretariado uma hospitalidade excepcional.

Nossas reuniões constaram de sete sessões de trabalho, de 90 minutos cada uma, Eucaristia diária, Oração da Manhã, visitas à nossa comunidade de Clonard, como também alguns passeios por Belfast e lugares próximos. O encontro começou com uma revisão das metas e objetivos que o Secretariado se propôs no começo do sexênio, a saber, aprimorar a comunicação, a formação e abertura.

No encontro anterior, o Secretariado havia proposto mudar seu nome, de “Secretariado para a Colaboração com os Leigos” para “Secretariado para a Participação na Missão.” Esta mudança de nome criou problemas para a tradução nas línguas latinas. Há uma concordância geral quanto à intenção da mudança, mas os problemas com a tradução levaram à sugestão de que o novo nome seja usado apenas em inglês. Nas outras línguas o mesmo conceito poderia ser expresso usando a palavra “Associados” em vez de “Partnership”. O Secretariado não está satisfeito com um nome diferente nas várias línguas, mas nenhuma decisão surgiu de nossas ulteriores discussões.

Em preparação para o Encontro, Pe. Gerard McCabe, da Província da África do Sul, preparou um trabalho intitulado: “Communio e Participação na Missão.” Gerard começou sua apresentação partilhando conosco o contexto de um enfoque renovado sobre a “communio” na teologia católica, e mostrando o seu impacto sobre os leigos cristãos que trabalham com os Redentoristas na missão. Tomando como base esse estudo, o Secretariado vai preparar dois documentos para os Redentoristas e seus colaboradores. O primeiro será um documento básico que vai analisar os pressupostos filosóficos e teológicos da “communio” e da “missio” no nosso trabalho conjunto. O segundo vai apresentar vários modelos de communio e missio redentoristas na vivência prática de nossa missão com os leigos cristãos.

Nosso segundo tema de debate foi a montagem de um site na internet. O Sr. Jelle Potma (especialista que colabora com a Província São Clemente) ajudou-nos a clarear nossas necessidades e desejos a respeito do site. Foi aceito que o site seja público, mas com uma página inicial promocional que dê ligações para tópicos de particular interesse para os Redentoristas e seus colaboradores. Esperamos ter o site operando no início do outono.

Outros temas tratados foram: a função do Secretariado nas regiões da Congregação; impacto da reestruturação sobre os Redentoristas e seus colaboradores; modelos de abertura envolvendo os cristãos leigos; uma Ratio Formationis dos Missionários Leigos como parte da Ratio Formationis do Governo Geral e finalmente uma assembléia dos colaboradores e uma possível festa em honra de nossos colaboradores. O debate sobre esses temas prosseguirá em nosso próximo encontro. Uma apresentação mais completa dos debates de nosso encontro pode ser encontrada nas atas, que serão publicadas em nosso site. Vamos anunciar a abertura de nosso site por meio de SCALA.

O próximo encontro do Secretariado será em Merrivale, Natal, África do Sul, de 3 a 6 de julho de 2006.


Secretariado de Espiritualidade
Roma, Itália
12 a 15 de septembro de 2005

A reunião plenária anual do Secretariado de Espiritualidade Redentorista realizou-se em Sant’Alfonso, Roma, de 12 a 15 de setembro e foi presidida pelo Conselheiro Geral Pe. Juventius Andrade.

Os outros participantes foram os Pes. Raymond Corriveau, Lawrence Kearns, Sean Wales, Joseph Apisit Kritsaralam, Alberto De Mingo e Irmã Anneliese Herzig. Do Secretariado só não estava presente o Pe. Brian Johnstone, que tinha compromissos com aulas nos EUA.

No início foi avaliado o trabalho feito durante o ano anterior, focalizando especialmente as consultas a respeito da Communicanda sobre a Redenção.

No começo da semana foi tratado o tema principal para este ano, a Vida Consagrada. Ir. Anneliese e Pe. Larry Kearns abordaram temas referentes aos conselhos evangélicos, a função dos votos e a natureza do seguimento radical de Jesus. Pe. Sean Wales falou do trabalho em andamento sobre o voto de pobreza.

Um progresso significativo foi feito na preparação de um documento no estilo de “Carisma 2000’’ sobre o Cap. 1 das Constituições e Estatutos. Este “Carisma 3” deve estar pronto para ser publicado antes do final do ano. Será impresso e publicado na Tailândia.

O grupo refletiu também sobre um “Carisma 4” a respeito do Tema do Sexênio: Dar a vida pela Copiosa Redenção. Pe. Alberto de Mingo ofereceu-se para colaborar, indicando os aspectos escriturísticos do tema. Pe. Felix Catalá vai convocar um pequeno grupo de trabalho para preparar textos adequados.

Uma questão sempre atual é a da meditação e da direção espiritual na tradição redentorista. Muitas praxes foram analisadas. Formularam-se algumas perguntas que serão apresentadas às reuniões regionais da metade do sexênio no ano que vem. Propostas de reflexão devem ser preparadas para a reunião do próximo ano. Foi dada ênfase à habilidade afonsiana de entrelaçar oração e vida.

Dedicamos boa dose de energia à partilha de recursos: foram traçados planos para um site do Secretariado e Pe. Apisit concordou em manter lá daTailândia o site e coordená-lo com o da Congregação. Pe. Ray Corriveau preparou textos litúrgicos, bibliografias e outros recursos que vai colocar à disposição de todos.

Discutimos planos para Encontros e Congressos sobre a Redenção em vista da necessidade de inculturar o Tema do Sexênio.

Outros temas debatidos foram: a qualidade das homilias dos Redentoristas, o próximo Congresso de Teologia Moral, as informações disponíveis sobre nossos Santos e Beatos, o projeto de um livro com artigos sobre o Tema do Sexênio e o estado atual da tradução do livro do Pe. Raponi sobre as Constituições e Estatutos. Uma boa notícia é que será publicada no ano que vem pela Liguori uma tradução inglesa do livro em espanhol sobre o Beato Pedro Donders. Ficou combinado também que serão colocadas no nosso novo site reflexões diárias sobre o Advento e a Quaresma. Ir. Anneliese distribuiu um documento do recente Capítulo Geral de sua Ordem sobre o tema ‘Paixão por Cristo, Paixão pelo mundo: A vida religiosa hoje como Irmãs Missionárias do Santíssimo Redentor.”

Embora a Reunião tivesse muitas coisas a discutir e a planejar, o ponto alto da experiência foi a Eucaristia diária na capela da Cúria. Todos os membros do Governo Geral tornaram muito agradável a nossa estadia e houve um bom senso de continuidade com o trabalho do ano passado. O lado social do encontro não foi negligenciado: tivemos uma noite agradável fora de casa na quarta-feira.

A próxima reunião ficou marcada para o final de agosto ou começo de setembro de 2006 em Chicago, onde esperamos reunir-nos com o Secretariado Norte-Americano de Espiritualidade.


Fukuoka, Japão
Retiro Anual das Vice-Províncias de Kagoshima e de Tóquio
Pe. Joseph Mühlberger e Ir. Stephen Hong

De 5 a 10 de setembro de 2005 sete confrades da Vice-Província de Kagoshima e uma irmã redentorista, junto com quatorze confrades da Vice-Província de Tóquio e mais dois oblatos participaram do retiro anual comunitário organizado pela Vice-Província de Kagoshima e realizado na casa de retiros dos Passionistas em Fukuoka. O pregador do retiro foi Pe. Joseph Ivel Mendanha, C.Ss.R. do Centro de Espiritualidade Redentorista de Roma. O tema do retiro foi: “Espiritualidade Redentorista e Missão.”

Uma questão que tem sido posta com freqüência em nossos dias no contexto do Tema do Sexênio é: como podemos hoje dar a vida pela Copiosa Redenção? O pregador começou o retiro dando uma orientação para uma resposta a essa pergunta. Jesus Redentor está no centro de nossas vidas, é a razão de tudo o que fazemos e do nosso ser Redentoristas. O próprio Jesus Redentor é o desafio para nós nesses nossos tempos de mudança. O retiro chamou nossa atenção para alguns detalhes das vidas de nossos santos e beatos: Afonso, Sarnelli, Geraldo, Clemente e João Neumann. Eles nos foram apresentados como modelos a seguir na doação de nossas vidas pela Copiosa Redenção. Das vidas de nossas santos emergiu uma verdadeira espiritualidade missionária redentorista, a saber, a uniformidade de nossa vontade com a de Deus, o sofrimento que produz fruto, simplicidade e humildade no estilo de vida, zelo e entusiasmo no trabalho pastoral em favor dos mais abandonados, confiança em Deus, um irrestrito amor a Cristo, a prontidão para adaptar e ser criativo na missão e uma devoção a Maria como modelo do verdadeiro discípulo. O ponto alto do retiro foi o apelo à conversão e o desafio para seguirmos os passos de Jesus nosso Redentor como seus verdadeiros discípulos. Todos os confrades participaram da celebração comunitária do Sacramento da Reconciliação e da renovação de nossos votos em comum.

As palestras foram muito bem preparadas e vivamente apresentadas com uma perfeita base nas Escrituras, especialmente nos Evangelhos, para não falar do vasto conhecimento das vidas de nossos santos. Depois de cada palestra éramos convidados a refletir sobre os carismas de cada santo e a considerar como aplicar aquilo na nossa vida comunitária conforme as nossas Constituições. Esperamos assumir esse desafio agora que voltamos para nossas comunidades no fim desse retiro. Esperamos poder ter de novo um outro retiro com tanta inspiração e reflexão.

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Os números passados de SCALA estão arquivados em:
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