| S C A L A |
Dar a vida pela Copiosa Redenção
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| Serviço Redentorista de Comunicação | Número 7 |
Boletim da Congregação do Santíssimo Redentor
Roma, Itália
16 de maio de 2005
Editorial
Estes vinte e dois dias do mês de abril, do dia 2 ao dia 24, vão ficar na história da Igreja. Foi uma oportunidade para avaliar o que passou e para pensar no futuro. Desde a morte de João Paulo II até a eleição e solene tomada de posse de Bento XVI, foi um tempo pascal ímpar. Para quem acompanhou de Roma ou pela televisão esses dramáticos acontecimentos, era evidente que a Igreja Católica era a notícia mais importante desses dias, até mesmo para os meios de comunicação normalmente secularizados ou antagônicos. As ruas e terraços próximos do Vaticano ficaram repletos de peregrinos e de jornalistas. As TVs davam notícias a todo instante. Veio-me à mente fazer a comparação com as três únicas pessoas interessadas que estiveram ao pé da cruz de Jesus, além de um punhado de outros na periferia, testemunhando sua morte. Milhões de pessoas, seis milhões apenas em Roma, e provavelmente mais de um bilhão de telespectadores em todo o mundo, seguiram os funerais do Papa João Paulo II. Será que alguma outra vez a Igreja Católica esteve mais em evidência? O que vai permanecer desse momento evangelizador? Qual a parte dos Redentoristas em aproveitar esse momento único?
Nesta edição de SCALA, trazemos mais vez à memória o falecido Papa, recordando seus contatos com os Redentoristas durante o seu pontificado.
Também nesta edição, focalizamos um confrade de um surpreendente dinamismo: Pe. Cyril Axelrod, C.SS.R. No dia 12 de maio, Pe. Cyril lançou sua autobiografia, intitulada, And The Journey Begins (Começa a Caminhada) onde ele conta suas experiências de origem judaica, de surdez, cegueira e as atividades às quais foi conduzido por essas experiências e pela Providência. Com certeza Você vai gostar de saber o que ele diz do seu passado e de seus projetos para o futuro.
Estamos publicando também uma foto da estátua e do chafariz que homenageiam um falecido Redentorista espanhol muito estimado, Pe. Agustín Panero, por iniciativa da população de Mérida, Espanha, como testemunho de gratidão pelo seu incansável trabalho em favor dos doentes e dos pobres. Que bom saber que nossas lides pastorais são eficazes e divulgadas!
Com a chegada do verão, os confrades em muitas partes do mundo estarão em período de transferências. Nesta edição de SCALA, informamos sobre as Províncias da Europa-Norte que vão se unir e sobre os esforços de algumas Províncias para renovar sua vida e seu apostolado. Pe. Sean Wales oferece aos confrades que trabalham em paróquias algumas reflexões sobre o que faz uma paróquia ser Redentorista.
O Serviço de Comunicações está preparando uma versão redentorista do programa Instant Messenger. Talvez muitos de Vocês já usem o Messenger AIM ou MSN. O nosso vai ser muito semelhante, mas apenas para Redentoristas. Em breve vamos informar-lhe como se inscrever para este serviço, o qual, conforme esperamos, vai ajudar os confrades a manter contatos com os colegas do mundo inteiro. As possibilidades são muitas, tanto para uso individual como para grupos de bate-papo.
Graça e redenção para todos!
Gary Ziuraitis, C.SS.R.
| ÍNDICE |
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Momentos Marcantes |
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Notícias das (V) Províncias |
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In Spiritu Redemptionis |
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Redentoristas que são notícia |
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Os Redentoristas e as notícias do Vaticano. |
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Galeria de fotos (somente "online") |
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Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral |
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Perfis |
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Dos sites dos Redentoristas |
Recentes eventos significativos da Família redentorista
Para uma lista completa desses momentos marcantes, veja o site de Officialia.
Fizeram Profissão Temporária:
Rafael Enrique Esquén Odar, Vice-Província de Peru-Norte, 5 de janeiro de 2005
Pabel Vladimir Mejía Castillo, Vice-Província de Peru-Norte, 5 de janeiro de 2005
Marcos Antônio Mota Moraes, Província de Porto Alegre, 2 de fevereiro de 2005
Hyeon Cheol Park, Região da Coréia, 14 de fevereiro de 2005
James Nang Kyu Yoon, Região da Coréia, 14 de fevereiro de 2005
Gabriel Yang, Região da Coréia, 14 de fevereiro de 2005
Francisco Xavier Yoshiyuki Hagihara, Vice-Província de Tóquio, 19 de março de 2005
Joseph Yoshiaki Hori, Vice-Província de Tóquio, 19 de março de 2005
Stefano Yasunori Noda, Vice-Província de Tóquio, 19 de março de 2005
Fizeram Profissão Perpétua:
Felix Olusola Alabi, Região da Nigéria, 1o de outubro de 2004
Paul Mary Anoyochukwu, Região da Nigéria, 1o de outubro de 2004
Fidelis Enejo Marie Okpanachi, Região da Nigéria, 1o de outubro de 2004
Emmanuel Chukwuemeka, Região da Nigéria, 1o de outubro de 2004
Johnson Obinna Ozor, Região da Nigéria, 1o de outubro de 2004
Godfrey Chukwuemeka Udeh, Região da Nigéria, 1o de outubro de 2004
Augusto Antonio García Oajaca, Vice-Província de San Salvador, 19 de fevereiro de 2005
Jorge Eduardo Díaz Carcamo, Província de Santiago, 13 de março de 2005
Néstor Flaminio Díaz Manríguez, Província de Santiago, 13 de março de 2005
Chandana Sanjeeva Kumara Perera, Vice-Província de Colombo, 15 de março de 2005
Foram Ordenados Sacerdotes:
Dimas Arce Estrada, Vice-provincia de San Salvador, 26 de junho de 2004
Nkem Jude Anyaegbu, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Donatus Ekwugha, Chukwu, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Anthony Sixtus Eluka, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Noel Joseph Eshikena, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Levi Thankgod Ihejirika, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Boniface Sabon Obiora Nnabuike, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Daniel Chukwudi Nwankwo, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Lawrence Odoemena, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Anthony Paul Thompson, Região da Nigéria, 3 de julho de 2004
Agustín Elías Acevedo Barrios, Vice-provincia de San Salvador, 17 de julho de 2004
Antônio Márcio da Costa Amoras, Província de Porto Alegre, 8 de janeiro de 2005
Ivair Rodrigues Nascimento, Província de Porto Alegre, 29 de janeiro de 2005
Moyo Samuel Tryvis, Vice-Província de Zimbábue, 16 de abril de 2005
Eleições (V) Provinciais:
Pe. Winand Claessens eleito Superior Regional da Bélgica-Sul.
Confirmado dia 14 de dezembro de 2004
Pe. André Orban eleito Vigário Regional da Bélgica-Sul.
Confirmado dia 14 de dezembro de 2004
Pe. José Rafael Nieto Cabrera eleito Superior Provincial de Quito.
Confirmado dia 2 de abril de 2005
Pe. Edmund Matthias Hipp eleito Superior Provincial de Munique.
Confirmado dia 6 de abril de 2005
Pe. Peter Renju reeleito Vigário Provincial de Munique.
Confirmado dia 6 de abril de 2005
Pe. Danilo Bissacco reeleito Superior Provincial de Roma.
Confirmado dia 6 de abril de 2005
Pe. Antonio Cirulli eleito Vigário Provincial de Roma.
Confirmado dia 7 de abril de 2005
Pe. Dominic Dinh Minh Hai eleito Vice-Superior Provincial de Extra Patriam
Confirmado dia 18 de abril de 2005
Pe. Clement Vadakkedath eleito Superior Vice-Provincial de Alwaye.
Confirmado dia 18 de abril de 2005
Pe. José Luis Bartolomé reeleito Superior Provincial de Madri.
Confirmado dia 19 de abril de 2005
Pe. Pedro López Calvo reeleito Vigário Provincial de Madri.
Confirmado dia 19 de abril de 2005
Pe. Alphonse Peter eleito Superior Provincial de Estrasburgo.
Confirmado dia 22 de abril de 2005
Pe. Gérard Forst eleito Vigário Provincial de Estrasburgo.
Confirmado dia 22 de abril de 2005
Supressão de Casa:
Holy Rosary na cidade de Jacksonville, Flórida, EUA, Vice-Província de Richmond.
Supressa dia 20 de abril de 2005.
Faleceram:
Pe. Charles Portman, 83, Província Helvética, 7 de março de 2005
Pe. Mauricio Alfredo Cardona Guadrón, 39, Vice-Província de San Salvador, 10 de março de 2005
Pe. Thomas Landtwing, 81, Província Helvética, 17 de março de 2005
Pe. George William Drew, 85, Província de Baltimore, 29 de março de 2005
Pe. Gerard Costello, 91, Província de Londres, 3 de abril de 2005
Pe. Kazimierz Lasak, 70, Província de Varsóvia, 6 de abril de 2005
Pe. Marie-Louis St-Amand, 83, Província de Santana de Beaupré, 7 de abril de 2005
Pe. Pascal (José) Loward, 86, Região da Bélgica-Sul, 13 de abril de 2005
Pe. Agostinho Gomes Sanches, 67, Província de Lisboa, 13 de abril de 2005
Pe. Mario Azaña Sánchez, 87, Vice-Província de Perú-Sul, 19 de abril de 2005
Pe. Kevin Donlon, 79, Província de Dublin, 21 de abril de 2005
Pe. Wenanty Wilkosz, 69, Província de Varsóvia, 24 de abril de 2005
Pe. Alberto Vieira de Araújo, 87, Província do Rio de Janeiro, 26 de abril de 2005
Notícias das (V) Províncias
Os inícios da Província São Clemente
(1994-2005)
No dia 1o de agosto – se Deus quiser – será erigida a Província de São Clemente. Deixarão de existir a Província Flândrica, a de Amsterdã, a de Colônia e a Helvética. Então os territórios dessas Províncias se agruparão como Regiões para formar a nova Província.
A primeira etapa da história da Província de São Clemente começa em 1994 e vai até hoje. Por desejo dos Provinciais da Europa norte-ocidental foi formado um grupo para examinar os anseios e as possibilidades de uma colaboração mais íntima. Além de recomendações concretas, que resultaram em projetos especiais de cooperação, o grupo chegou à conclusão que eram necessárias mudanças estruturais para obter uma adequada e duradoura cooperação. Em janeiro de 2002, estudando a cooperação nos projetos especiais, os Provinciais consideraram positiva esta cooperação. Mas foi uma vez mais salientada a necessidade de estruturar essa cooperação.
Esse desafio foi assumido pelo Pe. Henk Erinkveld (Província de Amsterdã). Ele apresentou num estudo as várias possibilidades de reestruturação. Não evitou a palavra fusão (união). O Governo da Província de Amsterdã endossou esse estudo. A seguir, esse mesmo Governo entrou em contato com as Províncias vizinhas. O estudo foi também submetido ao Governo Geral. A partir do momento em que se começou a falar na opção de unir as Províncias da Europa norte-ocidental, as coisas se puseram em movimento. No estudo de H. Erinkveld foi proposta a fusão (união) das Províncias de Colônia, Flândrica e Amsterdã. Com base nesse estudo, o Capítulo provincial de Colônia declarou-se favorável a deliberações concretas com vistas a uma possível união . Em janeiro de 2003 reuniram-se os Provinciais de Colônia, Flândrica e Amsterdã. Sugeriram que um grupo de trabalho apresentasse estruturas claras de cooperação e traçasse o roteiro para se chegar a uma mudança de estruturas.
Nos inícios do ano 2003 esse grupo de trabalho recomendou a criação da Província São Clemente. Isto representava uma estrutura nova, que garantia duas coisas: 1) uma colaboração íntima e permanente em determinados campos; 2) uma certa autonomia para as Regiões que haveriam de compor a Província. Durante as reuniões pré-capitulares da Região Europa-Norte em Perth (março de 2003) foram apresentadas as recomendações. Ao mesmo tempo, outras Províncias foram convidadas a tomar parte nas discussões, especialmente as de Viena, Munique e Helvética.
Com base no modelo Província de São Clemente, tiveram início as tratativas formais, as negociações para a união. O Capítulo Geral no outono de 2003 serviu de catalisador. O próprio Pe. Geral encorajou a levar adiante o processo. As Províncias de Viena, Munique e Helvética interessaram-se por tomar parte nas reflexões. Em janeiro de 2004 a Província Helvética decidiu participar dos encaminhamentos para a criação da Província São Clemente, mas as outras duas Províncias continuaram hesitantes. As Províncias de Munique e Viena estão pensando em outros modos de cooperação entre si, mas também com a futura Província de São Clemente. Essa comunicação prossegue através do assim chamado segundo processo de encontros regulares.
Até hoje foram feitos cinco encontros de negociações: em dezembro de 2003 (em Wittem), em março de 2004 (em Hennef-Geistingen), em julho de 2004 (em Gadheim perto de Würzburg), em dezembro de 2004 (em Matran) e em fevereiro de 2005 (em Hennef-Geistingen). Pe. Jacek Dembek compareceu a alguns desses encontros representando o Governo Geral. Infelizmente, no Natal de 2003, Pe. Walter Corneillie, o Provincial da Flândrica, faleceu. Era um dos pioneiros da iniciativa da união. Menos de um ano depois, seu confrade, Pe. Harry Mattheessens, faleceu também. Era um dos arquitetos do modelo Província São Clemente .
Durante as deliberações prestou-se atenção a muitos aspectos: a estrutura de governo, o status jurídico e legal da nova Província, as diferentes fases no processo decisório, a divulgação das informações, a preparação espiritual dos confrades para a fusão (união), o nome da Província, os aspectos civis e jurídicos da fusão internacional, etc. etc.. Além disso, foi oferecida uma orientação a respeito do motivo pelo qual tudo começou: a nossa missão pastoral. Em cada oportunidade, os resultados das deliberações eram bem recebidos pelos Capítulos provinciais e pelo Governo Geral.
A certa altura, pensou-se em dar à Província um nome de acordo com o local onde estará o Escritório Provincial: Wittem. Contudo, foi conservado o nome original: São Clemente. Escolhendo um nome não ligado ao território, fica aberto o espaço para o ingresso de outras Províncias que talvez queiram se agregar. Ademais, há motivos históricos e inspiradores. Foi precisamente em torno da pessoa de São Clemente que o ramo norte-europeu da Congregação se desenvolveu, também e especialmente em nossa região. Além disso ele foi e continua sendo um símbolo da procura de novos caminhos para dar um rosto ao carisma redentorista:
Texto: Conselho Provincial de Amsterdã
Tradução inglesa: Pe. Werner Vanmoerkerke
Missões Paroquiais em alta
Cooperação entre Redentoristas e Leigos para levar à conversão
Patricia Fening Gayes
Nota do Editor: A Província de Denver recentemente reforçou sua equipe missionária com dois jovens pregadores redentoristas e um hispânico. A narrativa seguinte a respeito das Missões no coração dos Estados Unidos é tirada do National Catholic Reporter.
Começa a terceira noite de uma missão paroquial de cinco dias na igreja de São Patrício da cidade de Wadsworth, Ill. As luzes do templo estão apagadas, exceto a do círio pascal, que é o símbolo da pregação daquela noite. As mais de mil pessoas presentes estão quietas. “Que a luz de Cristo dissipe as trevas de vossos corações e mentes,” diz o Pe. Pete Schavitz, missionário redentorista. Acende uma vela no círio pascal, símbolo de vida – diz ele – de esperança e de certeza de que Deus nunca nos abandonará.
Cada fiel recebeu uma vela ao entrar na igreja esta noite. Agora Pe. Schavitz acende as velas de vários ajudantes que continuam a passar a luz para os que estão na igreja. Dentro de instantes, a escura igreja se transforma num brilhante espaço de luz. Em seguida ele convida todos a erguer suas velas e a claridade conjunta se reflete nas paredes e no teto, enchendo a igreja de luz.
“Quando a luz de Cristo dentro de cada um de nós está unida com a luz de Cristo vivo em nossos irmãos e irmãs, nós expulsamos as trevas não apenas desta igreja, mas de todo o mundo.” A noite da missão termina com a oportunidade de celebrar essa luz de Cristo no Sacramento da Reconciliação.
As missões paroquiais – chamadas também retiros paroquiais – fazem parte das iniciativas da Igreja Católica desde o século XVII. “A missão está aberta para todos os que querem experimentar a misericórdia amorosa de Deus e desejam seriamente crescer no relacionamento com o Senhor,” diz Pe. Schavitz. A missão é um tempo de pregações numa paróquia, que dura a maioria das vezes de 4 a 6 dias, embora no passado fosse comum estender-se por um mês.
A Congregação Redentorista, cujo nome nos Estados Unidos é sinônimo de pregação de missões, tem pregado missões desde que Santo Afonso Maria de Ligório fundou o grupo para este fim em 1732. Muitos outros institutos religiosos masculinos e femininos também incluem entre suas atividades a pregação de missões. Além disso, alguns padres diocesanos têm se dedicado a este trabalho. Também Leigos estão pregando missões em número sempre maior. Como é de esperar, cada grupo tem sua maneira própria. O estilo único da missão redentorista se baseia no lema de sua Congregação, “Nele há copiosa redenção.”
As missões costumam começar com palestras nas missas dominicais nas quais os convites são feitos. Em geral estão centradas nos sermões de cada noite, mas o programa inclui missas com homilias pela manhã e a disponibilidade para visitas às escolas de ensino básico e para conversas individuais durante o dia.
O objetivo da missão é a conversão – quer a conversão inicial à Igreja Católica, quer uma renovação da conversão contínua que acontece na vida da pessoa. Através da conversão de seus membros, também a paróquia se renova. Quando bem sucedida, a missão produz um impacto que dura muito além do sermão de encerramento.
Os preparativos para a missão variam de acordo com os pregadores. A maioria das missões paroquiais realmente começa alguns meses antes da data, quando os pregadores se reúnem com a equipe auxiliar voluntária. “O dever dessa equipe é encher a igreja para a pregação da primeira noite; meu dever é fazer com que o público retorne,” diz Pe. Schavitz. O sucesso da missão depende de como a paróquia a divulgou e conseguiu motivar as pessoas. “Fazer todos participar – este é o princípio. Envolver todo mundo, dar a cada um uma função. Começar com um pequeno grupo, que vai irradiar para um grupo maior. Providenciar atendimento aos bebês, cuidar da alimentação, remover os impedimentos para quem quer participar,” acrescenta Schavitz.
Diz ele que o mesmo princípio de envolver as pessoas vale também durante as pregações. “Desde os tempos de Santo Afonso, tentamos usar uma linguagem que o povo entenda, procuramos inspirar e interessar, de tal modo que os ouvintes aprofundem sua experiência vital da redenção divina.”
Debbie Micksch é paroquiana da igreja de São Patrício em Wadsworth, Ill., onde Pe. Schavitz pregou três missões nos últimos nove anos em companhia de um outro sacerdote redentorista. “Quando participei de nossa primeira missão paroquial, fui chamada a responder a um relacionamento mais profundo e muito mais íntimo com Deus,” disse Micksch. “Faz sete anos que isto aconteceu. Daí para frente minha vida não foi mais a mesma. Foi como se meus olhos e meus ouvidos se tivessem aberto de um modo totalmente novo e o que senti então continua a produzir fruto na minha vida de cada dia.”
Desde então, diz ela, passou a participar muito mais nos trabalhos da igreja, “e não estou sozinha. Ouvindo os testemunhos de muitos outros que compareceram às nossas missões paroquiais, as histórias são semelhantes.” Micksch citou exemplos dos frutos das missões: vários grupos novos de reflexão bíblica, adoração eucarística, ministérios de homens e de mulheres e grupos de oração. “A missão não é evento paroquial passageiro,” diz ela. “É uma realidade viva que persiste nas pessoas muito tempo depois de terem acompanhado a missão, e justamente por isso, a própria paróquia assume um compromisso mais profundo e duradouro com a Igreja.”
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As Paróquias Redentoristas
Sean Wales
Estatuto 018 O MINISTÉRIO PAROQUIAL
Os Redentoristas que se dedicam a esse ministério devem desempenhar com toda a diligência os deveres paroquiais, bem conscientes de que quanto mais agirem com espírito missionário, tanto mais realizarão uma missão, por assim dizer, permanente.
Nossa longa experiência de trabalho de renovação paroquial através de nossas Missões e da pastoral em nossas próprias paróquias (as que temos atualmente e as que tivemos no passado) nos ensinam a respeito das permanentes necessidades do povo: desejo de profundidade na sua relação com Deus e na qualidade de sua vida cristã; carência de uma educação adulta da fé, desejo de uma real experiência de comunidade e o imperativo de traduzir a experiência de fé em ação concreta em favor dos mais necessitados.
Indicamos a seguir alguns elementos da espiritualidade paroquial que podem ajudar a enriquecer nosso ministério:
1. ORAÇÃO E CULTO. As comunidades redentoristas que se ocupam do ministério pastoral devem tornar-se escolas de fé e de oração. A qualidade da celebração litúrgica, o nível de participação dos leigos nos ministérios, a intensidade da vida devocional da paróquia são elementos que devem desafiar-nos em nosso apostolado.
2. FORMAÇÃO CRISTÃ. Um aspecto central da renovação paroquial é o empenho por uma educação adulta na fé. Nosso carisma da proclamação explícita do Evangelho ocupa um lugar central neste particular. Embora a catequese seja indipensável na renovação paroquial, muitas vezes não é acompanhada de uma adequada mistagogia. Nossa religião não interessa apenas às mentes mas também aos corações: precisamos experimentar na oração e na vida aquilo que professamos.
3.COMUNIDADE. Uma das queixas mais comuns e difusas a respeito da vida paroquial hoje em dia é a sua funcionalidade: muitas pessoas não sentem a paróquia como uma comunidade. Em vista da ênfase teológica na Igreja como comunhão, continuará havendo um apelo a todos os agentes de pastoral paroquial para que ajudem a criar um espírito de comunidade. Essa questão tem particular importância para nós que trabalhamos nas paróquias como comunidade: somos uma comunidade redentora no coração da comunidade paroquial. Quem sabe a frieza de nossas comunidades paroquiais é um reflexo de nossas comunidades redentoristas?
4. SOLIDARIEDADE. A paróquia, como a fé, sem boas obras é morta! A espiritualidade autêntica manifesta-se num sentido de Missão. A convicção de que a paróquia é uma Igreja-local-em-missão é constitutiva do ser cristão. A primeira missão é proclamar a Palavra de Deus, adorar o Pai pelo Filho no Espírito. A evangelização continua sendo a tarefa primordial de todo cristão e de todas as manifestações do Cristianismo. Estamos conscientes de que o critério do autêntico Cristianismo é o amor e que portanto a paróquia é um centro de ação e de solidariedade em favor de todos os necessitados. A Igreja local da África do Sul tomou como orientação o lema A Comunidade a serviço da Humanidade. Cada paróquia nossa tem ampla oportunidade de exercer a caridade cristã de maneiras criativas e sensíveis diante da terrível pandemia da aids.
5. ADMINISTRAÇÃO. Vamos falar disso também! Vamos, sim. Administração seria apenas questão de conseguir mais e mais dinheiro (para fins honestos, é claro) ou vai mais além? Embora seja necessário um bom controle financeiro, não estamos falando aqui de todos os talentos e capacidades da paróquia e de como são postos a serviço de comunidade mais ampla? Ela não abrange nosso cuidado com o meio-ambiente, a beleza artística de tudo que se relaciona com o culto e nosso modo de tratar os funcionários da paróquia, etc ?
Acho notável como podemos tirar do Capítulo 5 de nossas Constituições e Estatutos alguns princípios úteis para o nosso ministério pastoral. Seria interessante observar como aplicar o princípio da corresponsabilidade (C.92) e o espírito de colegialidade (C.100) às nossas paróquias. O princípio de subsidiaridade (C.94) poderia contribuir para as estruturas paroquiais que promovemos. O princípio da solidariedade (C.95) poderia aplicar-se ao trabalho quer no interior da paróquia, quer com outras paróquias, grupos de igreja, católicos ou não. O princípio da adaptabilidade (C.96) nos libertaria das antigas queixas (Sempre foi assim nesta paróquia) para sermos criativos e responsáveis em novos contextos.
Redentoristas que são notícia
Pastoral dos Surdos-Cegos
Mãos Abertas
Ian Urqhart
Uma Missa no sábado dia 27 de novembro marcou o início da Pastoral dos Surdos-Cegos na Arquidiocese de Westminster. Pe. Cyril Axelrod,C.Ss.R. teve a honra de concelebrar a Missa com o Bispo Dom Bernard Longley, que esteve ao lado do Pe. Cyril o tempo todo, chegando a comunicar-se pelo alfabeto dos surdos-cegos!
Quando entrei na catedral de Westminster, chamaram-me a atenção os sinais de mãos amarelas pregados aos lados de cada banco. Havia também alguns voluntários que traziam um cinto vermelho e branco – cores que identificam as pessoas cegas-surdas. Os cegos-surdos estavam sentados no presbitério de ambos os lados do altar com seus intérpretes.
Um deles recebeu até a licença de levar para dentro da igreja o seu cão guia de cegos.
A Missa transcorreu muito bem, claramente sinalizada e interpretada para os surdos-cegos.
O evangelho foi a história de São Tomé que recusou-se a crer que Jesus tinha ressuscitado dos mortos até que o viu e tocou em suas chagas. Na sua homilia Pe. Cyril lembrou o episódio e salientou o significado do toque, porque os surdos-cegos recorrem ao toque para se orientar e para comunicar-se com os outros.
Houve algumas coisas interessantes nessa Missa especial. No início, Dom Bernard Longley permitiu que cada surdo-cego tocasse seu báculo e na hora do ofertório eles puderam também tocar o pão e o vinho.
Alguns surdos-cegos foram chamados para comunicar por meio de sinais as Orações dos Fiéis; todos os surdos-cegos tiveram participação na Missa e isto foi um estímulo muito positivo para a comunidade dos surdos-cegos.
Depois, os surdos-cegos que compareceram foram convidados a tomar um chá na residência do Arcebispo. Pe. Cyril recebeu um presente tátil em forma de uma mão aberta, para comemorar o 34o aniversário de sua ordenação.
A exposição sobre os surdos-cegos na capela de São Patrício foi muito impressionante. Os dez painéis eram separados em duas seções, a primeira dedicada à história dos cegos e surdos-cegos, e a segunda dedicada ao Alfabeto Manual dos surdos-cegos. A exposição permitiu aos visitantes entender melhor o que significa ser surdo-cego.
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O Papa João Paulo II e os Redentoristas
Graças ao Noticiario Español Redentorista (NER#504) de Madri, podemos apresentar esse resumo da ligação do falecido Papa João Paulo II com os Redentoristas.
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Nossa Senhora do Perpétuo Socorro é a primeira ligação. Todos nós ouvimos falar muitas vezes de sua devoção a Maria sob este título na sua juventude. Ouvimos dele próprio, quando visitou nossa igreja de Santo Afonso em Roma no dia 30 de junho de 1991 para celebrar o 125o aniversário da veneração do Ícone do Perpétuo Socorro na igreja da Via Merulana. Numa conversa com a comunidade após a cerimônia religiosa, ele disse: Lembro-me que durante a última guerra, quando os nazistas ocupavam a Polônia, eu trabalhava
numa fábrica em Cracóvia. À tardinha, ao voltar para casa, eu costumava entrar na igreja dos Redentoristas, onde estava o quadro de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Quantas vezes me ajoelhei diante dele, não apenas porque estava no meu caminho, mas também porque eu o achava muito lindo! Tornei a visitar aquela igreja quando era Bispo e Cardeal de Cracóvia. Lá preguei muitas vezes e administrei os sacramentos, especialmente a Confirmação. Por isso, vir aqui hoje é como voltar ao passado, ao meu tempo de jovem
(CSSR Communicationes, N° 85).
Como Cardeal de Cracóvia, ele participou do Congresso Eucarístico de Melbourne, Austrália. Seu avião fez uma escala em Manila e o Cardeal estava ansioso por celebrar a Missa, mas não havia capela no aeroporto. Além disso, Polônia e Filipinas não mantinham relações diplomáticas. Mas as autoridades permitiram ilegalmente que ele saísse e o Cardeal Santos de Manila sugeriu que ele fosse à igreja de Baclaran que ficava bem perto. Era uma quarta-feira, dia da Novena Perpétua em honra de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Mais tarde, como Papa, ele chegou a Manila para uma visita apostólica e celebrou Missa outra vez em nossa igreja de Baclaran, durante a qual pronunciou estas memoráveis palavras: Estou aqui pela segunda vez em minha vida. A primeira foi numa escala em minha viagem ao Congresso Eucarístico na Austrália, quando celebrei a Missa naquela noite, e pude testemunhar a devoção, verdadeiramente filial, alegre e confiante, que têm para convosco, ó Mãe do Perpétuo Socorro, os fiéis e o povo desta grande cidade, a capital das Filipinas (Communicationes No 4, 88).
Nosso Fundador, Santo Afonso.
Santo Afonso é uma outra ligação com o Papa.
Em 1979, primeiro ano de seu pontificado, o dia 1o de agosto, festa de Santo Afonso, caiu numa quarta-feira, dia da costumeira audiência pública. Naquela audiência, o Papa citou Santo Afonso três vezes (Orbis, N° 49, p 53).
Em nossos Arquivos existem muitos documentos referentes aos aniversários afonsianos nos anos de seu pontificado.
-Durante o XIX Capítulo Geral C.Ss.R., celebrado em 1979, não tinha sido possível ter uma audiência com o Papa. Em compensação, ele recebeu o Conselho Geral no dia 6 de dezembro daquele ano. O discurso do Papa foi publicado no Osservatore Romano do dia 7 de dezembro, sob o título Renovai vosso empenho missionário na fidelidade a Santo Afonso (BPE, XVI, 95-97).
-14 de junho de 1982. Carta de felicitações por intermédio do Secretário de Estado, por ocasião do 250o aniversário da fundação da Congregação (BPE, XVII, 230-233).
-18 de novembro de 1985. Audiência aos Capitulares durante o XX Capítulo Geral C.Ss.R.. (NER, 279).
-1o de agosto de 1987. Carta Apostólica sobre o Bicentenário da morte de Santo Afonso (BPE, XX, 169-177).
-12 de novembro de 1990. Homilia na Basílica de Pagani durante a sua visita à Arquidiocese de Nápoles (BPE, XXI, 261-265).
-24 de setembro de 1996. Mensagem por ocasião do 3o Centenário do nascimento de Santo Afonso (BPE, XXIV 347-351).
-11 de outubro de 1997. Carta a seu Legado para o encerramento do 3o Centenário do nascimento de Santo Afonso (NER, 423).
-3 de outubro de 2003. Audiência aos membros do XXIII Capítulo Geral (site CSSR. XXIII Capítulo Geral, Audiência papal).
-6 de agosto de 2004. Carta à C.Ss.R. sobre o Ano Geraldino.
-Há ainda a Mensagem enviada pelo Papa às Irmãs Redentoristas por ocasião do 3o Centenário do nascimento da Irmã Maria Celeste Crostarosa, 31 de outubro de 1996 (BPE, XXIV, 351-354)
Beatificações
Durante o pontificado de João Paulo II houve um inédito aumento do número de nossos Beatos:
-23 de maio de 1982: Pe. Pedro Donders.
-24 de abril de 1988: Pe. Gaspar Stanggassinger.
-12 de maio de 1996: Pe. Januário Sarnelli.
-9 de abril de 2000: Pe. Francisco Xavier Seelos.
-27 de junho de 2001: o bispo Dom Nicolau Charnetskyj, e os Padres Zenão Kovalyk, Basílio Velychkovskyj e Ivan Ziatyk.
-4 de novembro de 2001: Pe. Metódio Domingos Trčka.
São João Neumann tinha sido canonizado antes da sua eleição, mas durante a sua visita aos Estados Unidos, João Paulo II rezou diante de seu túmulo em Filadélfia e no seu discurso à Hierarquia do País descreveu-o como um modelo para todos os bispos (Orbis, 51, 14-15).
Coincidências
Ao saudar o Papa quando de sua visita à Casa Generalícia pelo 125o aniversário da entrega do Ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro à C.Ss.R., o então Superior Geral, Pe. Juan Lasso de la Vega, lembrou algumas coincidências. Ele foi eleito Papa no dia 16 de outubro, festa de São Geraldo; publicou sua primeira encíclica Redemptor Hominis no dia 15 de março, festa de São Clemente; e outras encíclicas têm o Redentor no título: Redemptoris Mater, Redemptoris Missio…(CSSR Communicationes, 85).
Anedotas
O falecido Cardeal redentorista Joseph Clement Maurer costumava dizer brincando que, embora não desejasse a morte de Paulo VI, gostaria de participar de um conclave. Por sorte ou por castigo, ele participou de dois! Em sua primeira saudação pessoal ao Papa João Paulo II após a eleição deste, ele disse assim: Seja forte e mostre-se homem! Nós vamos ajudar V.S., vamos rezar por V.S. Em resposta, o Papa disse que tinha se comprometido a celebrar o 75o aniversário da casa redentorista de Cracóvia no dia 26 de outubro,
mas que agora infelizmente não podia manter sua promessa (Orbis, 46, 74-75).
Nas edições do jornal ‘Ya’ de 27 de outubro de 1981 e 24 de janeiro de 1982, foi publicada uma foto com essa legenda: Pe. Paulo Dezza, Delegado papal para os Jesuítas com o Papa João Paulo’ (foto UPI). De fato, a pessoa que estava com o Papa não era o Pe. Dezza, mas o nosso confrade Irmão Adriano Maria Cremades, que recebia uma bênção papal para seu irmão, Pe. Antônio Maria Cremades, por ocasião dos seus 60 anos de profissão (NER 237).
Durante a celebração do Congresso Internacional de Mariologia em Malta em 1983, o Vaticano mandou uma carta assinada pelo Papa João Paulo II, na qual ele enaltecia a contribuição à Mariologia prestada pelos santos do século XVIII, tais como São Luís de Montfort e São Leonardo de Porto Maurício; não era mencionado Santo Afonso. O nosso Pe. Angel Luís, que tomava parte no Congresso, não pôde suportar uma omissão tão grande. Ao passar por Roma, ele teve uma audiência com Mons. Martínez Somalo e pediu-lhe o favor de retificar a omissão na publicação da carta na Acta Apostolicae Sedis e sugeriu o texto a ser inserido. Quando a Carta apareceu na AAS, assinada pelo Papa João Paulo II, ela continha as palavras do Pe. Angel Luís: “E como poderíamos esquecer a incomparável autoridade de Santo Afonso Maria de Ligório, o qual, como São Pio X recordava com razão, foi não somente o intrépido defensor da Imaculada Conceição, mas também o grande apóstolo que propagou a devoção a Maria Imaculada? (NER, 261).
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Galeria de fotos (somente "online")
Shetland
Dois membros da Comunidade St Patrick de Edimburgo, Pe. Ed Hone e Pe. Richard Reid, pregaram há pouco uma Missão paroquial em Shetland – que fica mais ao norte que São Petersburgo, Rússia, ou Helsinki, Finlândia!
#1
e #2
Missa que marcou o início da Pastoral dos Surdos-Cegos do Pe. Cyril Axelrod
#1 e #2
Exposição na recepção para o Pe. Cyril Axelrod
Pe. Cyril Axelrod e o Bispo Dom Bernard Longley
O Papa João Paulo II e o Conselho Geral do sexênio 1991 – 1997
O Papa João Paulo II e o Pe. Juan Lasso de la Vega, na época Superior Geral
Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral
Visita à Vice-Província de Burkina-Níger
Pes. Serafino Fiore e Athanase Nsiamina
17 de janeiro a 13 de fevereiro de 2005
Os Conselheiros Gerais Pes. Serafino Fiore e Athanase Nsiamina visitaram a Vice-Província de Burkina-Níger, de 17 de janeiro a 13 de fevereiro de 2005.
Em 1946 chegavam a Burkina-Níger os primeiros Redentoristas, vindos das Províncias de Lyon e Paris. Começaram imediatamente a estruturar a Igreja, fundando estações missionárias e depois paróquias a serviço das dioceses. Assim tiveram início as Vice-Províncias de Fada N’Gourma e Niamey. A partir de 3 de janeiro de 1996 as duas Vice-Províncias se uniram, para formar a Vice-Província de Burkina-Níger. Na ocasião da Visita esta Vice-Província contava com 43 confrades, sendo 1 bispo, 24 sacerdotes, 4 irmãos, 12 estudantes professos, 3 estudantes de teologia em experiência pastoral e 7 noviços. Havia também 9 postulantes estudando filosofia.
Os confrades dessa Vice-Província vêm de diversos Continentes: são 26 africanos do Togo, Níger, Burkina-Faso, Benin, e Costa do Marfim; 16 europeus, sendo 13 franceses, 2 poloneses e 1 espanhol; e 1 da Austrália. O nosso itinerário foi o seguinte: Niamey, Tchirozerine e Maradi quanto ao Níger; e Kantchari, Fada N’Gourma, Tibigi e Ouagadougou quanto ao Burkina Faso.
A maioria da população no Níger é muçulmana; há grande número de animistas e apenas 3% são cristãos. Embora os Redentoristas tenham evangelizado o Níger por mais de 50 anos, existe apenas um punhado de cristãos: em Tchirozerine são 25, que pela maior parte vieram de países vizinhos. Na Páscoa tiveram a felicidade de celebrar 3 batismos -- 2 jovens e 1 adulto. Uns 10 tuaregues foram batizados ou estão a caminho da fé cristã. Três confrades trabalham no catecumenato e celebram a Eucaristia. A Missão no Níger é em boa parte uma missão de presença entre os muçulmanos. As conversões são raras e o trabalho pastoral é feito entre cristãos de países vizinhos. Mas a população aprecia a presença dos cristãos no País, porque a Igreja está empenhada no desenvolvimento e em projetos sociais.
Não obstante o pequeno número de conversões, esta missão está animada de um espírito específico de dar testemunho e dialogar. Os confrades reconhecem que não é uma proclamação explícita do Evangelho, mas antes, uma resposta de vida evangélica “convivendo com os extremamente pobres”. Além disso, três confrades – dois sacerdotes e um irmão – são de origem muçulmana e animista. Portanto podemos dizer que há esperança de ter jovens do Níger na Congregação.
Em Burkina Faso o panorama é outro. Na fronteira vemos os baobás, e o verde é uma novidade que nos dá as boas-vindas, embora o deserto também não tenha poupado inteiramente o País. A Igreja é viva e florescente. Nossos confrades trabalham como párocos ou vigários paroquiais, ou se ocupam em treinar catequistas e preparar para os sacramentos. Houve 150 batismos no ano passado. Também visitam as aldeias, dirigem grupos religiosos, dão aulas para os analfabetos, fazem campanhas de esclarecimento sobre a aids e ajudam também na perfuração de poços. Cooperam na luta pela justiça, especialmente nos casos de casamento forçado de menores e de circuncisão feminina. Trabalham em estreita cooperação com outros Institutos religiosos, especialmente no campo da formação.
Houve ainda dois fatos marcantes durante a Visita dos Conselheiros: a visita às Irmãs Redentoristas e o encerramento da Visita pelo Revmo Pe. Geral.
Esta Visita fraterna nos dá ocasião de viver a vida de uma outra cultura, que estamos evangelizando e que nos evangeliza.
Voltar ao ÍndicePerfis
Pe. Cyril Axelrod CSsR
by Larry Kaufmann CSsR
Cyril Axelrod é um dos nossos confrades sem igual na Congregação. Nascido no Judaísmo, do qual ele se orgulha, é surdo de nascença e agora totalmente cego, perito em Braile, sabe exprimir-se por sinais em várias linguagens internacionais de sinais, como também em inglês, africâner e cantonense. Já recebeu muitos prêmios internacionais, e um Doutorado honoris causa em 2001. Em breve lançará sua autobiografia intitulada And The Journey Begins, E Começa a Caminhada, editada por Douglas McLean Publishers, de Gloucester, Reino Unido, e que será lançada em Church House, Westminster Abbey, no dia 12 de maio deste ano. O Diretor do Serviço de Comunicação, Pe. Gary Ziuraitis vai representar o Pe. Geral neste evento.
Quando era criança, Cyril desejou ser rabino. Na juventude, mudou de idéia e, terminados os estudos, abraçou a carreira de contador. Mas Deus tinha outros planos para ele, plantando a semente da vocação ao sacerdócio na Igreja Católica. Mas havia obstáculos a superar.
Conta a história que Cyril pediu ao bispo Dom Green de Port Elizabeth para ser aceito como candidato à ordenação. O bispo, que era entusiasta do apostolado dos surdos, ficou encantado com essa perspectiva e começou a preencher os formulários. Perguntou-lhe: “Qual a religião de seu pai?” Cyril respondeu: "Judeu." Continuou o bispo: "Então sua mãe deve ser católica, não?" "Não," disse Cyril, "ela também é judia." "Então você é um convertido?" "Não," respondeu Cyril, "ainda não fui batizado." "Bem," concluiu o bispo, "este será seu primeiro passo no caminho para a ordenação."
E assim, depois de admitido na Igreja no dia 15 de agosto de 1965, Cyril foi enviado por Dom Green para estudar artes liberais na Universidade Gallaudet de Washington DC, o único instituto acadêmico para surdos nos EUA e provavelmente no mundo. Ao mesmo tempo ele estudou filosofia na Universidade Católica. Voltou para a África do Sul em 1967 para completar a teologia, e foi ordenado sacerdote por Dom Green para a Diocese de Port Elizabeth dia 28 de novembro de 1970. A ordenação foi um evento memorável, ilustrada com a linguagem dos sinais por um Redentorista dos EUA, Pe. David Walsh, capelão dos surdos que Cyril ficou conhecendo no tempo que passou nos EUA. Mas houve outros aspectos notáveis naquela ordenação. Na época, Cyril era o segundo surdo de nascença do mundo a ser ordenado. Porém, o mais incrível é que a mãe de Cyril assistiu à cerimônia. A maioria dos confrades achava que isto seria pacífico. Mas como judia estritamente ortodoxa, a mãe de Cyril decidira que não poderia comparecer à ordenação sacerdotal de seu filho único, pois havia relutado bastante para aceitar sua conversão do Judaísmo. Aconteceu que, três dias antes da festa, ela tomou uma decisão, e quando Cyril foi chamado para a ordenação, foi ela que o levou até o bispo.
O ministério sacerdotal de Cyril como padre surdo assumiu proporções universais. Foi capelão escolar de escolas para surdos, tendo sido ele próprio aluno da Escola São Vicente para Surdos de Joanesburgo. Pregou missões e retiros para surdos em toda a África do Sul em várias línguas, e criou um jardim de infância para surdos em Soweto e um albergue para negros ao norte de Pretória. Durante todo este tempo Cyril estava cuidando de sua mãe viúva. Secretamente, no entanto, alimentava o sonho de se tornar Redentorista. A mãe de Cyril morreu no dia de Santo Afonso.
No ano seguinte, 1975, Cyril entrou na Congregação. Tornou-se ecônomo vice-provincial em 1984, e mestre de noviços. Nos primeiros 12 anos de vida redentorista, Cyril era muito solicitado como missionário internacional: pregou missões aos surdos na Itália, Irlanda, Reino Unido, Holanda, Estados Unidos, Cingapura e Austrália. Quando estava em Cingapura descobriu uma grave carência de atendimento pastoral aos surdos no Extremo Oriente. Parecia que Deus o estava chamando para campos missionários distantes. Cyril começou a estudar o chinês, chegou a dominar 4000 caracteres, e depois de dois anos sentiu que estava pronto para aceitar a proposta de um trabalho com os surdos em Hong Kong e Macau, para onde se transferiu em 1988, em união com a Província de Camberra que havia fundado lá uma comunidade.
Sofrendo de retinite pigmentosa, Cyril tornou-se progressivamente cego. Depois de quase quinze anos de apostolado entre os surdos no Extremo Oriente, foi forçado, pela total cegueira, a retirar-se e foi para a “Deafblind UK”, em Peterborough, Inglaterra, onde ele estudou Braile, e aprendeu a profissão de massagista terapeuta e aromaterapeuta. Agora o sentido do tato é seu principal meio de comunicação. Ele está exercendo um apostolado internacional entre os surdos-cegos, tendo iniciado em 2004 a Pastoral dos Surdos-Cegos na Arquidiocese de Westminster.
Eu morava com Cyril quando sua progressiva cegueira foi diagnosticada. Com plena consciência, paz interior e coragem, Cyril simplesmente me falou: "Deus tem usado minha surdez na sua obra. Talvez possa usar também minha cegueira."
O computador de Cyril transpõe para ele um texto normal para o alfabeto Braile. A internet é provavelmente seu principal instrumento de comunicação com o “mundo exterior”, e ele certamente gosta de corresponder com os confrades. Seu e-mail é cyril@axelrod1.freeserve.co.uk
Voltar ao ÍndiceDos sites dos Redentoristas
Neste mês o site em destaque é www.redemptorists.com É fruto da colaboração entre os confrades da Região da América do Norte.
Com certeza Você vai gostar de conhecer esta homenagem audio-visual ao Papa João Paulo II: http://michaellewismusic.com/pope/
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