| S C A L A |
Dar a vida pela Copiosa Redenção
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| Serviço Redentorista de Comunicação | Número 3 |
16 de Janeiro de 2005
Editorial
Nesta edição Você recebe mais notícias a respeito da situação nas áreas atingidas pelo maremoto Tsunami onde há Redentoristas. Mais uma vez, os Redentoristas estão dando sua resposta nos momentos mais críticos da vida das populações.
Aqui em Roma houve uma exposição de presépios. Um desses presépios mostrava a imagem costumeira da manjedoura, ambientada numa fenda encravada no globo fraturado do mundo. Achei muito apropriada a imagem. Não obstante as tragédias deste mundo, o Verbo verdadeiramente “scende dalle stelle” como Santo Afonso disse no seu hino, e vem ao nosso mundo quebrantado para ser nossa Paz e nossa Luz!
Pedi aos membros do Conselho Geral e da Cúria para escreverem sobre suas impressões durante seu primeiro ano de serviço. Algumas dessas impressões aparecem nessa edição; virão outras nas próximas.
Acabamos de receber a notícia de que a mãe do Conselheiro Geral Pe. Jacek Dembek faleceu repentinamente na Polônia. Sei que Vocês todos estão unidos a ele pelos sentimentos de pêsames e pelas orações. Pedimos suas orações também pelo cunhado do Ecônomo Geral Pe. Patrick O’Keefe, também falecido recentemente, que era amigo nosso e hóspede ocasional de nossa Casa Sant’Alfonso.
Como no caso do maremoto Tsunami, haverá Edições Especiais de SCALA quando necessário.
Gary Ziuraitis, C.SS.R.
| ÍNDICE |
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Momentos Marcantes |
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Notícias das (V) Províncias |
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In Spiritu Redemptionis |
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Galeria de fotos (somente "online") |
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Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral |
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Notícias da Cúria, dos Secretariados, e Comissões |
Para uma lista completa desses eventos, veja o “site” de Officialia
Fizeram Votos Temporários:
Ivan Datsko, Província de Lviv (Ucrânia), 19 de agosto de 2004.
Andrij Dobrovetskyj, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Bohdan Heleta, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Roman Kuzyckyj, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Vasyl Melnychenko, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Apolinariy Nikalayev, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Mukola Senkiv, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Volodymyr Tuhaj, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Andrij Yurkevych, Província de Lviv, 19 de agosto de 2004.
Lúcio Marcos Bento, Província do Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2004.
Maikel Pablo Dalbem, Província do Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2004.
Ronaldo Sérgio de Faria, Província do Rio de Janeiro, 8 de dezembro de 2004.
Fizeram Votos Perpétuos:
David John Hore, Província de Camberra, 29 de agosto de 2003
José Carlos Meneguzzi, Província de Porto Alegre, 1 de agosto de 2004.
Igor Bezkostyj, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Mykhajlo Ivanyak, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Roman Kvasnytsia, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Vitalij Oleschchuk, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Ruslan Pikh, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Andrij Rak, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Taras Svirchuk, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Yurij Zhdyans´kyj, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Anatolij Zhyvchak, Província de Lviv, 15 de agosto de 2004.
Desius Kaki, Província da Indonésia, 16 de outubro de 2004
Yohanes Berchmans Notan Watun, Província da Indonésia, 16 de outubro de 2004
Giovani Don Bosko Wora, Província da Indonésia, 16 de outubro de 2004
Asterius Zangu Ate, Província da Indonésia, 16 de outubro de 2004
Francis Xavier Nghia Zuan Cao, Vice-Província de New Orleans, 19 de novembro de 2004
Neville Arul Sinnappah, Vice-Província de Ipoh, 5 de dezembro de 2004
Foram ordenados Sacerdotes:
David John Hore, Província de Camberra, 12 de junho de 2004.
Dmytro Novosad, Província de Lviv, 14 de julho de 2004.
José Roberto de Oliveira, Província de Goiás, 4 de dezembro de 2004.
Rafael W. Carillo Poma, Vice-Província do Peru-Sul, 12 de dezembro de 2004.
Mario Genaro Isla Chávez, Vice-Província do Peru-Sul, 12 de dezembro de 2004.
Marco Antonio Navarro Mendizábal, Vice-Província do Peru-Sul, 12 de dezembro de 2004.
Foi ordenado Diácono:
Nghia Xuan Cao, Vice-Província de New Orleans, 20 de novembro de 2004.
Oblatos:
Ferdinand & Gertrud Derrenbecher, Província de Colônia, 18 de novembro de 2004.
Hans Lessel, Província de Colônia, 18 de novembro de 2004.
Eleições Trienais:
Philip John Trenchard, reeleito Superior Provincial de Londres. Confirmado dia 7 de dezembro de 2004.
Edward Hone, Vigário Provincial de Londres. Confirmado dia 7 de dezembro de 2004.
Zdzislaw Klafka, reeleito Superior Provincial de Varsóvia. Confirmado dia 7 de dezembro de 2004.
Vasyl Ivaniv, eleito Superior Provincial de Lviv. Confirmado dia 9 de dezembro de 2004.
Ereção e Supressão de (V)Províncias/Regiões:
Província da Bélgica-Sul, supressa dia 1 de janeiro de 2005.
Região da Bélgica-Sul, erigida dia 1 de janeiro de 2005.
Ereção de Casas:
Casa “São Geraldo”, em Daravaloor, Punaloor, Kerela, Índia, erigida dia 20 de dezembro de 2004.
Falecimentos:
Padre James Kennedy Muthu, 40, Vice-Província de Ipoh, 16 de novembro de 2004.
Padre William L. Jacob, 84, Província de Baltimore, 26 de novembro de 2004.
Irmão Norman (Peter) White, 95, Província de Canberra, 2 de dezembro de 2004.
Padre François Forté, 85, Província de Santana de Beaupré, 7 de dezembro de 2004.
Irmão Ludwig (Augustin) Rath, 86, Província de Munique, 9 de dezembro de 2004.
Padre Igor Myschaliak, 35, Província de Lviv, 10 de dezembro de 2004.
Padre Afonso Paschotte, 59, Província de São Paulo, 16 de dezembro de 2004.
Padre Paul Henderson, 80, Província de Baltimore, 17 de dezembro de 2004.
Padre Julius George Deimel, 91, Província de Baltimore, 19 de dezembro de 2004.
Irmão Siegmund Stockl, 80, Província de Munique, 21 de dezembro de 2004.
Padre Hermanus (Herman) de Groot, 79, Província de Amsterdam, 21 de dezembro de 2004.
Clérigo Estudante Henrique Samba Katumba, 31, Vice-Província de Luanda, 23 de dezembro de 2004.
Irmão Joseph (Majella) Pham Van Thuyet, 94, Província do Vietnã, 24 de dezembro de 2004.
Padre Matthias Harren, 83, Província de Colônia, 26 de dezembro de 2004.
Notícias das (V) Províncias
Sri Lanka
Tsunami
Caros confrades,
Muito obrigado a Vocês por terem escrito via e-mail, exprimindo sua solidariedade, perguntando sobre nossos confrades e suas famílias, e prometendo orações, ajuda financeira,....etc. Peço desculpas por não ter condições no momento de escrever a todos individualmente agradecendo sua fraterna preocupação conosco. Nesta hora de tragédia nacional, suas mensagens não só nos fortaleceram mas também nos fizeram sentir a solidariedade da família CSSR, especialmente numa hora como essa. Ficamos muito sensibilizados com seu interesse por nós.
Tenho certeza, pelo que muitos de Vocês disseram em seus e.mails, que a TV de seus Países tem informado ao vivo os danos causados pelo Tsunami em nossa pequena ilha. Estávamos ainda lutando como nação em nossos esforços para construir a paz e a estabilidade econômica e política no País, antes que esse desastre nos atingisse; e agora, com essa catástrofe natural, a maioria de nossos compatriotas parece ter perdido toda esperança! As estatísticas da calamidade são terríveis: cerca de trinta mil corpos já recuperados (muitos outros jamais o serão, porque parecem ter sido sepultados debaixo de montanhas de areia que a onda anômala trouxe consigo!). Mais de um milhão de pessoas perderam suas casas com tudo o que tinham: tudo foi arrastado para o mar em poucos segundos! O País inteiro está de luto, e de fato ontem foi um dia de luto nacional. Parece haver uma bênção escondida no meio de toda essa calamidade: nossa nação que era tristemente dividida, parece agora unir-se nesta hora de necessidade! Não somos mais a mesma nação de antes do cataclisma! Esperamos que seremos diferentes, sobretudo unindo-nos para a reconstrução após a catástrofee, por assim dizer, em muitas áreas de nossas vidas! A demonstração de solidariedade internacional também é gigantesca: vieram muitos para nos ajudar.
Todos os nossos confrades estão ilesos, mas três de nossos confrades mais jovens escaparam por pouco naquele dia fatídico! Estavam indo à praia para nadar, mas uma hora antes de eles chegarem ao lugar (Negombo), o Tsunami já tinha feito a sua devastação! E assim escaparam! Se a onda assassina chegasse uma hora depois (ou eles chegassem à praia uma hora antes!), bem podemos imaginar o que teria acontecido! Agradecemos a Deus por esse milagre! As famílias de dois dos nossos confrades, Pes.Sanath e Shiran (que moram muito perto do mar) foram evacuadas pelas forças de segurança, mas já voltaram para suas casas. Não sofreram nenhum dano grave.
Alguns de nossos caros confrades me pediram os dados de nossa conta bancária para que pudessem enviar alguma contribuição que possa servir para ajudar a socorrer nosso povo. Neste momento alguns de nossos confrades colaboram com seus esforços individuais juntamente com as extensas campanhas de ajuda e de reconstrução já iniciadas. Mas nossa Região de Colombo espera fazer alguma coisa de sólido e duradouro, como a construção de casas, em vez de empenhar-se no socorro imediato (que está chegando através de vultosas doações). É nosso intento fazer isto através das diversas estruturas diocesanas. Já que alguns de Vocês pediram nossos dados, se quiserem enviar algum auxílio, aqui estão os números da conta redentorista, para a qual podem mandar o que desejarem, e nós faremos a transferência para o respectivo Fundo diocesano de ajuda:
Número da Conta: 0180559817
Nome do Titular da Conta: D.V.A.Tirimanna
Nome do Banco: Hatton National Bank
No:1, Dalada Veediya,
Kandy,
Sri Lanka
Pedimos que continuem a rezar por nossa querida nação; o que realmente precisamos agora é paz de espírito, especialmente aqueles que têm de recomeçar suas vidas a partir do nada. Não há ajuda financeira que possa fazer isto! Somente a oração. Continuem rezando, por favor, pelos milhares de famílias que não vêem esperança alguma no horizonte!
Mais uma vez, obrigado a Vocês pelo seu interesse por nós e quero também desejar-lhes um Feliz Ano Novo 2005, de muita paz!
Seu confrade em Cristo Redentor,
Vimal Tirimanna, CSsR
INDIA
Felizmente nenhuma de nossas casas redentoristas foi atingida nas áreas da costa sudeste e nas ilhas de nosso País, a Índia. Mas um dos santuários marianos mais importantes do nosso País foi terrivelmente atingido, causando a morte de mais de dois mil peregrinos no local. Fechamos nosso teologado em Bangalore e os vinte e cinco estudantes foram ajudar como voluntários nos trabalhos de socorro por quinze dias. É nossa maneira de demonstrar solidariedade com nossos irmãos e irmãs flagelados e com nosso País devastado. Os estudantes de teologia com seu Prefeito e o diretor dos estudos foram ajudar no que é necessário agora, ou seja, dar conforto e assistência, resgatar os corpos, e socorrer as vítimas. É uma situação muito penosa que enfrentam nossos estudantes, mas também uma oportunidade maravilhosa para demonstrar como nós Redentoristas podemos estar ao serviço de nossas irmãs e irmãos necessitados. Ivel Mendanha
No dia 18 de dezembro de 2004, 35 pessoas receberão o Diploma – certificado do Curso de Formação de Missionários Leigos, organizado pelos redentoristas da Bahia – organização do Pe. José
No dia 30 os leigos de Bom Jesus da Lapa farão os seus primeiros compromissos.
No dia 13 de fevereiro de 2005 celebraremos os 10 anos dos primeiros compromissos dos leigos na Bahia.
10 ANOS JÁ SÃO PASSADOS...
No dia 5 de fevereiro de 1995, na igreja de N.S.das Candeias –no Bairro de Pituaçu- aconteceu uma grande festa: a profissão religiosa perpétua de três jovens redentoristas; a profissão religiosa temporária de mais dois jovens e, pela primeira vez, o compromisso de 22 missionários leigos que “guiados pelo Espírito de Deus, consagraram suas vidas ao Cristo Redentor na caridade e no zelo apostólico, comprometendo-se, por um ano, a viver como Missionário Leigo Redentorista , na Congregação do Santíssimo Redentor , esforçando-se na obra da evangelização dos pobres e excluídos.”
Para alguns, essa renovação “por um ano” está para acontecer pela 10a vez, e nisto está a verdadeira graça. A nossa perseverança é sinal de que continua a mesma “brasa no peito e a flecha na alma” (este foi o canto de entrada naquele inesquecível dia). Olhar para dez anos atrás é ver que muitas coisas aconteceram, houve saídas e entradas, porém,mesmo seguindo em frente, sabemos que nos encontramos fielmente no mesmo lugar,juntos, com o mesmo compromisso.
Agradecemos ao Cristo Redentor que nos abriu este caminho, e a Ele pedimos que nunca nos faltem força interior e saúde para responder a Seu chamado, tornando-nos sempre protagonistas da evangelização.
Agradecemos a Congregação Redentorista que tanto vem se empenhando na formação de missionários leigos, e vai aqui um agradecimento especial àqueles que, mais de perto, vêm se dedicando à nossa formação permanente, mantendo-nos unidos e sobretudo empenhando-se no nosso crescimento porque acreditam nos leigos.
Que N.S. do Perpétuo Socorro sempre nos proteja e nunca desvie de nós o seu olhar de Mãe.
Região da Nigéria
Estudantado Redentorista Está Se Tornando Realidade
Pe. Wilfred Chiwetalu, C.Ss.R
Por mais de 15 anos, o Estudantado Redentorista da Nigéria esteve localizado no coração da cidade de Ibadan, perto do Seminário Maior S. Pedro e S. Paulo e a cerca de 4 kms do Instituto Dominicano, onde nossos estudantes estudam filosofia e teologia. O Estudantado consistia de casas alugadas, espalhadas pela cidade, alguns blocos distantes uns dos outros. A capela principal, por exemplo, ficava a uns 500 ms de distância de alguns alojamentos dos estudantes e a cozinha e a biblioteca ficavam também longe. Os estudantes tinham de caminhar um certo trecho para irem à Missa, para as orações da manhã e da noite, para as refeições e outros encontros comunitários.
Não era fácil viver deste modo, tanto para os estudantes como para os formadores dos estudantes encarregados de orientá-los. Assim, quando, no dia 11 de dezembro de 2004, nós, os 60 valentes, trocamos as casas alugadas de Bodija pela nossa recém-construída Casa Ssmo Redentor, situada nos arredores de Ibadan, o Governo regional, os estudantes -- e em particular seus formadores– deram um suspiro de alívio.
A nova Casa Ssmo Redentor está situada na vila Kulodi, a uns 16 kms do centro de Ibadan. A vila Kulodi fica junto à auto-estrada Ibadan-Ife. Nós a chamamos de: “Estrada Ife”.
História da Propriedade da Estrada Ife
Em 1990, a Missão da Nigéria, então confiada à ex-Província de Oakland, começou seu programa de formação na diocese de Ibadan. O bispo exigiu que os Redentoristas construíssem uma conveniente casa de formação. Em conseqüência, começou a procura de um terreno suficiente para construir um edifício apropriado.
A princípio, conforme Pe. William Cleary, a intenção era comprar cerca de 10 acres para construir as casas do Noviciado e Estudantado. Após ulterior reflexão, foi comprada uma propriedade de aproximadamente 52 acres, que consistia principalmente de uma floresta tropical. Pe. Cleary elogia o Pe. Gilbert Enderle, que o aconselhou sobre o projeto, pela sugestão.
Foi tomada a decisão de murar a propriedade para evitar invasores e lavradores itinerantes, coisa típica dos moradores de Ibadan, que poderiam usurpar ou até mesmo pretender direitos de propriedade sobre o terreno. Para garantir o acesso ao terreno, Irmão Daniel Hall, C.Ss.R construiu uma estrada asfaltada, ligando a propriedade com a estrada Ibadan-Ife. Desde a construção dessa estrada, houve um imenso deslocamento de gente para a área, e os vizinhos começaram a investir em suas propriedades.
Pe. Lasso Presidiu a Cerimônia de Lançamento Dos Alicerces (1994)
Pe. Juan Lasso, precedente Superior Geral da Congregação, numa visita à nova região da Nigéria, teve a honra de presidir a cerimônia de lançamento dos alicerces em janeiro de 1994. Muitos Redentoristas de diferentes Países africanos e do Governo Geral estiveram presentes abrilhantando a festa. Terminado o evento, o próximo passo seria a construção da casa do Noviciado.
A Casa do Noviciado
A construção da casa do Noviciado começou em 1994. Foi feito contrato com uma empresa italiana chamada Ponti. Irmão Dan Hall, C.Ss.R supervisionou a construção desde os alicerces até o estágio final. A casa ficou uma obra-prima, adequada para a formação e funcional para retiros. Depois, em 1997, os noviços se mudaram para o novo prédio. Pe. Richard Thiele, Mestre dos Noviços e Pe. William Peterson, Diretor dos Pré-Noviços dirigiam o grupo. Irmão Dan Hall mudou-se também para lá. Depois que os Noviços e os Pré-Noviços se mudaram com seus Diretores, suas residências na cidade foram ocupadas pelos estudantes.
A Construção do Estudantado
As obras da construção da nova Casa Ssmo Redentor começaram em setembro de 2003. Duas razões principais levaram a esta decisão. Primeiro, o número dos estudantes estava (e ainda está) aumentando e as casas alugadas tornavam-se cada vez mais inadequadas para abrigar os estudantes, a biblioteca, os computadores, etc.
Em segundo lugar, os proprietários das casas alugadas reajustavam cada ano o preço do aluguel, criando mais dificuldades para nós. Para livrar-nos deste peso, foi tomada a decisão de construir o Estudantado. Sendo que a propriedade da Estrada Ife tinha espaço suficiente, a opção preferida foi construir ali. Acredita-se que a casa do Estudantado poderá também servir de casa de retiros, especialmente durante as férias dos estudantes.
Os trabalhos da construção foram iniciados em setembro de 2003. O tempo previsto para o término das obras era de 12 meses, o que significava que o prédio estaria pronto em setembro de 2004. Como muitas vezes acontece em construções, não ficou pronto. Ponti, a firma italiana que construiu a casa do Noviciado, enfrentou muitos problemas. As conjunturas de uma economia cambaleante, que influenciam o custo da mão de obra e dos materiais de construção, como também as chuvas incessantes durante a estação das águas afetaram gravemente o andamento da construção. Ponti não foi capaz de cumprir os prazos e por isso nossos estudantes só se transferiram para a Casa Ssmo Redentor no dia 11 de dezembro de 2004, três meses após a data prevista.
O Futuro
Por ora, Ponti completou apenas uma fase da obra. O outro prédio junto com as obras de paisagismo estão ainda em andamento. Espera-se que em 2005 Ponti conclua de fato os trabalhos. Mas ainda não é o fim. O estudantado não tem capela. Os estudantes estão usando o salão de eventos como capela. Está sendo realizada uma extensa campanha na Província de Denver, EUA, para levantar os fundos necessários para completar o conjunto.
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In Spiritu Redemptionis
In Spiritu Redemptionis
Do Presépio à Cruz e mais além
Sean Wales
Às vezes não é fácil distinguir os começos e os fins. O que parece ser um fim vem a ser um novo começo; o que parece um começo acaba se demonstrando um fim. No final do seu longo poema ‘Four Quartets’, T.S. Eliot escreveu:
“Não cessaremos de buscar
E o fim de toda a nossa busca
Será chegar aonde começamos
E conhecer o lugar pela primeira vez.”
Por ser a Páscoa, por assim dizer, o modelo de toda realidade cristã, certos aspectos do mistério pascal podem ser encontrados em todas as festas cristãs. É por isso que o Natal é marcado tanto pelo sofrimento como pela glória; o Natal manifesta igualmente a pobreza e a riqueza; o Natal revela ao mesmo tempo tristeza e alegria.
Além dos sofrimentos e ansiedades de Maria e de José, a liturgia da oitava de Natal nos lembra, pelas festas do protomártir Santo Estevão e dos Santos Inocentes, que o Natal não é só brilho e prazer: o preço deste nascimento é medido pela morte. Contudo, nada pode silenciar o canto dos anjos: “Glória a Deus no mais alto dos céus” (Lc 2,14).
“Sendo rico, fez-se pobre por nós, para nos enriquecer com sua pobreza” (2Cor 8,9). A pobreza física do presépio pode ter sido romantizada em excesso, mas nada pode diminuir o auto-esvaziamento (kenosis) do Verbo nem abarcar a riqueza infinita de Deus.
A tristeza do Natal está traduzida nas palavras do prólogo do evangelho de João: “Veio para o que era seu, mas os seus não o receberam” (1,11); o que é contrabalançado pela frase seguinte: “Mas a todos os que o acolheram, deu o poder de se tornarem filhos de Deus.” A alegria do Natal é a alegria de receber o dom totalmente gratuito da vida divina.
Alegria é algo mais profundo que prazer, algo mais duradouro que lazer. Tem sido descrita como o florescer da vida – e a consciência deste florescer. Se a alegria do Natal é a celebração da vida de Cristo em nós, então é o cumprimento da promessa de Cristo: “Digo estas coisas para partilhar minha alegria com eles em plenitude” (Jo 17,13)
A alegria do Natal é transformadora: “Agora estais tristes, mas de novo eu vos verei, e vossos corações vão se encher de alegria, e essa alegria ninguém vos poderá tirar” (Jo 16,22).
Foi o gênio – e a inspiração – de santos como Francisco e Afonso, que exprimiram esta alegria do Natal de maneiras que tocam os corações de todas as pessoas, principalmente aquelas que as considerações teológicas não atingem. O que Francisco fez com seus presépios, Afonso fez com suas canções, novenas, “setas de fogo”, meditações e sermões. Ninguém ao ler “A Encarnação, Nascimento e Infância de Jesus Cristo” pode deixar de notar o ardor e o entusiasmo de Afonso diante desse mistério de amor: “(Deus) quis com tal prodígio de amor ser como que acorrentado por nós e, ao mesmo tempo, acorrentar nossos corações obrigando-os a amá-lo”.
À luz da Páscoa podemos ver que toda a vida de Jesus é redentora; na verdade, que Jesus em pessoa é a nossa redenção. Por isso os mistérios gozosos que celebramos no Natal são mistérios de redenção: o redentor no seio materno, o nascimento físico daquele que é o “Unigênito de toda a criação” (Cl 1,15) a manifestação da glória divina no cântico dos anjos, a surpresa dos pastores diante do Santo Menino, a revelação aos sábios visitantes, as idas e vindas da Sagrada Família no país e fora, no Egito: são todos momentos redentores. O anjo disse aos pastores que o menino nascido naquele noite era o “salvador”; sua própria essência é redimir, por isso diz o anjo que esta notícia será “uma grande alegria, uma alegria a ser partilhada com todo o povo (Lc 2,10-11).
Nossa ênfase redentorista no presépio, na cruz e no altar pode ser vista como um modo de unificar o grande mistério da redenção: presépio (nascimento temporal do Filho Único de Deus, eternamente gerado), cruz (os mistérios da paixão e da morte de Jesus) e altar (o Senhor da glória presente no seu mistério pascal). Nossa vida pessoal muitas vezes revive esses mistérios gozosos, dolorosos e gloriosos, e nosso ministério muitas vezes reflete os mistérios luminosos do Cristo vivo.
O modo como nós, Redentoristas, apreciamos o Natal é um forte indício de como estamos vivendo nossa vocação redentora. No Natal contestamos a queixa de Nietzsche de que os cristãos deveriam ter mais a aparência de redimidos. Nossa tradição garante que algo daquela “grande alegria” do primeiro Natal, uma grande alegria revelada em cada dimensão da vida, morte e glorificação de Cristo, encontra expressão entre nós.
Seja qual for nossa teologia, ou nossa falta de teologia, nós todos gostamos de receber presentes de Natal. Se somos pessoas civilizadas, também gostaremos de dar presentes no Natal. Descobrimos a alegria de dar e de receber; os rituais dos presentes de Natal revelam aspectos do que há de melhor em nós mesmos.
Os “presentes de Natal” nos fazem lembrar do grande “Presente de Natal”: o Menino Redentor. Em nossas liturgias natalinas damos de novo as boas-vindas ao Dom que o Pai nos fez, e fazemos de Jesus nosso presente ao Pai. Esta alegria de receber e de dar no Natal está enraizada na Páscoa de Cristo, nascimento para a plenitude da glória.
São Fulgêncio de Ruspe escreve: “É conveniente que no dia do Natal de Nosso Senhor ouçais falar também sobre o dia da Ressurreição do Senhor. Pois assim com o Unigênito Deus se dignou nascer para nós, assim ele se dignou morrer na carne por nós, e dignou-se ressuscitar... Concebido no seio materno, fez-se participante da nossa morte; ressuscitando do túmulo, fez-nos participantes de sua vida”.
Quando Isaac Watts escreveu aquela que é provavelmente a mais alegre canção de Natal, baseou-se no Salmo 98, o qual convida toda a criação a cantar e a louvar a Deus pela sua presença e sua salvação. Exultamos ao renovar a retumbante alegria e celebrar as maravilhas de seu amor neste Natal:
‘Alegria para o mundo, o Senhor veio:
que a terra receba seu Rei;
todo coração prepare o lugar dele
e cantem o céu e a natureza’.
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Galeria de fotos (somente "online")
Rogações ao Senhor dos Milagres
Bogotá, Colômbia
Santuário Redentorista de Buga
De sete em sete anos celebra-se uma festa em honra do Senhor dos Milagres, uma imagem de Cristo crucificado que data do século XVI e se conserva no santuário de Buga, confiado ao Redentoristas colombianos. Como o nome indica, muitos milagres são atribuídos a Nosso Senhor sob este título.
Nos quatro meses que antecedem a festa, o povo colombiano conduz a imagem através do País em peregrinação pela paz. A peregrinação percorre umas 300 cidades e vilas, com extraordinária participação do povo colombiano.
Ir para a Galeria de fotos para ver as fotografias
Fotos:
1. Missa de encerramento em honra do Senhor dos Milagres na Praça Bolívar em Bogotá.
À esquerda, a residência do Cardeal.
2. O Cardeal Pedro Rubiano Sáenz, Arcebispo de Bogotá, presidindo a celebração na Praça Bolívar.
No fundo, o edifício do Congresso Colombiano.
3. O Cardeal incensa a imagem do Senhor dos Milagres de Buga.
4. Outra foto da imagem, com Bogotá Alcaldá no fundo.
Eslováquia
Irmãs Redentoristas
Novo Mosteiro em construção
Está sendo construído o novo mosteiro das Irmãs Redentoristas em Kežmarok, Eslováquia. O término previsto das obras é por volta da Páscoa.
Fotos:
1. Capela do Mosteiro
2. As Irmãs encerram uma lembrança da data na pedra funda mental.
Atividades do Padre Geral e do Conselho Geral
Roma
Do Conselho Geral
Serafino Fiore
Balanço de Um Ano
O ano de 2004 foi o primeiro ano vivido plenamente com o novo grupo do Conselho Geral. O que posso dizer de meus novos companheiros de trabalho? Considerando que só eu e o Pe. Geral Tobin fazíamos parte do grupo do sexênio precedente, eu seria tentado a fazer comparações, que são sempre antipáticas e, além disso, inoportunas. Cada pessoa, cada situação, cada grupo tem sempre alguma coisa de irrepetível e único. Posso apenas dizer que com os novos companheiros de trabalho e de vida sinto-me muito bem. Empregamos vários meses para aprender um certo método, para esclarecer algumas coisas, mas agora vejo que entre nós o entrosamento é muito bom, e existem todas as premissas para oferecermos um bom serviço à Congregação, independentemente dos nossos limites e das dificuldades objetivas que esta missão nos reserva.
O que gostaria de recordar sobretudo deste ano? Na Itália havia (e continua havendo em vários lugares) o costume de jogar na rua, no começo do Ano Novo, as coisas velhas e inúteis, ou as que foram motivo de maior desgosto. Então, eu deveria dizer: O que jogaria fora no início deste ano? O que guardaria carinhosamente comigo e partilharia na festa com os outros?
Entre as coisas que me causaram desgosto, colocaria certamente as notícias das mortes violentas ou repentinas de alguns confrades mais ou menos jovens, sobretudo as mais recentes: Pe. Igor da Província de Lviv, falecido na Espanha, Pe. Harry da Província Flândrica, Pe. Macrino da Província do México, Pe. Paschotte da Província de São Paulo. E certamente esqueço alguns. Fiquei preocupado também diante das notícias que chegavam da Costa do Marfim, quando os rebeldes se insurgiram, ou das Filipinas e do Haiti por ocasião de furacões ou tufões. Também aqui, repito, a lista é incompleta: os nomes citados são apenas símbolo de outras notícias tristes que certamente não consigo recordá-las todas neste momento.
E agora, as belas recordações: as visitas feitas no Congo e na Índia (Bangalore) foram para mim ocasião para encontrar os confrades, e sobretudo no segundo caso, de visitar um país que eu não conhecia e com o qual me encantei à primeira vista. Também a visita feita à Província da Bélgica-sul é para mim motivo de gratidão ao Senhor. Uma recordação especial ocupa minha visita ao Brasil: primeiro com uma presença, junto com o Pe. Athanase, ao nosso Santuário de Aparecida por ocasião da festa. Ali vivi momentos extraordinariamente intensos, vi uma fé popular que se manifestava de um modo belíssimo, tocante, mas ao mesmo tempo respeitoso do espírito da liturgia. Durante a novena em Aparecida entendi um aspecto importante da missão redentorista no Brasil hoje. E depois o Norte e o Nordeste do País: primeiro Recife, com os Estados de Pernambuco, Paraíba e Rio Grande do Norte, depois Manaus e a Amazônia.
Permitam-me que termine com uma imagem de esperança e de alegria. De 14 a 19 de agosto, junto com o Pe. Geral, participei em Bonn, Alemanha, de um encontro trienal com os jovens da Pastoral da Juventude e das Vocações Redentoristas da Europa. Cerca de 600 jovens participaram, num clima de festa e de fé. Leste e Oeste se abraçaram com a espontaneidade que só os jovens têm, não obstante as diferenças de línguas e de tradições. Também este foi realmente um momento muito belo, pelo qual não posso deixar de agradecer ao Senhor.
E daqui a pouco, a África: pelo menos nos primeiros meses do novo ano vou viajar por Burkina Faso, Níger, Quênia, Zimbábue. Está prevista também uma visita à nossa comunidade mais próxima, a Casa Santo Afonso na Rua Merulana. E depois do verão, Edmonton-Toronto no Canadá. Se Deus quiser, terei ainda muitos motivos para dizer-lhe “Obrigado, Senhor”, também pelo Ano Novo que vai começar.
Roma
Conselho Geral
Juventius Andrade, C.SS.R.
Uma Experiência de Vida Comunitária Internacional…
Existe um livro, escrito pelo casal Scott e Kimberley Hahn, chamado “Rome Sweet Home - a Journey to Catholicism” (Roma, doce lar, viagem ao Catolicismo), no qual contam sua caminhada até abraçarem a fé católica. Num sentido local, não teológico, minha mudança para Roma poderia ser assim intitulada?! Depois de eleito para o Conselho Geral, agora para mim se trata de viver em comunidade na Cúria Generalícia. Neste sentido, pode ser chamado de ‘lar’. Isto representou para mim, até o momento, uma mudança mental!
Mas como Roma é ‘doce’? Os que moram em Roma têm sentimentos ambivalentes vivendo aqui. Como qualquer lugar, Roma pode ter aspectos doces ou amargos. No entanto, o fato de morar em Roma (a questão é quantos meses cada ano!) também nos fornece um ambiente, um ponto de referência, pelo menos como Conselho Geral, para estarmos ligados com as diferentes Unidades. Em termos práticos também, seja aonde for que nossas viagens nos levem, significa voltar a ‘Roma’ depois de uma visita a uma Unidade da Congregação!
Sob outro aspecto, morar em Roma também significa não apenas morar em Roma, (nem apenas morar na Itália), porém muito mais. Significa morar numa comunidade internacional e dela fazer parte. No Conselho Geral temos a riqueza e a variedade de confrades de mui diversas nações, culturas e línguas. A tendência para formar comunidades internacionais manifestou-se no último Capítulo Geral. Dir-se-ia que esta vai ser também a “expressão em moda” na Congregação à luz da movimentação das populações no mundo e da necessidade de lhes prestar serviços. Os paralelos podem não ser perfeitos, mas o fato de pertencer ao Conselho Geral nos faz lembrar da realidade de estarmos envolvidos na missão da Congregação enquanto comunidade internacional.
Por ter vindo da Província de Bangalore na Índia (onde nossos confrades lidam com ao menos dez línguas diferentes!), estou preparado para viver num ambiente de muitas culturas e línguas. Viver em Roma acrescenta a isto um sabor internacional e ajuda a encarnar o conceito de ‘irmão’ além das fronteiras de nações, culturas e línguas.
Visitar pela primeira vez algumas Unidades e ouvir falar ou refletir sobre as outras no Conselho Geral, também me serve para recordar que a experiência de comunidade internacional, embora tenha agora um renovado impulso na Congregação, não é um conceito novo. Era já plena realidade quando as Províncias-Mães assistiam e acompanhavam as novas Unidades no seu esforço de promover as vocações nativas. Já está acontecendo na medida em que algumas Unidades se movimentam para assessorar essas Unidades em busca de uma nova visão da missão e repassam recursos para um serviço mais eficaz e criativo ao povo.
A primeira metade do ano 2004 foi para mim um tempo de mudança e de de adaptação ao novo modo de viver como Redentorista. A segunda metade consistiu numa série de viagens e nos primeiros contatos com a realidade dos confrades em seu ambiente. Levei quase cinco meses para conseguir a Licença de Residência e só depois disto é que pude viajar para fora da Itália. Dia 14 de agosto de 2004 tive a oportunidade de estar presente à Ordenação Episcopal de nosso Conselheiro Geral emérito, Emmanuel Cabajar, em Cebu. A Igreja local das Filipinas reconheceu seus talentos, e seus dotes artísticos e musicais podiam ser facilmente identificados na Liturgia e nos símbolos do dia. Foi também uma ocasião para me encontrar com os confrades da Província de Cebu. A escala em Cingapura deu-me a chance de experimentar a hospitalidade dos confrades residentes nas diversas comunidades de Cingapura. De fato, um confrade desta Vice-Província de Ipoh faz parte da comunidade internacional formada em Dalat, Malásia, junto com um confrade da Província de Cebu e um da Província da Indonésia.
Neste sexênio nossas Visitas Canônicas estão sendo organizadas por zonas ou regiões particulares. As mais recentes, no mês de outubro, às Unidades do Norte e do Nordeste brasileiro, nos possibilitaram encontrar, como Governo Geral, alguns dos confrades que trabalham juntos através de diferentes fronteiras. A visita à Vice-Província de Fortaleza foi para mim particularmente inspiradora com relação ao zelo e ao trabalho entre os abandonados. Nossas próximas visitas, a várias Unidades da África, nos primeiros meses de 2005, serão também um lembrete das diferentes nacionalidades que já trabalham dentro das diversas Unidades da Congregação na África e junto com elas. A necessidade, a presença e a forma das comunidades internacionais são coisas que a Comissão para a Reestruturação vai considerar à luz de nossa missão.
A globalização nos colocou diante de novos desafios e lutas, e portanto diante de novas possibilidades. Realmente os tempos estão exigindo um modelo e um tipo de presença internacional que possibilite a missão da CSSR chegar até os pobres esquecidos e abandonados. A realidade da Encarnação se exprime de certa forma, através da dimensão da inculturação. Será que a urgência de comunidades internacionais vai ser um apelo aos confrades para que encontrem, por amor à Missão, um lar longe de seu lar? Afinal, fizemos a profissão religiosa não para nossa Unidade de origem, mas para a Congregação à qual pertencemos. Em princípio, o vínculo que nos une não é um espírito monocultural ou exclusivo, mas a Missão que procura encarnar o carisma. Morar em Roma tem sido para mim um lembrete deste fato!
Roma
Do Conselho Geral
Athanase Nsiamina Masengi.CSsR
Ser Conselheiro, uma missão, uma vida doada por Jesus e pela Congregação.
Foi no dia 2 de outubro de 2003 que, no final de uma sessão eletiva do XXIII Capítulo Geral da CSSR, aceitei ser Conselheiro Geral. Percebi logo que não devia ser fácil prestar este serviço numa instituição internacional que conta hoje 5.489 membros e que está presente em 77 países do mundo. Seria preciso todo um encaminhamento, toda uma dinâmica para chegar a conhecer nossa função, nossa missão (Est. 0124).
A sessão-retiro de dezembro de 2004 foi o ponto de partida deste encaminhamento. Nossa missão é um serviço a ser prestado em equipe. Um grupo de Conselheiros, vindos dos quatro cantos do mundo, se reúne em vista de um mesmo ideal e de uma mesma missão! Precisam conhecer-se e tomar consciência, como equipe, de sua missão. Precisam vislumbrar juntos as perspectivas de futuro da sua missão, depois de haverem assimilado a experiência do passado. Assim, tornam-se capazes de prever, de se antecipar e de responder do melhor modo possível aos apelos da Congregação.. Dentro desta visão, um primeiro esboço de um calendário para 2004 era possível: visitas às V/Províncias, presenças nos Capítulos V/Provinciais, respostas aos casos urgentes que necessitam da presença do Pe. Geral ou de um Conselheiro, presença na celebração de certos eventos (compartilhando assim das alegrias e dos sofrimentos dos confrades)…
O cinqüentenário da presença redentorista em Angola/Luanda e o planejamento econômico desta Vice-Província, em fevereiro de 2004, constituía para nós o «deslanchar» desta programação. Seguiam-se as visitas, respectivamente, à Província de Lyon-Paris (em abril-maio de 2004); depois à Vice-Província de Recife, no «outro mundo», as Américas, em outubro de 2004.
Todas estas visitas nos permitiram entrar, um pouco mais ainda, no concreto da vivência do nosso carisma ou de nossa missão de Redentoristas, nos seus diversos aspectos. Tivemos ocasião de admirar o zelo apostólico, a alegria, a fé e a esperança que animam os confrades. E que perseverança! Nada os segura! As guerras e a pobreza, a doença e a velhice, a precariedade e a falta de vocações... Tudo isto é vivido na fé e na esperança … das quais dão testemunho corajosamente. Não se contentam de «proclamar» a Boa Nova, eles querem ser «Boa Nova», por toda a sua vida e seu trabalho missionário: vivendo e trabalhando com os imigrados, engajando-se na luta pela justiça, contra as discriminações raciais ou religiosas, etc. São outros tantos sinais de esperança e de alegria para o futuro da Congregação! E estes sinais estão lá, concretamente. Se por aqui a Congregação «se enfraquece» pela velhice e pela diminuição de seus membros, por lá ela refloresce e se encontra revigorada pelo frescor e pela juventude de numerosos confrades … É como se o Senhor nos dissesse: confiança, o meu Espírito vai à vossa frente, sede fiéis a ele!
Estas visitas nos permitiram, por um lado, fazer a alegre e forte experiência de pertencer a uma família religiosa internacional, de comunhão e de solidariedade na missão no seio de nossa Congregação; por outro lado, descobrir um novo aspecto da vida da Congregação mas também da missão dos Conselheiros como «presença fraterna e animadora, num espírito de diálogo», diante de situações bem concretas. Alguns confrades no-lo confirmavam quando nos diziam: «A presença do Conselho Geral em nossas comunidades é verdadeiramente um sinal de encorajamento».
Esta alegria de ser COMUNIDADE e esta consciência de SER MISSIONÁRIO…, o Conselho Geral sente a necessidade de despertá-las, reforçá-las, quando não é o caso de suscitá-las… PARA A COPIOSA REDEMPTIO. A reunião do Secretariado para a Evangelização, realizada em Roma no mês de novembro p.p. se inscreve nesta ordem de idéias. Com efeito, este Secretariado quer projetar nosso olhar para o futuro, desejoso de estimular a vocação missionária de cada membro e de animar as diversas Unidades da Congregação, encorajando-as a empreender novas iniciativas para a Evangelização na Congregação, na Igreja e no mundo. A proclamação do Evangelho deve ser uma Boa Nova que suscita na alma de seus ouvintes um senso e um desejo de solidariedade e de abertura aos desafios de nosso tempo.
Athanase Nsiamina Masengi. CSsR
Roma, Itália
Reflexões sobre meu primeiro ano como Conselheiro Geral
Ray Douziech, C.Ss.R.
Uma coisa que gosto de fazer quando estou num aeroporto para uma longa viagem é ler romances policiais. É uma verdadeira fuga e uma boa alternativa para o enfado que a gente sente muitas vezes tendo de ficar esperando sentado em poltronas que dão cãibras. Numa longa viagem recente eu li “The Bourne Identity” de Robert Ludlum que me ajudou a entender o filme “The Bourne Supremacy,” que eu tinha visto uma semana antes. Para os que não conhecem o enredo, “Bourne” é um pseudônimo de um agente da CIA que sofre de amnésia e por uma série de circunstâncias começa a reunir sua “real” identidade anterior.
Este primeiro ano como Conselheiro Geral tem sido algo como a aventura de “Bourne”. Foi um tempo de formar uma identidade. Acabo de encerrar uma reunião do Secretariado de Formação, na qual uma das questões levantadas foi ‘como transmitir aos nossos candidatos uma identidade redentorista’. A primeira pergunta foi: como é que nossos programas de formação dão um sentido claro da identidade redentorista, que ajuda os candidatos a apropriar-se do carisma e da missão da Congregação? De um modo paralelo, penso que há um processo de apropriação que acontece cada vez que nós, como Redentoristas, assumimos um novo encargo na Congregação, seja como superior local, provincial ou, como no meu caso, Consultor Geral.
Desde a minha eleição para este serviço, tive e ainda tenho a clara percepção de que ele é o lugar onde Deus me quer, e que meus colegas são as pessoas com as quais eu estou destinado a trabalhar. Acho estranho dizê-lo, mas não tenho dúvida de que esta é a vontade de Deus para mim. Dito isto, dar forma e substância à vontade de Deus tem se mostrado mais desafiante. Sei que não sou um pequeno “superior geral” para a Região da América do Norte. Percebo também que todo ofício que exerço na Congregação é delegado – devo prestar contas ao Superior Geral e a meus colegas do Conselho. De certa forma todos nós temos de trabalhar com a tensão de termos sido eleitos de uma Região, embora eleitos para toda a Congregação; e também temos de aprender a trabalhar em equipe. Em última análise, somos Conselheiros do Pe. Geral – a ele foi dada a responsabilidade de dirigir a Congregação.
Assim, a minha identidade tem sido uma peleja comigo enquanto pessoa, enquanto Redentorista, e também uma mudança de atividades. Estar presente em Capítulos, fazer visitas, dirigir Secretariados e representar o Pe. Geral em celebrações têm sido sob vários aspectos os elementos mais fáceis do ofício. Foi bom estar com os confrades nas várias reuniões deste ano. Todos são excelentes na acolhida, boas palavras e apoio. Gostei também de trabalhar com os dois Secretariados – Participação na Missão (Leigos) e Formação. Tive a felicidade de participar dos Capítulos das Províncias de Edmonton-Toronto, Denver e Estrasburgo. Em Estrasburgo, Enrique Lopez e eu fizemos nossa estréia em termos de visitas. Houve também reuniões de Formadores, do Secretariado para os Leigos e sobre a Reestruturação. Outros pontos altos foram a ordenação e a primeira missa de Jon Hansen na minha Província de origem, Edmonton-Toronto. Houve também uma conferência em Palermo, Sicília, e a oportunidade de tomar parte na conferência do Sul.
A mudança interior, no entanto, tem sido realizada com maior ou menor sucesso. Lembro-me de ter participado de uma reunião de Provinciais, na qual um Provincial apresentou a proposta dele e do seu Conselho de fundar uma comunidade internacional para ajudar o ministério da Província. Não hesitei em dar minha opinião – uma afirmação bastante forte e irrefletida. Depois fiquei contrariado comigo mesmo e tive de recordar a mim mesmo que eu não falo mais como indivíduo, mas durante o período de meu cargo falo como uma voz do Governo Geral. Graças a Deus, a aprendizagem é um processo que dura a vida toda!
Lembro-me de um famoso discurso de Shakespeare em sua obra: As you Like It (“Como Você quiser”)– “O mundo inteiro é um palco e todos os homens e mulheres são simples atores. Têm suas saídas e entradas”. Encontrar minha identidade como Conselheiro Geral não é uma questão de ser personagem de destaque, mas de descobrir como sentir-me à vontade nos bastidores, como um diretor de cena. Neste ano consegui ver meu ofício como o de alguém que ajuda as pessoas a recordar diretrizes, ou recordar onde situar-se, ou o que valorizar. A minha identidade como Consultor tem a ver com assessorar as pessoas, mas não "dirigi-las". Trata-se de dar aos confrades, como um bom diretor de cena, apoio, sugestões e encorajamento. Tenho certeza de que há muito mais coisas a descobrir no Ano Dois!
Momentos Especiais e o Caminho da Solidariedade
Tive a oportunidade de participar das reuniões sub-regionais de Superiores da América Latina: Cone Norte, Cone Sul e Brasil. Também participei do Sexto Congresso Latino-Americano de Irmãos Redentoristas, no Equador. As visitas feitas neste ano e os encontros nos quais pude participar foram ocasiões especiais para estabelecer relações pessoais e promover uma comunicação muito mais pessoal e direta com os Superiores Maiores da América Latina e com muitos confrades. Sem dúvida, são momentos especiais para partilhar vida, esperanças, desafios. Abrem e fortalecem o caminho da solidariedade.
Conforme está planejado para os próximos anos, em cada reunião sub-regional de Superiores estarão presentes o Coordenador sub-regional, o Representante Regional da Comissão para a Reestruturação e o Conselheiro Geral da Região. Acredita-se que estas presenças nas reuniões anuais vão favorecer a cooperação e a solidariedade regional, além de propiciar maior comunicação e contato pessoal, ajudando na animação das Unidades. Farão crescer a consciência de que somos uma comunidade missionária internacional. Será possível dar continuidade ao que propôs o Capítulo Geral e seguir as orientações do Governo Geral. Por outro lado, haverá como perceber melhor as inquietações, preocupações, a caminhada, os êxitos e os desafios, as idéias e sugestões provenientes das Unidades.
Será muito importante manter a continuidade das propostas e projetos já iniciados pelas sub-regiões no triênio anterior, mesmo sabendo que em 2005 certamente haverá novos Superiores em algumas Unidades devido às mudanças trienais ordinárias. Procura-se avançar de maneira mais coordenada. Parece-me muito positivo e serve como um possível modelo de estrutura intermédia para fortalecer a colaboração interprovincial e a realização de projetos comuns. Com uma comunicação mais direta e contínua, haverá também maior espírito de participação, colaboração, integração e comunhão.
Algumas das impressões e expressões soltas que recolhi nestas visitas são:
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Notícias da Cúria, dos Secretariados, Institutos e Comissões
Curia
Pe. Joseph P. Dorcey, C.Ss.R.
Secretário Geral
Um ano atrás o recém-eleito Conselho Geral me nomeava para servir à Congregação como Secretário Geral, missão que não procurei, mas que aceitei porque creio que foi um chamado de Deus para servir à missão da Congregação em âmbito internacional.
Foi um ano de muitas ocupações, cheio de atividade e de trabalho. Além de tentar aprender como lidar com o grande volume de documentação que chega diariamente, ocupei-me da publicação de quatro documentos importantes: a primeira Communicanda do sexênio, “Dar a Vida pela Copiosa Redenção” em sete línguas, as Acta Integra do XXIII Capítulo Geral (agradeço de coração ao Pe. Emilio Lage por sua generosa ajuda), Analecta 2002-2003 (manifesto minha especial gratidão ao Pe. Michael Kratz que efetivamente fez a maior parte do trabalho) e Inscriptiones C.Ss.R. 2004 (quero expressar um “muito obrigado” todo especial aos Superiores Maiores que enviaram os dados e ao Pe. John Vargas que me ajudou a fazer o programa database).
Procurei facilitar a comunicação entre o Governo Geral e as várias Unidades da Congregação. Um “account” de e.mail no Catholic Online (@cssr.com) foi dado a cada Superior Maior, embora até o momento somente cerca da metade deles tenha conseguido configurar o “account” em seus computadores. Prestei minha ajuda ao Pe. Danilo Bissacco, Provincial de Roma, para ele conseguir configurar o seu. Animado com esse sucesso, tive a coragem de pedir ao Pe. Geral licença para viajar pelo mundo para ajudar os outros Superiores Maiores que estavam com este problema a configurar seu “account”. E ele de fato disse que eu podia, mas não acho que estava falando sério! O Pe. O Keeffe, Ecônomo Geral, provavelmente não iria pagar todas as passagens aéreas! Mas eu continuo arranjando mais trabalho aqui em Roma, e assim penso que não posso sair de maneira nenhuma!
No próprio escritório, Pe. Joseph Wimmer, Vice-Secretário Geral, e eu trabalhamos respondendo cartas e encaminhando todos os documentos que chegam, muitos dos quais vão para o Irmão Plácido, encarregado da estatística. Cuidamos também que todos os documentos circulem entre os membros do Conselho Geral, de modo que todos estejam preparados para as reuniões. Depois das reuniões, nós preparamos, assinamos e enviamos todos os rescritos, decretos, , etc. Pe. Vargas está nos ajudando também a introduzir um novo sistema para arquivar a documentação, que usa um programa moderno e é compatível com o sistema atualmente em uso nos Arquivos Gerais CSSR. Vai levar certo tempo até aprendermos o programa e o sistema novos e passarmos todos os dados para o novo sistema, mas será um progresso!
Também compete a mim redigir as atas e as decisões do Conselho Geral nas suas reuniões trimestrais extraordinárias. Isto me cria problema porque meu italiano é bastante ruim. Contudo, o Pe. Serafino Fiore, Vigário Geral, tem a bondade de colocar minha linguagem numa certa forma que possa passar por italiano.
Continuo ajudando o Pe. Ziuraitis, Diretor do Serviço de Comunicação, a lidar com o “site” oficial da Congregação (www.cssr.com). Recentemente comecei a colocar a Ratio Formationis C.Ss.R. disponível “on-line”, possibilitando baixar o documento nos formatos Word ou PDF. No momento ele está acessível em inglês, espanhol, português e francês. Em breve será apresentado também em italiano e alemão. O texto polonês entrará “on-line” logo que tivermos a tradução. Espero também tornar o Directorium Superiorum disponível “on-line” da mesma forma. Creio que estes documentos, em sete línguas, são importantes e serão muito úteis a muitos confrades no mundo inteiro. Assim como a Congregação, também o nosso “site” está precisando de uma reestruturação. Esperamos fazer alguma reestruturação do “site” em 2005, a fim de torná-lo mais fácil de ser consultado, para que assim as informações importantes sejam obtidas mais rapidamente.
Consegui descobrir um aspecto espiritual em minha missão um tanto burocrática. Muitas vezes fico pensando e imaginando a alegria ou o sofrimento das pessoas cujos nomes passam por minha mesa, seja por ocasião de profissão, ordenação, jubileu, falecimento, licenças de ausência, secularização, exclaustração ou laicização. Enquanto manuseio os papéis, costumo elevar minha mente a Deus e rezar pela pessoa cujo nome está em minha mesa. Espero que minhas orações sejam ouvidas e que esses confrades sejam abençoados e sejam uma bênção para muitos outros.
Pe. Rafael Prada, padre redentorista colombiano, professor da Academia Alfonsiana, sempre me diz no seu inglês de pronúncia inconfundível, “here comes the power behind the throne” (está chegando aqui o poder atrás do trono). Isto sempre me faz rir e eu respondo em meu espanhol também de pronúncia inconfundível, usando a palavra “poder” para significar “power”, sendo que “poder” também quer dizer “ser capaz de”. Respondo que não conheço tronos a não ser um, que não tem nada de glorioso! Agradeço a Deus com simplicidade por ser capaz (tenho o “poder”) de trabalhar e de servir a uma boa causa, contribuindo para a missão redentorista em todo o mundo hoje.
Terça-feira, 14 de dezembro de 2004
Caros Confrades,
Em resposta às Orientações do XXIII Capítulo Geral, o Conselho Geral nomeou os membros da Comissão para a Reestruturação, a qual realizou sua primeira reunião em Roma, de 10 a 14 de dezembro de 2004. A Comissão fez reuniões conjuntas com o Conselho Geral e também se reuniu em separado.
A Comissão elegeu Pe. Lasso de la Vega y Miranda como seu Presidente. São estes os outros membros da Comissão: Cornelius Casey (Dublin), Guy Pilote (Santana de Beaupré), José Ulysses da Silva (São Paulo), Brendan Kelly (Cebu), Lawrence Kaufmann (África do Sul).
Desde o início ficou claro que existe uma real necessidade de alguma reestruturação da Congregação para garantir a vitalidade e a eficiência apostólicas num mundo de rápida mudança e de realidades humanas em evolução.
Inicialmente a nossa reflexão se concentrou sobre alguns projetos de reestruturação já em andamento.
Neste exemplo, o que tem significado particular em termos da visão da Comissão sobre a Reestruturação, é a maneira como as condições estão ligadas a respostas dadas a pedidos de ajuda. Não se trata nunca de sustentar ministérios existentes, mas, como nos casos de Recife e Manaus, de um empenho na missão da Congregação como um todo, incluindo a formação e as missões populares.
A partir dessa reflexão inicial, ficou claro para nós que precisamos de um período de estudo, para refletir sobre as diversas tentativas de reestruturação, antes de formularmos propostas.
Assim sendo, começando pelo nível regional, adotamos o seguinte plano de ação:
Plano de Ação (Fase I) 2004 – 2006
1. Janeiro a Julho de 2005
A Comissão, com o auxílio dos Conselheiros Gerais, reunirá informações e fará uma revisão dos vários projetos e/ou experiências de reestruturação já em andamento nas várias Regiões da Congregação.
A Comissão também reunirá informações sobre o funcionamento das atuais seis Regiões globais da Congregação. Ao fazê-lo, procurará observar o que em cada Região contribui ou não para a vitalidade apostólica em relação à missão, à formação, às finanças e ao governo. Será feita também uma revisão da composição de cada Região no tocante à eficácia desta composição para a vitalidade apostólica.
Esta revisão ficará sob a responsabilidade do membro da Comissão daquela Região, que trabalhará em diálogo com o Conselheiro Geral da respectiva Região, e com o Coordenador (sub) regional.
2. A Comissão tornará a encontrar-se no fim de agosto de 2005
Nesta reunião, a Comissão refletirá sobre a revisão que houver feito e procurará determinar quais projetos têm mais êxito que os demais. Com esta reflexão buscará critérios para apresentar propostas a fim de levar adiante a reestruturação.
Estas propostas serão oferecidas à Congregação num documento que apresentará (a) uma visão de aonde queremos chegar dentro de cinco anos, tanto no nível geral como no regional e (b) traçar várias estratégias sobre como realizar esta visão.
3. Debate no Nível Regional
As propostas serão submetidas a todas as Regiões para estudo e discussão.
Pediremos às Regiões que enviem suas respostas à Comissão até o final de 2005.
4. A Comissão e o Conselho Geral vão se reunir em dezembro de 2005
Durante a reunião da Comissão com o Conselho Geral em dezembro de 2005, serão preparadas propostas concretas de ação, que serão levadas à reunião da metade do sexênio em 2006.
5. Fase II: Reuniões da metade do sexênio até o Capítulo Geral de 2009
A fase seguinte, Fase II, irá das reuniões da metade do sexênio até o Capítulo Geral de 2009. Espera-se que durante esta fase a Comissão possa considerar mais de perto a questão da Reestruturação da Congregação partindo de uma perspectiva global.
Estamos conscientes da seriedade das questões envolvidas nesta tentativa e por isso pedimos a todos sua cooperação e suas orações enquanto procuramos levar adiante essa tarefa.
Juan Manuel Lasso de la Vega y Miranda
Cornelius Casey
Guy Pilote
José Ulysses da Silva
Brendan Kelly
Lawrence Kaufmann
Roma
Secretariado Geral de Formação
Fez Sua primeira reunião este sexênio
Jacek Dembek, C.Ss.R. – Presidente e Conselheiro Geral
Raymond Douziech, C.Ss.R. – Conselheiro Geral
Ronald McAinsh, C.Ss.R. – Zimbábue
Rafael Prada, C.Ss.R. – Bogotá
Sahaya
Arockiasamy, C.Ss.R. – Bangalore
Yaroslav Pryriz, C.Ss.R. – Lviv
Jacek Zdrzalek, C.Ss.R. – Varsóvia
Michael Brehl, C.Ss.R. – Edmonton-Toronto
Depois das apresentações das pessoas e de uma breve síntese sobre o estado geral da Formação em cada uma das seis Regiões da Congregação, começamos a debater a nossa missão neste sexênio. A reflexão partiu das Orientações do XXIII Capítulo Geral referentes à Formação. Essas Orientações traçam em grandes linhas o trabalho que temos pela frente neste sexênio.
Este trabalho inclui:
o estudo da questão de um Instituto de Vida
Redentorista e a formação dos Formadores;
possibilitar a formação dos Formadores mediante
oficinas, recursos, “site”, guia dos Formadores e comunicação eficiente;
promoção de encontros de Formadores em nível regional,
e apoio aos projetos de colaboração na formação;
preparação de um instrumento que ajude o Conselho Geral
a examinar os programas de formação das (Vice-)Províncias.
Porque a Ratio Formationis da CSSR foi terminada no final do sexênio passado, foi pedido a cada (Vice-)Província que revisasse sua própria Ratio e a apresentasse ao Governo Geral para ser aprovada até 31 de dezembro de 2004. É responsabilidade do Secretariado Geral rever cada Ratio e fazer recomendações ao Conselho Geral. Uma parte da nossa reunião foi dedicada à discussão deste processo e à preparação de um instrumento para a avaliação.
Reconhecendo a importância da Formação na vida da Congregação, os membros do Secretariado demonstraram uma grande disposição para a tarefa. Para muitos Formadores uma questão que interessa de modo particular é a formação permanente, recursos e apoio para seu ministério, oferecidos de maneira a serem disponíveis para eles em suas Regiões. Isto será uma prioridade do Secretariado nos próximos anos. Nossa próxima reunião está marcada para maio de 2005 e este ítem será prioritário na pauta da reunião.
Os membros do Secretariado Geral para a Participação na Missão são: Pe. Raymond Douziech, Presidente e Conselheiro Geral; Sr Geraldino Loyola, Missionário Leigo da Vice-Província de Manila, representando a Ásia; Sra. Ageeth Potma, membro do Scala da Província de Amsterdã, representando a Europa-Norte; Pe. Michael Kelleher da Província de Dublin, também representando a Europa-Norte, mas agindo como ligação com a Europa-Sul; Pe. Gerard McCabe da Província da África do Sul, representando a África; Pe. Jozef Grzywacz da Vice-Província da Bahia, representando a América Latina e com bom conhecimento da Europa Oriental; e Pe. David Louch da Província de Edmonton-Toronto, representando a América do Norte.
Têm sido usados vários nomes para designar os que estão acompanhando os Redentoristas em sua Missão. Por uma série de razões, termos como “colaboração”, “laicato” e até mesmo “leigo” podem possuir em algumas culturas um sentido pejorativo. Por isso, gostaríamos de sugerir que este Secretariado tenha o nome de: Secretariado para a Participação na Missão.
A reunião começou com um momento de oração na capela da Cúria, para invocarmos o Espírito Santo para nossa reunião e para todo o sexênio. Em seguida, Pe. Douziech deu as boas-vindas a todos e convidou cada um a se apresentar ao grupo. Depois cada qual relatou o que está acontecendo em sua região.
Ao final da primeira manhã concelebramos a Eucaristia com o Pe. Geral.
De tarde fizemos uma retrospectiva das lições que podíamos aprender com o Secretariado anterior quanto às novas metas para este sexênio.
O principal trabalho da quarta e da quinta-feira foi estabelecer metas e objetivos para o Secretariado deste sexênio. Procuramos também elaborar um esboço para o Diretório Geral do Governo Geral, que descreve cada Secretariado, sua composição, como também suas metas e objetivos.
Uma sessão de “tempestade cerebral” sobre metas e objetivos levou a 32 sugestões.
O próximo passo foi agrupá-las em planos de ação. A partir das informações reunidas, chegamos a formular três metas: Trabalhando em duplas, elaboramos uma meta e objetivos em cada uma das três áreas; sugerimos também tarefas específicas que podem nos conduzir ao encontro dos objetivos.