Apresentamos aqui
breves mensagens dos Redentoristas que moram nas áreas afetadas pelo maremoto
Tsunami. Devido à ausência de alguns dos colaboradores da Cúria Generalícia
durante as férias de Natal, e para fazer chegar rapidamente até Vocês as
notícias, em vez de aguardar as traduções, enviamos as notícias no original
inglês. Ainda nos falta receber as do Sri Lanka.
-Gary Ziuraitis,
C.SS.R.
Vice-Província de Alwaye (Índia)
Caro Padre,
Obrigado por seu e.mail. Temos o consolo de informar que o Tsunami não
afetou nem os confrades da Vice-Província de Alwaye nem seus familiares.
É principalmente porque nenhuma de nossas comunidades fica perto do mar.
Porque o Tsunami ocorreu logo depois do Natal, todos os confrades estavam em
casa após os cansativos dias das missões do Advento.
Gostaríamos de
saber se algum de nossos confrades em outras partes do mundo foi atingido.
No Cristo Redentor Baby Verananickal, C.Ss.R.
Província de Bangalore (Índia)
Caro Pe.Gary Ziuraitis,
Boas Festas e saudações a Você. Muito obrigado por sua carta pedindo
notícias sobre como nossos confrades foram afetados ou como reagiram ao
maremoto Tsunami que castigou também nosso país.
O maremoto que
devastou a parte meridional da Índia dia 26 de dezembro de 2004 deixou um
rasto de destruição de indescritíveis proporções em termos de vida e de bens
materiais. No momento estão em plena atividade as equipes de socorro. Aos
poucos vamos tomando conhecimento das histórias de horror que
aconteceram, por meio de pessoas que sobreviveram à calamidade. Há muitas
histórias de partir o coração sobre como pessoas salvaram às vezes um filho
enquanto viam o (a) companheiro (a) morrer tragado (a) pelas ondas. O
maremoto causou enormes danos econômicos e em vidas humanas.
Todos os
nossos confrades que vivem no sul da Índia estão ilesos. Na
extremidade meridional de nosso país, chamada Manawalakurichi, na diocese de
Kotar, temos uma comunidade de confrades, e sua casa fica a cerca de um
quilômetro do mar. Como eu disse, nossos confrades saíram ilesos, mas
morreram muitas pessoas da paróquia deles e as propriedades sofreram sérios
danos. Dois dias atrás, um de nossos confrades, o Pe.Santiago, celebrou uma
missa por 230 pessoas da paróquia que perderam a vida. Há 50 ou 60 pessoas
abrigadas em nossa casa redentorista de Manavalkurichi, porque perderam casa
e tudo o que tinham. As equipes de socorro estão trabalhando intensamente.
Muitas entidades vieram colaborar. Estão retirando as pessoas do local do
desastre para acampamentos de emergência. Uns vinte dos nossos estudantes de
teologia foram de Bangalore para as áreas sinistradas, para ajudar nas
operações de socorro nos próximos dez dias. As equipes estão fazendo o máximo
que podem, dadas as dificuldades de acesso às áreas distantes aonde chegou o
maremoto.
Resta o grande desafio da reconstrução. Como restituir a tanta
gente casa e infra-estrutura? Será um trabalho enorme, que vai exigir muito
planejamento e grande soma de recursos Como Província, queremos concentrar
nossas energias no lugar onde nossa comunidade está situada, em
Manawalakurichi, e ajudar o povo daquela área. Se outras casas ou Províncias
quiserem colaborar, seria melhor canalizar todos os nossos recursos para este
lugar e ajudar a reconstruir essa área.
Por ora, é isso. Vou manter Você
informado sobre os próximos acontecimentos.
Desejando-lhe um Feliz Ano
Novo, despeço-me.
Em Cristo Redentor, Pe. Xavier Sanjivi C.Ss.R
(Superior Provincial)
Vice-Província de Bancoc
A respeito de
nossos confrades na Tailândia, nossas residências estão situadas no Golfo de
Siam (não atingido). Mas alguns de nossos confrades tailandeses têm parentes
que trabalham ou vivem junto ao Oceano Índico. O restaurante do irmão do Pe.
John Somphong foi totalmente destruído e o bangalô de sua irmã
ficou gravemente danificado. Milhares de tailandeses e de turistas foram
tragados pelo mar. O neto do rei morreu arrastado pelas ondas que invadiram o
seu hotel. Mais de 400 pescadores estão desaparecidos e até agora apenas 5
foram encontrados. Os mortos são mais de 20 mil e só Deus sabe quantos são os
desaparecidos. As informações são cada vez piores.